Pavilhão de exposições

Anhembi recebe 6 milhões de visitantes por ano

Com capacidade saturada, o local receberá reforço de uma área de 370 000 metros quadrados do Campo de Marte

Por: Daniel Navas

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Quadrilátero: o formato ajuda na circulação de pessoas (Foto: José Cordeiro/SPTURIS)

Localizado em uma área de 400.000 metros quadrados entre a Avenida Olavo Fontoura e a Marginal Tietê, o Anhembi Parque abriga sambódromo, centro de convenções, auditório, arena para shows e pavilhão de exposições, o que produz uma receita anual para os cofres municipais de 66 milhões de reais. Dos cinco espaços, nenhum é tão movimentado quanto o último. Recebe 6 milhões de visitantes por ano, mais da metade dos 11 milhões que passam pelo complexo inteiro no período, fluxo amparado pelo maior estacionamento da cidade, com capacidade para 7 500 veículos. Segundo dados da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), o pavilhão acolhe 13% dos cerca de 170 grandes eventos de negócios realizados anualmente em todo o Brasil. Apesar disso, interessados em alugar seus 76 000 metros quadrados poderão ter alguma dificuldade: a agenda está com 80% de ocupação até 2015. 

Anhembi - Salão do Automóvel - 2196a
Salão do Automóvel: cerca de 1 milhão de reais são gastos pelos frequentadores só com alimentação (Foto: Divulgação)

Criado pelo publicitário Caio de Alcântara Machado, o então Centro de Convenções Anhembi abriu suas portas em 1970, numa edição do Salão do Automóvel. Um ano depois, foi adquirido pela prefeitura, passando a receber os mais variados setores. Tem dezenove ruas transversais, oito perpendiculares e até sua arquitetura é um atrativo. “A forma retangular ajuda no fluxo de visitantes, pois facilita a passagem por todos os estandes”, afirma Marcelo Vital Brazil, diretor da Equipotel, evento de hotelaria que acontece todo mês de setembro.

Cerca de 5 000 pessoas são contratadas a cada exposição. Mas muitas outras acabam envolvidas no processo. “Reunimos em torno de 6 000 trabalhadores para montagem e desmontagem das estruturas. Normalmente, dispomos de cinco a oito dias para deixar tudo pronto”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Estado de São Paulo (Sindiprom), Dárcio Bertocco. Com sua capacidade saturada, o pavilhão receberá reforço: uma área de 370 000 metros quadrados do Campo de Marte deve ser incorporada ao Parque, para a construção de dois novos prédios. “É uma região muito bem localizada, próxima às duas principais vias de São Paulo, a Marginal Tietê e a Avenida 23 de Maio, o que atrai os empresários”, afirma Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, administradora do local.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO