criminalidade

Preso suspeito de matar oito crianças em São Paulo

Douglas Baptista, de 62 anos, é investigado por assassinatos ocorridos na Baixada Santista entre 1992 e 2003

Por: Estadão Conteúdo

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Prisão aconteceu nesta terça (8) em Praia Grande (Foto: Foto: Fernando Neves/Futura Press/Folhapress)

A Polícia Militar prendeu, na tarde de terça (8) um homem suspeito de ter assassinado oito crianças, entre os anos de 1992 e 2003, na Baixada Santista. A maior parte das vítimas foi jogada ao mar ou rios da região. O caminhoneiro Douglas Baptista, de 62 anos, foi abordado por policiais militares no bairro Quietude, em Praia Grande. A equipe da PM fazia uma ronda de rotina e o suspeito tentou se esconder, chamando a atenção dos policiais.

Baptista estava com a prisão decretada pela 3ª Vara Criminal de São Vicente desde outubro deste ano. Considerado o maior serial killer da Baixada, o caminhoneiro se aproximava das famílias das crianças, próximo do local em que residia, e passava a ser conhecido das vítimas. Das oito crianças, sete eram meninas, uma delas enteada do suspeito. As crianças mortas tinham entre 5 e 12 anos.

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Nos últimos ataques, em 2003, Baptista teria matado as meninas Nathaly Jennifer Ribeiro e Najila de Jesus, ambas de 5 anos. Elas foram levadas da frente de casa, no Jardim Sambaiatura, em São Vicente, no dia do Natal. Os corpos foram encontrados no Rio Aguapeú, em Itanhaém, litoral sul, com os pés e mãos fortemente amarrados.

Uma testemunha identificou o carro de Baptista no local do crime e ele foi preso. O caminhoneiro acabou recebendo alvará de soltura por falta de provas e se mudou para a região de Porto Alegre (RS), retornando anos depois. As evidências contra ele foram reforçadas por novas investigações.

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De acordo com a Polícia Civil, com a prisão do suspeito, podem ser retomadas buscas de corpos que nunca foram encontrados. Há ainda a possibilidade de surgirem novas vítimas.

Baptista foi levado para a Cadeia Pública de São Vicente, mas deve ser transferido para um presídio. Até a manhã desta quarta (9,) ele não tinha constituído advogado.

Fonte: VEJA SÃO PAULO