Correr com o cachorro é uma boa maneira de começar no esporte
Circulando pelos parques da cidade tenho visto cada vez mais pessoas correndo com seus cães. Alguns desses animais têm pinta mesmo de corredores, outros parecem seguir em um trotinho para agradar seus donos ou até mesmo empacam, sem chance de negociação. O bicho também tem que se exercitar para ter saúde e disposição, é fato. […]
Circulando pelos parques da cidade tenho visto cada vez mais pessoas correndo com seus cães. Alguns desses animais têm pinta mesmo de corredores, outros parecem seguir em um trotinho para agradar seus donos ou até mesmo empacam, sem chance de negociação.
O bicho também tem que se exercitar para ter saúde e disposição, é fato. Mas como fazer isso, sem risco para você e para ele? Assim como nós, humanos, nenhum cachorro ganha ares de maratonista da noite para o dia. Ou seja, ele também precisa de condicionamento e treinamento.
Se você está a fim de iniciar seu pet no mundo das corridas, os primeiros passos são muito parecidos com os nossos: comece com caminhadas diárias, e vá aumentando tempo, distância e ritmo gradativamente. O importante é que seja uma atividade agradável para você e para ele – independente da raça.
Outra cuidado é a maneira de conduzir seu cão durante a corrida. Cachorro solto é arriscado. Por lei, em locais públicos ele deve ser levado com coleira e guia. E por mais que você tenha uma relação de amizade e carinho com o bicho, mostre que quem manda é você: não deixe que ele o arraste. E nada daquelas guias compridas, que podem se enroscar pelo caminho.
Se a ideia é ter a companhia de seu amigão peludo em um treino, escolha um dia suave. Você pode estar se preparando para uma maratona, mas ele não tem nada a ver com seu longão de 30 quilômetros, certo? Respeite o limite dele: se ele cansar, você para também.
A recomendação sobre horários – de manhã cedo ou no final da tarde – e boa hidratação também é a mesma para pessoas e animais que se dedicam a uma atividade física. Portanto, leve uma garrafinha de água para dividir com seu amigo.
– Os cães da família dos galgos são corredores natos, graças à sua “aerodinâmica”. Eles seriam uma espécie de quenianos caninos.
– Já os compridos e com pernas curtas – como dachshund e basset – costumam ter problemas de coluna devido à grande distância entre as patas anteriores e posteriores e, portanto, não se dão bem com a corrida.
– Buldogues e pugs, por causa do focinho achatado, têm de fazer muito esforço para respirar e não aguentam exercícios prolongados.
– Filhotes, cães idosos ou muito acima do peso também fazem parte de um grupo que merece orientação específica de um veterinário.
Por fim, não esqueça de levar sempre uma sacolinha plástica para recolher as necessidades de seu cachorro, caso ele resolva se aliviar pelo caminho.
Se o seu pet é a motivação que você precisa para se mexer, aproveite a companhia!