Polícia

Criança que morreu após beber achocolatado foi envenenada, diz polícia

Dois homens foram presos no MT acusados do crime; a Anvisa chegou a determinar o recolhimento de um lote do produto e proibiu a comercialização por noventa dias 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

leite achocolatado
Um dos acusados é suspeito de ter furtado o achocolatado e o outro de ter aplicado a substância tóxica antes de entregar o produto à mãe (Foto: Ilustrativa)

A Polícia Civil do Mato Grosso prendeu dois homens acusados de envenenar o leite achocolatado que matou uma criança de 2 anos em Cuiabá na última quinta-feira (25). O caso gerou grande repercussão nas redes sociais. Por precaução, a Anvisa chegou a determinar o recolhimento de um lote do produto e proibiu a comercialização por noventa dias, em todo o Brasil.

Segundo as investigações, um dos acusados é suspeito de ter furtado o achocolatado e o outro de ter aplicado a substância tóxica antes de entregar o produto à mãe da criança. Não há mais detalhes sobre a motivação do crime. A polícia havia apreendido cinco caixas do achocolatado na residência da família e uma embalagem vazia, que teria sido consumida pela criança. Segundo a mãe, o achocolatado foi dado ao filho por um vizinho.

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De acordo com a mãe, logo após se sentir mal, a criança foi levada para a Policlínica do Coxipó, onde deu entrada com parada cardiorrespiratória. Uma hora depois, ela morreu. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica).

Em seu relato, a mãe, de 28 anos, disse que o filho teria se alimentado com o produto, o achocolatado Itambezinho, da marca Itambé, por volta das 9 da manhã. Antes disso a saúde da vítima era estável, apresentando apenas um resfriado leve havia cerca de dois dias.

Ainda em seu depoimento, a mãe citou que tanto ela como um tio da criança, que também ingeriram um pouco do achocolatado, chegaram a apresentar um mal-estar momentâneo. Ela teria sentido náuseas e tontura e o tio do menino, com sintomas mais fortes, teria ido para o Pronto-Socorro de Cuiabá.

Por meio de nota, a Itambé afirmou que foi notificada dos fatos na última sexta-feira (26). Nela, esclareceu que mantém contato permanente com a Vigilância Sanitária regional e que estaria auxiliando na apuração dos fatos. Nesta segunda-feira (29), a Itambé divulgou que foram feitas análises laboratoriais internas no lote de produção mencionado, não identificando qualquer problema em sua composição. 

Nesta quinta-feira, após a polícia divulgar os desdobramentos do caso, a empresa enviou outro comunicado à imprensa, informando que a investigação esclareceu o episódio e descartou qualquer problema de contaminação do produto Itambezinho. Ressaltou ainda que não foram registradas reclamações de nenhuma natureza referente ao lote mencionado na investigação (fabricação em 25 de maio). "A empresa lamenta o ocorrido, se solidariza com a dor da família e reforça seu compromisso com os consumidores brasileiros ao entregar produtos da mais alta qualidade", diz a nota. 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO