Negócios

Conheça a trajetória de sucesso de Miled Khoury, dono da Sawary Jeans

Proprietário de uma das maiores fabricantes de calças do país, o empresário libanês começou a diversifcar seus negócios com a compra de casas noturnas e restaurantes

Por: João Batista Jr. - Atualizado em

Sawary Jeans
O ex-balconista Miled: sua empresa fatura 24 milhões de reais por mês (Foto: Mário Rodrigues)

Muvuca de comerciantes brasileiros vindos de estados como Bahia, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul carregando carrinhos de supermercado cheios de calças. Por dia, cerca de 300 clientes passam pelo local em busca das mercadorias organizadas em prateleiras cheias de pacotes com onze peças em numerações diversas, que vão do 36 ao 44.

Os modelos possuem cores como verde-limão, laranja-cintilante e a zulbic, entre outras. No acabamento, levam estampas de cobra, zebra e onça, algumas trabalhadas com balangandãs que incluem aplicações de resina, strass nos bolsos, bojo no bumbum e fivelas que lembram ferraduras ornamentadas com brilho. Ao todo, são mais de 2 000 produtos diferentes disponíveis na loja própria da Sawary, no Brás.

Sawary Jeans
A loja de atacado: gastos de até 75 000 reais em uma só compra (Foto: Mário Rodrigues)

A empresa especializada no mercado popular é hoje uma das maiores fabricantes de jeans do país — só perde para a Oppnus, do Paraná, que comercializa 1,2 milhão de jeans por mês. O ponto de vendas da marca no centro tem 200 funcionários e se divide em 6 000 metros quadrados, sendo três dos quatro andares exclusivos para estoque. No local são comercializadas por mês cerca de 500 000 calças.

 

Para efeito de comparação, no mesmo período a Colcci vende 75 000 e a Iódice, 17 000. Alguns clientes atacadistas, que desembolsam 48 reais por uma Sawary, gastam até 75 000 reais em uma visita. No varejo, os consumidores podem encontrar as peças por uma média de 100 reais em redes como Marisa, C&A, Riachuelo e Walmart. Além dos preços baixos, a Sawary é conhecida pelo ritmo frenético de lançamentos. Todos os dias, chegam à loja do Brás pelo menos trinta modelos de calça.

A pessoa por trás desse fenômeno é um empresário que fugiu da guerra civil de seu país natal aos 20 anos de idade para escapar do Exército, chegou a São Paulo sem falar uma palavra de português e hoje é dono — ao lado de dois irmãos — de um império do setor de confecção que fatura 24 milhões de reais por mês.

Sawary Jeans
A linha de produção: trinta novos modelos por dia (Foto: Mário Rodrigues)

O libanês Miled El Khoury desembarcou no ramo por acidente. Ele veio ao Brasil para trabalhar como balconista de uma atacadista de roupas infantis, a Widor, tocada por Antoine e Boutros Khoury, seus primos em primeiro grau. “Eu atendia as pessoas sabendo apenas falar ‘bom dia’”, lembra ele, aos 42 anos. No mesmo negócio trabalhava também um irmão de Miled, Antoun.

Tempos depois, Antoine e Antoun saíram de lá para abrir a Bivik, confecção de jeans do Brás conhecida pelos preços baixos e que vende atualmente 400 000 peças por mês. Em 1995, convidado por Miled, Antoun deixou a sociedade para abrir ao seu lado a Sawary — Gerges, um terceiro irmão, também faz parte da administração.

Sawary Jeans
(Foto: Reprodução / Veja São Paulo)

Desde o começo, o foco eram calças fashion para conquistar as consumidoras dispostas a mostrar a ascensão social usando roupas chamativas. “Vendíamos 1 000 peças nos primeiros meses”, calcula Miled. Para aumentar o volume de negócios, passou a investir em marketing. “Até então, nenhuma empresa do Brás gastava um tostão com isso.” Ele patrocinou letreiros em jogos da seleção brasileira e do Corinthians.

Nos anos 80 e 90, o mercado de jeans nacional era dominado pela trinca composta por Zoomp, Ellus e Forum. “Chegava a vender 1,8 milhão de peças por ano”, afirma Renato Kherlakian, fundador da extinta Zoomp. “A Sawary se apropriou de um vazio de mercado, produzindo para a ascendente classe C, tendo como apelo a novidade e a sensualidade, o que pode ser conhecido como um estilo bregachique”, define Kherlakian.

Sawary Jeans
Sabah e Gerges, Gisele e Miled e Patrícia e Antoun Khoury (da esq. para a dir.), no aniversário de 42 anos do empresário: cada casal controla 33,3% da empresa (Foto: Arquivo Pessoal)

Além de gastar com propaganda, Miled preocupou-se em criar produtos diferentes dos da concorrência. Surgiu assim, em 2008, um dos maiores sucessos da grife, a calça intitulada “levanta bumbum”, cuja modelagem tem quatro penses que formam um volume na região e promete dar uma segurada no derrière. “Nós patenteamos a ideia, mas não adiantou porque todo o comércio do Brás nos copiou”, critica Antoun. “É sinal de que estamos fazendo sucesso”, completa Miled.

Mas os sócios estão longe de ser os puritanos da criação. Com apenas cinco estilistas, a Sawary também tem suas fontes de “inspiração”. “Quando viajo para fora do Brasil, compro uma calça da Diesel por 1 500 dólares, trago para a fábrica e faço uma igual”, admite Gerges. Em seis anos, 2,5 milhões de jeans da tal “levanta bumbum” foram comercializados. Em 2012, criariam uma outra novidade para quem sonha em ficar popozuda sem os recursos da academia ou da cirurgia plástica: a calça com bojo de bumbum.

Sawary Jeans Tokyo Rose
O restaurante Tokyo Rose: investimento em networking (Foto: Bruno Mooca)

A obsessão por formas e volumes não parou. Na semana passada, por exemplo, a marca lançou modelo com enchimento de quadris. Embora só contratem mulheres lindas e voluptuosas como garotas-propaganda (Sabrina Sato está no posto desde 2008), os donos da confecção refutam a ideia de que a marca é a queridinha das periguetes. “Parte de nossas clientes é ousada, gosta de roupas que marcam o corpo e de aplicação de brilho”, afirma Gerges. “Mas também temos calças lisas e de cores sóbrias.”

Sawary Jeans Sabrina Sato
Sabrina Sato: garota propaganda desde 2008 (Foto: Divulgação)

Fora do universo do jeans, a confecção lançou neste ano sua linha de roupas para academias obedecendo ao padrão de brilhos, estampas e roupas agarradas. Ela também possui uma linha de malharia e, até o fim do ano, promete se aventurar pelo segmento de roupas para crianças e acessórios. Para diversificar e principalmente fazer contatos, Miled decidiu investir num ramo de negócios que não tem nada a ver com confecções.

 Depois de uma incursão pelo Buddha-Bar, que ficava na Daslu, há dois anos ele se tornou sócio das boates Disco, com 10% das cotas, e Provocateur (3,5%). Curiosamente, ao contrário do que ocorre na Sawary, são casas voltadas para o público abonado, que não veste suas calças com enchimento, e paga 2 000 reais por uma garrafa de champanhe.

Sawary Jeans Disco Club Itaim Bibi
A boate Disco Club Itaim Bibi (Foto: Leo Feltran)

No ano passado, o passo foi mais largo na diversificação de negócios. Ele investiu 900 000 reais para abrir o restaurante de culinária japonesa Tokyo Rose, no Itaim. “Tem gente que vê a noite apenas como diversão”, diz. “Eu invisto para fazer contatos, aumentar meu círculo social e levar o nome da minha marca de jeans para um público diferente.”

O empresário Marcos Maria, seu sócio na Disco, afirma que Miled faz bom proveito da empreitada. “Ele aproveita a casa para atender bem um cliente e para fazer networking.” Dos três negócios do segmento da noite, o que mais lhe toma tempo é o restaurante. Dono de 39% de suas cotas, ele sonha criar filiais do Tokyo Rose a partir do ano que vem.

Sawary Jeans Tokyo Rose
O restaurante Tokyo Rose: investimento em networking (Foto: Bruno Mooca)

Miled é o que fala melhor a língua portuguesa entre os seus três irmãos que vieram ao Brasil (são seis no total), com pouquíssimo sotaque, graças à tutela da mulher, a advogada Gisele, que, desde que começou a namorar o empresário, passou a corrigi-lo. “Nós nos conhecemos no trânsito”, lembra ela. “Estava indo com uma amiga para um barzinho, ele me viu dentro do carro, na Avenida Faria Lima, e buzinou para puxar papo.” O namoro engatou três meses depois da paquera automotiva. “Casamos em 2004, no Líbano”, conta ela, que, em contrapartida, fez aulas para aprender árabe. “Só do Brasil, foram uns 200 convidados.”

O casal mantém uma residência na cidade de Aarjes, no norte do Líbano. Lá, possui uma fazenda de oliveiras e produz azeite. Os dois viajam para o local pelo menos duas vezes por ano junto dos três filhos, com idade entre 1 e 8 anos. A família mora num apartamento de 400 metros quadrados na Zona Sul. Miled e seus irmãos não esquecem a origem do clã.

Entre outras ações, ajudaram a patrocinar a reforma da Catedral Nossa Senhora do Líbano, na Liberdade. “Já sabia da atuação dele na comunidade libanesa antes de assumir o cargo de cônsul no Brasil”, diz Kabalan Frangieh. “Ele está envolvido nas nossas causas, mas não é o tipo de pessoa que só conversa com imigrante. Tem contato em todas as áreas.”

Sawary Jeans Disco Club Itaim Bibi
A boate Disco Club Itaim Bibi (Foto: Leo Feltran)

Embora não seja filiado a nenhum partido, nas últimas eleições municipais Miled apoiou o candidato Gabriel Chalita, também integrante da colônia libanesa. Entre seus 500 funcionários, tem fama de bravo. Do gerente-geral à faxineira, todo mundo tem de bater ponto. O expediente começa às 7h30. Mesmo dentro da loja, os irmãos Khoury circulam sob a proteção de seguranças à paisana. Católico praticante, Miled tem uma rotina que não parece combinar com o perfil de um dono de boate. Quando está em São Paulo nos fins de semana, costuma ir à missa. Também viaja para o Guarujá com frequência, onde tem casa.

Seus filhos aprendem árabe e estudam em colégios católicos. “Eles falam pelo Skype com minha mãe, que mora no Líbano.” Uma foto aérea de sua residência no Oriente Médio enfeita a parede de seu escritório no Brás. O empresário se divide entre a loja e a fábrica. Nem sempre é ele quem abre a confecção, mas todo dia dá expediente por lá. No trabalho, há uma cozinha com dois profissionais que fazem seu almoço e o de seus irmãos. “Nós comíamos em restaurantes por quilo aqui da região, mas são muito ruins.”

Vaidoso, quase sempre veste os modelos de sua marca. Quando quer uma calça sóbria para usar com terno, porém, apela a peças da Zegna e da Gucci. Nessas horas, nem o rei do jeans popular resiste a um luxo.

Sawary Jeans
(Foto: Reprodução / Veja São Paulo)
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  • Italianos

    Benedictine

    Rua Doutor Mário Ferraz, 37, Jardim Europa

    VejaSP
    5 avaliações
  • Cozinha contemporânea

    Mimo

    Rua Caconde, 118, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3052 2517

    VejaSP
    10 avaliações

    Tocado pela proprietária Fernanda Duarte com o chef Volney Miguel Ferreira, o charmoso Mimo sempre mereceu lugar de destaque entre os endereços contemporâneos da cidade. Os resultados, porém, mostraram-se trepidantes neste ano, e o restaurante perde uma de suas quatro estrelas. Uma das entradas, a torrada de pão de fermentação natural da casa com pesto de legumes, presunto cru, brócolis, espinafre, ovo mollet e parmesão pode vir com uma decepcionante ervilha-torta cheia de fios na borda (R$ 32,00). Não se sai melhor o arroz negro de camarão, lula e aspargo com um excesso de queijo capaz de matar o sabor dos frutos do mar (R$ 51,00). Tem padrão superior o ótimo trio de porco — filé, barriga e linguiça caseira — com purê de grão-de-bico (R$ 54,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Árabes

    Manish

    Avenida Horácio Lafer, 491, Itaim Bibi

    Tel: (11) 4301 5928

    VejaSP
    6 avaliações

    Árabe de boa qualidade, o Saj voltou a comandar a dupla de casas — a bonita matriz no Itaim Bibi e a pequena filial em Pinheiros. A troca de comando, no entanto, parece ter desestabilizado um pouco a cozinha que vez ou outra expede um filé de pintado passado do ponto ao molho taratour (R$ 58,10). Mesmo assim, ainda há pedidas saborosas como o trigo grosso enformado com frango e carne moída e uma deliciosa cobertura de coalhada (R$ 32,80). Se quiser provar diversos itens do cardápio de uma vez só, vá de menu degustação (R$ 160,00), suficiente para duas pessoas.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Osteria del Pettirosso

    Alameda Lorena, 2155, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5338 ou (11) 3062 4531

    VejaSP
    7 avaliações

    O que era um negócio familiar — o marido, Marco Renzetti, no fogão e a mulher, Erika, no atendimento — aprimorou‑se de tal forma com três vitórias consecutivas em VEJA COMER & BEBER que o Pettirosso não pode ser considerado mais uma trattoria. Hoje, o ristorantino tem requintes como um menu degustação e receitas autorais. Um dos exemplos é a rabada típica de Roma, a cidade natal de Renzetti, transformada num bolinho cozido no vinho tinto e servido com polenta (R$ 79,00). Suas criações incluem o impecável risoto no caldo de vitelo, açafrão e tutano (R$ 75,00). Ainda de produção própria, há deliciosos sorvetes de manga e atemoia (R$ 22,00 cada um).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Empório Sagarana - Vila Madalena

    Rua Aspicuelta, 271, Vila Madalena

    Tel: (11) 3031 0816

    VejaSP
    6 avaliações

    Seu clima de boteco no meio do nada atrai um público sem frescura. Se o movimento dos dias de semana não é mais o mesmo, é possível pegar uma espera de meia horinha às sextas e aos sábados. Nenhum incômodo que uma das cinquenta cachacinhas da casa não ajude a aliviar. De Paraty, vem a Paratiana (R$ 18,00), que descansa em tonéis de amendoim. A lista de cerveja inclui a Touro Sentado (R$ 24,00, 330 mililitros), uma agradável IPA da cervejaria Dogma. Na linha de petiscos, a bruschetta de queijo de cabra e tomate sai a R$ 30,00. Na filial da Vila Madalena, a seleção de tira-gostos é reduzida.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Nova seção de VEJA SÃO PAULO, publicada nos roteiros de Restaurantes, Bares e Comidinhas, mostra os itens que sofreram aumento de preço
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  • Chope e cerveja

    Les 3 Brasseurs

    Rua Jesuíno Arruda, 470, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3167 4145

    VejaSP
    9 avaliações

    O nome não deixa dúvida: trata-se de uma cervejaria de matriz francesa. Enormes tanques de maturação ficam à vista e produzem diferentes estilos de chope, todos levinhos. São pedidas certeiras o blond (R$ 10,00, 300 mililitros), bem claro, e o ambré, de tom acobreado e sabor um pouco mais intenso (R$ 12,00, 300 mililitros). Para experimentar um pouco de cada, a paleta de degustação traz quatro versões em copinhos de 180 mililitros (R$ 27,00). O poutine (R$ 32,00) é um petardo calórico de origem canadense e consiste em fritas com bacon, cheddar, molho barbecue e cebolas também fritas, tudo junto e misturado.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Assada no bafo ou na composição de tentadores petiscos, a costela brilha no cardápio de seis bares
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  • Sanduíches

    Maoz Vegetarian

    Rua Augusta, 1523, Consolação

    Tel: (11) 3288 9580

    VejaSP
    2 avaliações

    Eis uma prova de que comida rápida e barata também pode ser vegetariana (e de qualidade). A primeira filial da rede holandesa na América Latina funciona como uma lanchonete de fast-food — os pedidos são feitos no caixa e servidos em bandejas — e tem o faláfel como atração. Os bolinhos de grão-de-bico fritos, crocantes e sequinhos, surgem dentro de pão pita integral em dois tamanhos: com três (R$ 12,00) ou cinco (R$ 15,50) unidades. O cliente recebe o sanduíche apenas com alface-americana e adiciona complementos à vontade (há dez opções dispostas em um bufê). São exemplos tomate e pepino em cubos, picles e molhos como o tahine (de gergelim). O combo com o lanche grande mais batata assada e suco natural custa R$ 26,00. Fique ligado no horário de funcionamento: a casa fecha por um curto período durante a tarde.

    Preços checados em 24 de junho de 2015.

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  • Uma história cheia de histórias. Assim pode ser definido o novo espetáculo de patinação no gelo Disney on Ice — Passaporte para a Aventura, em curta temporada na cidade. O show traz Mickey, Minnie, Pato Donald, Pateta e Margarida em números que envolvem as tramas de alguns desenhos animados do estúdio. Em uma pista de 740 metros quadrados, 45 artistas deslizam e dançam na África junto de Simba, Timão e Pumba, de O Rei Leão. Nas praias do Havaí, fazem coreografias com influências da hula inspiradas em Lilo & Stitch. Quando a viagem chega às terras mostradas em Peter Pan, tem vez a dança dos piratas. O ponto alto promete ser a música Under the Sea, da fita A Pequena Sereia. Participam da cantoria os simpáticos personagens do longa, entre eles Ariel, Linguado e Sebastião. Estreou em 7/5/2014. Até 18/5/2014.
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  • Na comparação com o segundo episódio de Capitão América, também em cartaz, O Espetacular Homem-Aranha 2 — A Ameaça de Electro sai na frente. O que o concorrente tem de seriedade e urgência de realismo, o longa-metragem estrelado pelo personagem da Marvel possui de fantasia a perder de vista. E isso torna o programa mais fascinante, tanto para crianças quanto para adultos. Na trama, Peter Parker (Andrew Garfeld), na pele do herói, continua firme no propósito de livrar Nova York dos maus elementos. A história abre com uma alucinante perseguição a um inimigo enquanto Gwen Stacy (Emma Stone) aguarda o amado para a formatura. A princípio, tem apenas um vilão. Interpretado por Jamie Foxx, Max Dillon é um engenheiro sem personalidade e desprezado pelos colegas de trabalho. Ao receber uma descarga elétrica monumental, ganha poderes e decide vingar-se do mundo — e a sequência estrelada por ele na Times Square revela-se um dos pontos altos do filme. Há outros. Um deles traz o embate entre Parker e Harry Osborn (Dane DeHaan), um amigo de infância que, posteriormente, mostra a face do mal. Marc Webb continua na direção e supera o trabalho anterior justamente por dar uma cara mais próxima dos quadrinhos à aventura. Além disso, os fofos Garfeld e Emma, namorados na vida real, mantêm a química em ebulição. Estreou em 1º/5/2014.
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  • À primeira vista, o drama parece o desabafo de um cineasta sobre a miséria de seu país — no caso a Venezuela chavista. Mas a diretora Mariana Rondón tem mais assunto por trás do realismo social. Na história, Marta (Samantha Castillo) perdeu o emprego de segurança e sofre para criar sozinha os dois filhos: um bebê e o garoto Junior (o ótimo Samuel Lange Zambrano). Prestes a voltar às aulas, o menino possui a obsessão de alisar os cabelos. Ao lado da única amiga, Junior perambula por um condomínio decrépito na periferia de Caracas e recebe o apoio da avó paterna (Nelly Ramos) para mudar de visual. Há humor nas travessuras do personagem mirim e rancor na figura materna. Em seu desenrolar, a trama sugere que o mal-estar também está na ignorância e na falta de informação dentro de casa. Estreou em 1º/5/2014.
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  • É impossível não lembrar do filme Minha Mãe É uma Peça, do humorista Paulo Gustavo, ao assistir a esta comédia escrita, realizada e protagonizada pelo talentoso Guillaume Gallienne. Embora com resultado muito superior ao do longa-metragem nacional, o enredo traz várias semelhanças. O texto também veio do teatro e tem fundo autobiográfico. Surpresa na premiação da edição 2014 do César (o Oscar francês), Gallienne levou os troféus de filme de estreia, melhor filme, ator e roteiro, numa competição em que havia o badalado Azul É a Cor Mais Quente e o formidável O Passado. Além de divertida, a fita possui um fundo psicológico raramente encontrado em textos de humor. Gallienne surge em um palco para passar a limpo sua trajetória. Adolescente (e convincente para seus 42 anos), ele tinha uma convivência de unha e carne com a mãe possessiva (papel do próprio intérprete). Enquanto seus irmãos mais velhos gostavam das brincadeiras de meninos, Guillaume se vestia de Sissi e sonhava ser rainha de um palácio. Ele se considerava um garoto, digamos, do sexo feminino. Guillaume ganhou um destino de erros. Na Espanha, aprendeu a bailar como as mulheres. Passou de colégios a internatos sofrendo bullying ou obrigado a assumir uma masculinidade no armário. Entre os risos inevitáveis e a seriedade do assunto, o filme encontra um desfecho inusitado (e não menos emocionante) para o personagem. Estreou em 8/5/2014.
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  • João Jardim tem experiência nos registros reais, como Janela da Alma e Lixo Extraordinário. Pelo primeiro longa-metragem de ficção do diretor nota-se que a trama de Getúlio daria um bom... documentário. O recorte é prudente. Sem a ambição de fazer uma cinebiografia completa, o filme concentra-se nos últimos dezenove dias de vida do presidente gaúcho Getúlio Vargas (1882-1954). Inicia com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges), na Rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954. Feroz adversário de Vargas (papel de Tony Ramos), Lacerda o acusa e pede a renúncia dele. O Brasil entra em alvoroço e, no Palácio do Catete, começa um impasse para saber quem seria o responsável. Recriação de época a contento e elenco estelar (cujo destaque vai para Drica Moraes, como a filha Alzirinha Vargas) não superam deslizes. O roteiro possui frases de efeito e a grandiloquente trilha sonora tenta dar um suporte de mistério onde há suspense de raspão. Estreou em 1º/5/2014.
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  • Quem pegar uma sessão de Florbela vai sair do cinema sem muitas explicações sobre a obra da poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930). Vai encontrar, contudo, um filme quadradão na forma e de conteúdo mais íntimo do que profissional. A trama começa em meados dos anos 20 quando Florbela (Dalila Carmo) se casa com o médico Mário Lage (Albano Jerónimo). Inquieta e em crise de inspiração, ela vai passar uma temporada com o irmão (Ivo Canelas), com quem tem uma relação extremamente próxima. Dramas e tragédias se apresentam na narrativa. Mas, com cara de telefilme, atuações fracas e cenas prolongadas, a fita revela saldo devedor diante da importância de sua biografada. Estreou em 1º/5/2014.
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  • Museus

    Museu da Imagem e do Som - MIS

    Avenida Europa, 158, Jardim Europa

    Tel: (11) 2117 4777

    1 avaliação
  • Quatro atores experientes em cartaz

    Atualizado em: 1.Mai.2014

    Confira os longas que têm participação de atores com mais de 50 anos em boas interpretações
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  • Além das óperas, a rede Cinemark passa a diversificar as atrações musicais exibindo montagens da Broadway, de Nova York. Começa com Memphis, que chega no sábado (10/5/2014), às 11h, e no domingo (11/5/2014), às 15h, nos shoppings Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Eldorado (R$ 60,00), Iguatemi e Cidade Jardim (R$ 70,00). Ambientada na década de 50, a trama reúne canções de rock, blues e gospel para contar a história de amor entre um radialista branco e uma cantora negra. Apaixonado, o rapaz faz de tudo para que sua amada estoure nas paradas. O espetáculo ganhou quatro prêmios no Tony em 2010, incluindo melhor musical. As próximas pedidas são Jekyll & Hyde: o Médico e o Monstro (entre os dias 24 e 27) e Smokey Joe’s Café, de 21 a 24 de junho.
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  • O Caixa Belas Artes apresenta a 20ª edição do Cultura Inglesa Festival, com a exibição de duas mostras de cinema gratuitas: British Film Invasion e Panorama do Cinema Britânico Contemporâneo. O primeiro traz obras que vão desde a década de 60 até os dias atuais, com filmes que retratam personalidades icônicas do Reino Unido, como James Bond, Sex Pistols e Amy Winehouse. Já a segunda mostra apresenta uma seleção de seis títulos recentes e conta com documentários e grandes produções, além de filmes independentes aclamados em festivais pelo mundo. De 2 a 8/6/2016. Confira a programação: Mostra Panorama do Cinema Britânico Contemporâneo Quinta, 2 de junho, às 21h30 e sábado, 4 de junho, às 19h The Lobster (2015), de Yorgos Lanthimos Sexta, 3 de junho, às 19h Slow West (2014), de John Maclean Domingo, 5 de junho, às 19h Monty Python - The Meaning of Live (1983), de Terry Gilliam, Terry Jones Segunda, 6 de junho, às 19h Just Jim (2015), de Craig Roberts Terça, 7 de junho, às 21h25 Life (2015), de Anton Corbijn Quarta, 8 de junho, às 19h Northern Soul (2014), de Elaine J. Constantine Mostra British Film Invasion Quinta, 2 de junho, às 19h 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), de Terence Young Sexta, 3 de junho, às 21h05 Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick Sábado, 4 de junho, às 21h40 Trainspotting - Sem Limites (1996), de Danny Boyle Domingo, 5 de junho, às 21h15 Blow-Up - Depois Daquele Beijo (1966), de Michelangelo Antonioni Segunda, 6 de junho, às 21h AMY (2015), de Asif Kapadia Terça, 7 de junho, às 19h Absolute Beginners (1986), de Julien Temple Quarta, 8 de junho, às 21h20 O Lixo e a Fúria (2000), de Julien Temple
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  • Vista de cima, a estrutura cheia de galhos parece um resto de floresta que tomou a sala projetada por Oscar Niemeyer. Mas quem percorre a impressionante instalação Transarquitetônica, de Henrique Oliveira, por dentro — a obra se compõe de vários túneis — descobre um resumo dos tipos de construção feitos pelo Brasil. A entrada, com jeito de shopping center, é de um branco reluzente iluminado por lâmpadas frias. Logo na primeira curva se avistam tijolos sem reboco e, a cada passo, a precariedade aumenta. Paredes de pau a pique dão lugar a tapumes em passagens circulares cada vez mais estreitas com lâmpadas penduradas e fiação aparente. Um típico puxadinho brasileiro. “Queria fazer uma obra para ser vivida, que tivesse cheiro e som”, conta o artista, que recebeu o espaço de quase 1.600 metros quadrados vazio para realizar o que bem entendesse. Ele precisou de dois meses, mais de 200.000 parafusos, alvará de construção e permissão dos bombeiros para transformá-lo nessa curiosa experiência. Até 25/1/2015. 
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  • Trata-se da primeira vez que o trabalho da artista ucraniana Zhanna Kadyrova, uma das mais importantes de seu país, é exibido por aqui. Ela chegou a São Paulo em janeiro e garimpou azulejos em lojas e antiquários do centro para criar um varal com catorze esculturas compostas de mosaicos. O resultado é uma charmosa coleção, batizada de Street Colection, de vestidos, camisas de futebol e blusas com detalhes que lembram estampas, e não revestimentos de parede. Zhanna foi embora no mês passado, logo após a abertura da mostra. Preços não fornecidos. Até 22/5/2014.
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  • No ano passado (2013), as atrizes Débora Falabella e Yara de Novaes abordaram as angústias femininas no mundo corporativo com a tragicomédia Contrações. É do mesmo autor, o inglês Mark Bartlett, a não menos cruel comédia dramática Bull, que volta a abordar o comportamento um tanto irracional das pessoas no ambiente de trabalho. Bastou a convocação do chefe (interpretado por Flavio Tolezani) para seus três subordinados (personagens de Cynthia Falabella, Eduardo Muniz e de Bruno Guida e Mateus Monteiro, em revezamento) entrarem em parafuso. A acirrada competição em busca dos resultados a ser apresentados se torna maior diante de um boato: uma demissão pode ser anunciada na próxima reunião. No jogo infantil de desestabilizar o outro, ninguém é poupado. Exemplo de montagem enxuta, apoiada em um texto relevante, Bull torna-se um veículo para a valorização do elenco afiado e competente, capaz de humanizar tipos caricaturais. Cynthia Falabella e os também diretores Eduardo Muniz e Flavio Tolezani reforçam a tensão estabelecida pelos diálogos, mas o destaque de fato é Mateus Monteiro, econômico e convincente ao demonstrar insegurança diante dos colegas. Estreou em 9/4/2014. Até 1º/6/2014.
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  • Cansado de sair de peças adaptadas da obra da escritora Martha Medeiros com a sensação de ter visto mais do mesmo? Ainda assim, dê uma chance para o ator Emilio Orciollo Netto no monólogo tragicômico Também Queria Te Dizer. Dirigido por Victor Garcia Peralta, ele surpreende ao dar vida a seis tipos extraídos do livro homônimo formado por cartas fictícias redigidas por homens e mulheres. Orciollo Netto pescou as masculinas e apresenta uma releitura bem mais universal do que a vista em Divã ou Doidas e Santas, outras montagens derivadas de livros de Martha e repletas de questões femininas. Os personagens mostram suas visões para temas como culpa, traição e sexo, morte e vida. Mesmo que na reta final o intérprete caia no óbvio, ele começa o espetáculo empenhado e decidido a conquistar a cumplicidade da plateia. Estreou em 4/4/2014. Até 1º/6/2014.
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  • Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan e Zayn Malik formam a boyband inglesa. Eles mostram faixas do CD Midnight Memories nos dias 10 e 11 de maio de 2014. Os brasileiros do P9 se encarregam da abertura.
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    Três perguntas para Renato Teixeira

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    Atualizado em: 1.Mai.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO