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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Em 1959, um protesto popular ‘elegeu’ um rinoceronte para a Câmara de Vereadores

Os paulistanos irão às urnas daqui a duas semanas para escolher entre 1 276 candidatos a 55 vagas na Câmara de Vereadores. Na disputa, há vários personagens que fazem sucesso entre os adeptos do voto de protesto, como o palhaço Atchim. Pois em 4 de outubro de 1959, a capital tornou-se notícia no mundo inteiro após uma massiva pilhéria eleitoral. Cerca de […]

Por VEJA SP Atualizado em 26 fev 2017, 10h17 - Publicado em 15 set 2016, 17h47
Cacareco no zoológico (Foto: Arquivo/ Estadão Conteúdo)

Cacareco no zoológico (Foto: Arquivo/ Estadão Conteúdo)

Os paulistanos irão às urnas daqui a duas semanas para escolher entre 1 276 candidatos a 55 vagas na Câmara de Vereadores. Na disputa, há vários personagens que fazem sucesso entre os adeptos do voto de protesto, como o palhaço Atchim. Pois em 4 de outubro de 1959, a capital tornou-se notícia no mundo inteiro após uma massiva pilhéria eleitoral. Cerca de 100 000 eleitores escolheram o rinoceronte Cacareco para uma das 45 cadeiras na prestigiosa casa legislativa. O número de votos do animal foi maior do que o de todos os 540 candidatos de doze partidos.

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O episódio insólito ganhou destaque na imprensa internacional, com reportagem até no jornal The New York Times. Apesar do nome meio masculino, Cacareco era uma fêmea de 230 quilos, originalmente moradora do Zoológico do Rio. Em 1958, foi emprestada a São Paulo para ser a principal atração do recém-inaugurado parque da metrópole. A ideia da candidatura informal teria sido do jornalista Itaboraí Martins, como uma piada para denunciar a baixa qualidade dos políticos.

As cédulas: mais de 100 000 votos (Foto: Arquivo/ Estadão Conteúdo)

As cédulas: mais de 100 000 votos (Foto: Arquivo/ Estadão Conteúdo)

A popularidade do bicho levou a fábrica de brinquedos Estrela a lançar um boneco em sua homenagem. Cacareco acabou voltando para casa dois dias antes de sua votação consagradora. Morreu em 1962, aos 8 anos, de nefrite. Em 1988, a história se repetiu no Rio: 400 000 cariocas votaram no macaco Tião para a prefeitura.

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