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Na Plateia Tudo sobre teatro

O diretor de teatro Francisco Medeiros morre aos 71 anos

Um dos principais nomes da cena paulistana, Chiquinho, como era conhecido, foi vítima de câncer e, depois do velório, deve ser cremado na Vila Alpina

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 17 out 2019, 11h27 - Publicado em 16 out 2019, 12h58

O diretor de teatro Francisco Medeiros morreu hoje, aos 71 anos, vítima de um câncer, no Hospital AC Camargo, na Aclimação, onde estava internado desde o fim de setembro. Há dez anos, ele teve diagnosticado um tumor na próstata, devidamente tratado na época. O câncer voltou nos ossos há dois anos e atingiu metástase. O velória será nesta quinta-feira (17), no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, entre 10h e 14h. O artista deve ser cremado, na sequência, na Vila Alpina.

Um dos principais nomes da geração revelada no fim da década de 1970, o paulistano Francisco Alberto Azevedo Medeiros nasceu em 1948 e assinou montagens marcantes na área teatral e da dança. O intimismo e a precisão técnica extraída dos intérpretes eram algumas de suas principais qualidades. Na reta final da sua forma na Escola de Comunicação e Artes da USP criou espetáculos para o Ballet Stagium e para a bailarina Ruth Rachou.

Chiquinho, como era conhecido pelos colegas, ganhou reconhecimento nos anos de 1980 com a peça Artaud, O Espírito do Teatro, de José Rubens Siqueira, com os atores Elias Andreato e Giuseppe Oristanio. Em 1987, dirigiu a atriz Ileana Kwasinski em Depois do Expediente, que rendeu para a artista o prêmio Molière de interpretação. A Gaivota, de Anton Tchecov, ganhou destacada encenação em 1994 com Walderez de Barros e Marco Ricca nos papéis principais. Também com bons rendimentos, Cacá Carvalho e Edson Celulari atuaram em Fim de Jogo, de Beckett, em 1999.

Em 2001, Suburbia, texto do americano Eric Bogosian, de pegada jovem, revelou um time de atores, como Bárbara Paz, Luciano Gatti e Marcos Damigo. Os monólogos A Última Gravação de Krapp, com o ator Antonio Petrin, e A Noite Antes da Floresta, protagonizado por Otávio Martins, reafirmam o talento de Medeiros para encenações econômicas com interpretes vigorosos. O mesmo pode ser dito sobre Extinção, estrelado por Denise Stoklos em 2018, em direção conjunta com Denise e Marcio Aurelio. No último anos, Medeiros estava dedicado a dar aulas e prestar consultoria para grupos de teatro no interior de São Paulo.

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