Teatro

Confira as estreias da semana

Novidades nos palcos da cidade 

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

mulheres à beira de um ataque de nervos
Marisa Orth e Totia Meireles: mundo de Almodóvar (Foto: Páprica Fotografia)

Confira quais são os espetáculos que ganham a cena paulistana entre os dias 9 e 15 de novembro.

  • Sob direção de Pedro Wagner, o grupo pernambucano Magiluth traz o drama que trata dos movimentos políticos e sociais. Cinco homens fazem um constante treinamento para pôr um trabalho em prática. Com Erivaldo Oliveira, Mário Sergio Cabral, Giordano Castro e Pedro Wagner, os dois últimos responsáveis pela dramaturgia. Dia 12/11/2015. Até 29/11/2015.
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  • Marcelo Marcus Fonseca escreveu, dirige e atua no drama da Cia. Teatro do Incêndio. O amor descontrolado de um deus por uma mortal desafia as regras da natureza em uma constante troca de papéis entre os amantes. Com os atores do grupo e codireção da também atriz Gabriela Morato. Dia 14/11/2015. Até 13/12/2015.
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  • Com direção de João das Neves, texto e canções de Paulo César Pinheiro, o musical evoca a figura mítica de Chico Rei. Trazido de uma tribo do Congo, ele chegou ao Brasil como escravo e se tornou um herói na luta contra o sistema. Com Maurício Tizumba, Alysson Salvador, Bia Nogueira, Denilson Tourinho e outros. Dia 12/11/2015. Até 22/11/2015.
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  • Luis Mármora concebeu e protagoniza o solo musical inspirado no romance Cartas de  um Sedutor, de Hilda Hilst. O ator interpreta Sápata Magáli, o apresentador de um cabaré decadente que provoca os clientes com comentários que desafiam a hipocrisia social. Cinco instrumentistas dão apoio ao repertório, que reúne George e Ira Gershwin, Ana Carolina e Armando Manzanero. Estreou em 26/1/2016. 
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  • Consagração do estilo irreverente do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o filme de 1988 fez meio mundo gargalhar e, em 2010, rendeu uma adaptação teatral na Broadway. O musical, criado por Jeffrey Lane e David Yazbek, origina, agora, uma versão brasileira dirigida por Miguel Falabella — nas devidas proporções, um quase parente de Almodóvar. Os dois têm uma nítida preferência pela temática feminina e, mesmo quando se apoiam na caricatura, dosam sensibilidade e um impagável tom crítico. Fielmente retratada no palco, a trama apresenta três mulheres envolvidas em um clima tragicômico por causa de suas confusões amorosas. Abandonada pelo amante, a atriz Pepa (Marisa Orth) descobre que está grávida, enquanto Candela (Helga Nemeczyk), sua melhor amiga, se apaixona por um terrorista. Mulher do amante de Pepa, Lúcia (papel de Totia Meireles) perdeu a lucidez e resolve se vingar do ex nos tribunais. Falabella criou uma encenação que alivia o escracho e investe em um clima folhetinesco. Escolha acertada, Marisa foge do óbvio ao transformar Pepa em uma heroína romântica e abre espaço para Totia explorar a veia cômica. Se há um excesso de números musicais, a cenografia, idealizada por J.C. Serroni, ajuda no ritmo da montagem. O time masculino conta com Juan Alba, Daniel Torres e Ivan Parente, entre outros. De 14/11/2015. Até 20/2/2016.
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  • Também diretor, Eduardo Martini divide a cena com Kito Junqueira na comédia de Flávio de Souza. Eles representam as duas metades de um ator, morto enquanto interpretava Hamlet, que precisam se entender para descansar em paz.. Estreou em 10/11/2015. Até 27/1/2016.
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  • Documentário cênico

    TempoNorteExtremo
    Sem avaliação
    Montagem da Cia. Pessoal do Faroeste, o documentário cênico evoca o jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que denuncia questões sobre a Amazônia em uma publicação impressa desde 1988. O espetáculo ainda faz um recorte sobre a vida pessoal de Pinto, tratando da sua relação com a mãe, que enfrenta o Alzheimer. Com Neusa Velasco e o também autor Paulo Faria. Direção de Edgar Castro. De 11/11/2015. 
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  • Depois de se inspirar na obra do escritor Jorge Luis Borges, a atriz e diretora Denise Stoklos mergulha em outro grande nome das letras argentinas, Julio Cortázar, para criar o monólogo dramático. A intérprete performática relaciona a palavra ao corpo como possibilidades de tradução para vários sentimentos. De 13/11/2015. Até 13/12/2015.
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  • Um espetáculo de perfeita comunicação com a virada de 2015 para o recém-chegado 2016. Assim pode ser definido o drama Os Veranistas (70min, 12 anos). O curioso e mais louvável é que a montagem dirigida por Renato Andrade toma por base um clássico sobre a hipocrisia social escrito em 1904 pelo russo Máximo Gorki. Na trama, um grupo, nem todos bons amigos, se reú­ne em uma casa de praia para celebrar o réveillon. Mas o clima, de cara, já não fica dos melhores. Um escritor (papel de Roberto Leski) e uma médica ativista (Renata Flores) já se estranham pouco depois dos cumprimentos, enquanto uma atriz (Luciana Severi) revela um câncer em estágio avançado. De outro lado, o casal anfitrião (Dimitri Slavov e Bruna Ribeiro) é incapaz de disfarçar a crise e um adolescente (Thiago Sak) se descobre ilhado em meio a tantos sentimentos confusos. Como adaptador e diretor, Andrade conseguiu transpor a história para os dias atuais sem se preocupar com excessivas e desnecessárias referências. Em tom naturalista, os doze atores transmitem uma desesperança que não deixa a plateia indiferente, e se falta uma certa unidade ao elenco a força das palavras fortalece a mensagem. Com Anita Prades, Danilo Fernandes, Drica Czech, Marcelo Sartori, Patrícia Vieira Costa e Rodrigo Vellozo. Estreou em 11/11/2015. 
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Fonte: VEJA SÃO PAULO