Cidade

Plano Diretor está pronto para ser votado na Câmara Municipal

Comissão de Política Urbana aprovou por unanimidade o texto substitutivo do projeto que agora pode ir para a primeira votação em plenário

Por: Silas Colombo - Atualizado em

plano diretor
Prefeito Fernando Haddad entrega o Plano Diretor na Câmara Municipal (Foto: Nataly Costa)

O texto substitutivo do Plano Diretor Estratégico da Município – que estabelece diretrizes para o desenvolvimento da cidade para os próximos 16 anos – proposto pelo vereador Nabil Bonduki (PT), foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (23) pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal. O projeto agora já pode ser votada em plenário.

+ As principais novidades propostas pelo Plano Diretor

Entre as novidades incluídas na proposta - que ainda devem sofrer mudanças até a versão final enviada ao prefeito - estão o limite da altura dos prédios no interior dos bairros, a volta da zona rural no extremo sul da cidade e a criação de um corredor cultural que ligará o centro à Avenida Paulista.

De acordo com a proposta, os edifícios localizados nos bairros poderão ter no máximo 25 metros de altura, o que equivale a cerca de oito andares. Bairros como Pompeia, Perdizes, Morumbi e Moema estão entre as áreas que deverão seguir essas regras.

A zona rural – extinta com a aprovação do Plano Diretor de 2002 – volta neste projeto com o objetivo de preservar as áreas de manancial no extremo sul da capital. Já no "território cultural", a meta é concentrar diversos espaços artísticos, que poderão ser enquadrados como Zonas Especiais de Preservação Cultural (Zepecs). Nesses locais, o proprietário passa a ter incentivos para manter a utilização original do imóvel.

O Plano Diretor está em discussão na Câmara desde o segundo semestre do ano passado. Durante esse período, foram realizadas diversas audiências públicas em velocidade recorde. Uma liminar suspendeu essas reuniões com a justificativa de que elas dificultavam que população entendesse o desenvolvimento das emendas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO