A Vida em Vermelho — Brecht e Piaf
- Direção: Bruno Perillo e Lincoln Antonio
- Duração: 100 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.

Os atores Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto transitam em um tênue limite entre a música e o teatro no show Caravana Tonteria, apresentado desde 2014. Munida dessa bagagem, a dupla montou o drama musical A Vida em Vermelho — Brecht e Piaf, inspirado na estética dos cabarés da década de 20. Norteado pela dramaturgia de Aimar Labaki, o espetáculo dirigido por Bruno Perillo oferece diferentes camadas de leitura. Em um primeiro momento, Alves Pinto e Letícia são Bertoldo e Edith, artistas de ânimos afetados que, juntos, vão apresentar um show e disputam quem terá mais espaço. A dupla também se assume como a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963) e o dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) em um encontro fictício antes de uma estreia. Com ideias de mundo distintas, ela se alimenta do amor e defende a passionalidade, enquanto o comunista ferrenho e mulherengo incorrigível tem uma visão pragmática. Em meio à trama, os dois soltam a voz e transitam entre a dor, o deboche e a crítica social em vinte canções. Letícia se mostra uma cantora empolgante e, sintonizada com o parceiro, surpreende nos detalhes empregados nas transições das personagens. Demian Pinto (piano), Zéli Silva (contrabaixo) e Giba Favery (bateria e percussão) dão apoio sob a direção musical de Lincoln Antonio. Estreou em 10/11/2017.
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