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Primeiro do mundo: tubarão galhudo de duas cabeças é encontrado no litoral de SP

Especialistas dizem que a causa da anomalia pode ser resultado da poluição dos oceanos, além de outros fatores

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 nov 2020, 11h18 - Publicado em 3 nov 2020, 11h15

Segundo cientistas brasileiros, o primeiro tubarão galhudo de duas cabeças do mundo foi encontrado no litoral de São Paulo. Especialistas dizem que a causa da anomalia pode ser resultado da poluição dos oceanos, além de outros fatores. 

Em entrevista ao G1, professor e biólogo Edris Queiroz e a pesquisadora Luana Felix, do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (Ibimm) de Peruíbe, responsáveis pelos estudos do animal aquático, falaram que é o primeiro caso de tubarão galhudo gêmeo siamês descoberto na natureza. 

Encontrado por pescadores próximo à costa, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe, ele foi doado para o Ibimm para estudos. “Após uma análise da anatomia externa e interna do tubarão, a melhor definição para o caso é de que seriam gêmeos siameses”, diz Queiroz ao G1.

O resultado das análises demonstram que o animal possui duas cabeças, dois corações e duas colunas vertebrais independentes, além de outros órgãos internos duplos.

O que causou anomalia?

Existem algumas motivações possíveis para o tubarão ter sofrido a mutação. Entre elas, a poluição aquática. “Os tubarões acumulam metais pesados em sua alimentação, e isso pode gerar o que chamamos de uma mutação, uma anomalia”, explica o biólogo. 

Além disso, outro possível motivo para o nascimento do tubarão siamês são complicações durante a gravidez. De acordo com o especialista, a compressão do útero pode fazer um ovo se fundir com outro.

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