Para Tão Longo Amor
- Direção: Yara de Novaes e Carlos Gradim
- Duração: 70 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.



O drama Para Tão Longo Amor, escrito por Maria Adelaide Amaral em 1993, retorna passados mais de 20 anos como uma crônica de época. Em tempos matemáticos e assépticos tal qual os de hoje, soam mais raras paixões destrutivas iguais a essa de Raquel e Fernando (interpretados por Regiane Alves e Leopoldo Pacheco), guiados pela atração intelectual e incapaz de gerir a vida prática. Não por acaso os diretores Yara de Novaes e Carlos Gradim optaram por uma encenação de estética fria, dominada pelo preto e cinza, características do período pós-dark. Próxima dos 30, a escritora Raquel estourou no primeiro livro e conquistou o editor, o cinquentão Fernando, que largou a família para ficar com ela. A jovem inquieta não tardou a se revoltar com a ideia de ser uma unanimidade, mergulhou na bebida e, mesmo apaixonada, fez da relação com o companheiro um poço sem fundo. Os dois personagens são desafiadores, principalmente o de Regiane. A atriz injeta tanto vigor em sua composição que se beneficia pela proximidade estabelecida com a visceral Raquel. Pacheco, bem mais contido, adota um registro delicado que, por vezes, surge dissonante da energia depositada pela colega, mas estabelece um equilíbrio na encenação. Estreou em 20/5/2016. Até 31/7/2016.
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