Criminalidade

Polícia prende suspeito de estuprar jovem em estação do Metrô

Rapaz de 20 anos foi detido na madrugada desta terça (7) em Cohab na Zona Leste da cidade

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Estação República do Metrô
Estação República do Metrô (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

A Polícia Civil prendeu na madrugada desta terça-feira (7) o suspeito de ter estuprado uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único na Estação República, região central, uma das mais movimentadas do Metrô. Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, divisionário da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), ele teria confessado o crime.

O suspeito, de 20 anos, foi encontrado pelos policiais na Cohab Juscelino, em Guaianases, na zona leste da capital paulista, por volta das 2 horas. Os policiais chegaram até ele após investigações com auxílio de imagens de câmeras de vigilâncias e denúncias. De acordo com o delegado, o outro suspeito, que se chamaria "Rafinha", também foi identificado, mas ainda não foi detido.

O crime aconteceu na noite de quinta-feira (2), mas só veio a público após denúncia de empregados do metrô. Eles alegam que a empresa tentou abafar o caso. A Polícia Civil usou imagens de câmeras de segurança para identificar os suspeitos.

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Contratada da empresa Prodata Mobility, uma das prestadoras do serviço de bilhetagem do metrô, a operadora de recarga tem 18 anos. Segundo o boletim de ocorrência interno, por volta das 23h30, ela estava encerrando suas atividades quando tentou ver pelo olho mágico da porta do quiosque, que fica perto da saída para a Rua do Arouche, antes de abri-la. O mecanismo, porém, "estava quebrado".

A jovem, então, apagou a luz e abriu a porta. Nesse momento, "foi surpreendida por um indivíduo" de aproximadamente 1,75 metro de altura, de compleição física "forte", com os cabelos raspados e usando óculos. O homem amarrou as mãos da funcionária "atrás das costas com fita adesiva, tirou a roupa da vítima e praticou ato sexual".

Em seguida, o estuprador abriu a porta da cabine, que é blindada, para a entrada de uma segunda pessoa, com cerca de 1,80 metro de altura, de compleição "fraca" e trajando roupa social. O primeiro bandido o chamava de "Rafinha". Esse criminoso perguntou à vítima "se ela sabia abrir o cofre" que fica dentro da cabine, ao que a jovem respondeu que não. O próprio bandido tentou abrir o equipamento, mas não conseguiu.

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Segundo o boletim, "Rafinha" chegou a levar um carrinho de mão ("tipo armazém") para carregar o cofre para fora do quiosque da Prodata. Os celulares da vítima e da empresa foram roubados pelos criminosos, que fugiram. Antes de saírem da cabine, eles desamarraram a funcionária "e determinaram que ela permanecesse dentro do quiosque por uns trinta minutos". Quando saiu, a jovem pediu socorro a seguranças do metrô que estavam perto da área das catracas.

O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a empresa nunca havia enfrentado um crime do gênero desde que passou a trabalhar no metrô, em 2011. "A empresa registrou a ocorrência na Delegacia do Metrô e está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital. O assaltante destruiu o sistema de câmeras da cabine, o que provocou um curto-circuito que apagou as imagens registradas no computador."

Procurado, o Metrô confirma o caso e diz que funcionários da Companhia prestaram o primeiro socorro à vítima. "A Companhia vem prestando todo o auxilio à Polícia, inclusive cedendo imagens dos circuitos de vigilância, para ajudar na investigação do caso. O Metrô tem mais de 1 100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e 3 000 câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações", informou por nota. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO