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Confira as seis melhores atrações para curtir nesta semana

Por: Veja São Paulo

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  • Grande promessa da última década, a Cia. Hiato chegou aos palcos em 2008 com o curioso Cachorro Morto e, na sequência, beirou o sublime em Escuro (2009) e O Jardim (2011). As duas montagens consolidaram o estilo de direção de Leonardo Moreira, apoiado em uma dramaturgia fragmentada e, por vezes, confessional. Bastante irregulares, as duas últimas investidas, Ficção e 2 Ficções, trilharam, no entanto, caminhos perdidos entre o egocêntrico e o excessivamente cerebral. O novo drama marca a radical retomada do diálogo com o público e até uma possível reavaliação da trajetória da Hiato. Para isso, cinco atores – Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli e Thiago Amaral – dividem a cena e, muitas vezes, abrem o protagonismo para treze amadores recrutados entre duas centenas por um anúncio de jornal. Em comum, todos carregavam o desejo de participar de uma peça. Tem advogado, dona de casa, estudante, boxeador, professores e um ator pornô. Eles encenam monólogos em torno do tema da superação capazes de deixar a plateia em dúvida de onde começa a ficção em meio aos depoimentos. O vício do crack, crises existenciais, o preconceito racial, social ou sexual, o estímulo para a arte e a batalha pelo pão de cada dia originam momentos de impacto. Mais do que expor a intimidade, os “amadores” são confrontados com desafios do universo teatral que muitos profissionais lutariam para vencer o embaraço. O número comandado por Thiago Amaral em que o time masculino transforma o teatro em uma boate ao som de Single Ladies, de Beyoncé, é só um simples exemplo. Estreou em 29/4/2016. 
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  • Pelos próximos dois meses, Paris (ou pelo menos parte dela) vem até São Paulo. É quando o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta 75 telas deslumbrantes do pós-impressionismo, emprestadas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, donos de duas das melhores coleções de obras feitas na Europa no fim do século XIX e começo do século XX. Continuação da exposição sobre o impressionismo realizada no mesmo espaço em 2012 (naquele ano, a mostra foi a terceira mais vista no mundo), O Triunfo da Cor reúne agora trabalhos assinados por 32 artistas — do gabarito de Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, além de outros mestres da mesma época. Os quatro pisos recebem diferentes módulos que ajudam a traçar um caminho para explicar como a produção significou uma revolução estética por meio do uso da cor. A arrebatadora tela de Van Gogh Fritilárias Coroa-Imperial em Vaso de Cobre, de 1887, recebe o visitante no início do passeio e arranca suspiros. Para evitar as filas, dê preferência para o agendamento do horário de entrada on-line pelo aplicativo do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura. Até 7/7/2016.
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  • Apenas em 2013 a Northern Sinfonia recebeu, da rainha Elizabeth II, o título de Royal. Foi o reconhecimento máximo da importância do trabalho da companhia para a Inglaterra. Criada em 1958, no nordeste do país, a orquestra de câmara tem como características a versatilidade e a leveza. Formado por 41 integrantes, o grupo é dirigido pelo pianista alemão Lars Vogt. Na lista de parcerias, há associações tidas como naturais no universo erudito, como as que envolvem o maestro conterrâneo Sir Mark Elder e o canadense Yannick Nézet-Séguin. Marcaram a sua história, porém, as apresentações menos convencionais, em conjunto com Sting e Pet Shop Boys. Pela primeira vez em São Paulo, os artistas da Royal ficam no terreno seguro e não fazem nenhuma estripulia pop. Na regência, está o finlandês Olli Mustonen, que já passou pela Royal Concertgebouw Orchestra, pela Filarmônica de Berlim e pela Orquestra Sinfônica de Chicago. Na performance agendada na capital, Mustonen mostra uma de suas composições, chamada de Concerto Triplo. Constam ainda no roteiro Concerto para Piano Nº 1 em Dó Menor, de Shostakovich, Concerto para Oboé em Ré Menor, do barroco italiano Tomaso Albinoni, e Sinfonia Nº 4 em Lá Menor Italiana, de Felix Mendelssohn- Bartholdy, para terminar a noite. Dia 10/5/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO