Cinema

Com humor afiado, Schwarzenegger volta à ação em 'O Último Desafio'

Aos 65 anos, o ex-governador da Califórnia contracena com Rodrigo Santoro e volta a resolver todos os problemas na base do braço

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

O Último Desafio
Jaimie Alexander e Schwarzenegger: juntos para enfrentar um traficante (Foto: Divulgação)

Depois de ocupar a cadeira de governador da Califórnia por oito anos, Arnold Schwarzenegger quer tirar o atraso do cinema. O ator fez uma divertida participação em Os Mercenários 2, mas sua rentrée na pele de um protagonista se dá em O Último Desafio. Trata-se de um longa-metragem de ação moldado para o astro austríaco, que, mesmo longe de seu país de origem há mais de quarenta anos, ainda tem um sotaque bem carregado. Falando como se tivesse uma batata na boca e sob o método de atuação de Ricardo Macchi na pele do cigano Igor, Schwarzenegger resolve as coisas na base do braço.

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Aos 65 anos de idade, ele faz piada com a atual falta de agilidade e estrela uma produção capaz de fazer frente a outros longas protagonizados por brucutus mais jovens, a exemplo de Jason Statham (Carga Explosiva) ou Vin Diesel (Velozes e Furiosos). Se existem cineastas interessados em tê-lo no elenco — e ele estará em quatro filmes até 2014 —, significa que o público mantém a admiração ao exterminador do futuro.

O roteiro deixa a preguiça de lado e se abre em duas direções. De um lado está Ray Owens (papel do velho Arnold), xerife de uma modorrenta cidade do Arizona. Em outra ponta da história, um agente do FBI (Forest Whitaker) persegue um traficante da envergadura de Pablo Escobar, resgatado por seus comparsas em Las Vegas. O criminoso Gabriel Cortez (Eduardo Noriega) fez refém uma investigadora e dirige um Corvette a 300 quilômetros por hora. Ambas as tramas vão se encontrar quando Owens descobre que, para chegar ao México, o bandido terá de passar por seu vilarejo. Armado até os dentes e contando com a valentia de um presidiário gente fina (Rodrigo Santoro) e de uma policial (Jaimie Alexander), ele vai enfrentar os vilões.

Em sua estreia em Hollywood, o diretor sul-coreano Kim Jee-woon traz empolgantes cenas explosivas. Entre clichês e surpresas, a fita segue em ritmo hábil usando humor e a violência gráfica dos quadrinhos. Não há nenhum traço de realismo — e quem se importa com isso ao ver Schwarzenegger de volta à pancadaria?

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO