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Ao estrear na Jovem Pan, Sheherazade diz que voltará a opinar

Jornalista de comentários polêmicos admite que o SBT não está dando mais espaço a suas opiniões

Por: Veja São Paulo

Rachel Sheherazade
Rachel Sheherazade: estreia na rádio Jovem Pan (Foto: Divulgação)

Famosa por suas opiniões polêmicas, a jornalista Rachel Sheherazade acumulou mais uma função nesta semana, a de radialista. Nessa terça (11), ela estreou no Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, ao lado de Joseval Peixoto e Adalberto Porto, como âncora.

A profissional, que ganhou celebridade por seus comentários muitas vezes controversos durante a apresentação do telejornal SBT Brasil, admite que a emissora "mudou a forma" e que suas opiniões não eram mais bem-vindas nos últimos tempos.

“Eu sempre opinei e na rádio, vou poder colocar os meus comentários”, diz Rachel. O programa vai ao ar de segunda a sexta, das 5h às 9h30. Ela entra no time que ainda tem Reinaldo Azevedo, José Nêumanne Pinto, Fernando Rodrigues e Caio Blinder.

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Como foi o convite para participar do programa?

O convite foi feito pelo Joseval Peixoto e a direção da rádio poucos dias antes de eu sair de férias. A proposta seria apresentar o programa e fazer também comentários. Não dei a resposta imediatamente. Quando voltei das férias, eu fui conversar com o Silvio Santos. Ele disse que seria uma excelente ideia, me incentivou e disse que era ouvinte do programa. Fiquei mais confiante para aceitar a proposta. Eu sempre opinei e, na rádio, vou poder falar.

Você acredita que terá mais liberdade na rádio?

A liberdade que eu tinha na televisão era plena. Acontece que o SBT mudou a forma de fazer jornal e preferiu manter a opinião da emissora e não mais a dos jornalistas. E eu vou ter essa liberdade na rádio. A liberdade só é válida quando não é tutelada.

Você se sentiu podada de alguma forma no SBT?

Nós somos funcionários de uma empresa. Não definimos o formato do jornalismo. A gente se adapta a esses formatos. Eu sempre opinei, depois fui ser repórter, depois âncora. Passamos por fases. E eu sou como um soldado, pronto para entrar no front. Se a empresa acha que é melhor assim, eu acato. Agora, a televisão não é o único lugar que pode se opinar. Eu continuo falando nas redes sociais e a nossa legislação protege, ainda, o direito de liberdade de expressão.

O que muda na sua rotina?

Vai ficar um pouco mais corrida. Tenho que me equilibrar no papel de mãe, esposa, jornalista e agora radialista. Ano que vem pretendo mudar o horário da escola dos meus filhos para poder ficar mais tempo com eles. Tenho o apoio da família e vou ser uma profissional mais completa.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO