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Atriz cubana Phedra de Córdoba morre aos 77 anos

Com cancêr no pulmão e nos rins, Córdoba foi levada ao hospital depois de um mal-estar na noite de sábado (9) 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

A atriz Phedra D. Córdoba
A atriz Phedra D. Córdoba, cubana e transexual (Foto: Foto: Kiko Goifman e Pedro Marques)

Ícone do teatro brasileiro, a cubana Phedra de Córdoba morreu na noite deste sábado (9), aos 77 anos, em São Paulo. A atriz lutava contra um câncer de pulmão que havia se espalhado para os rins. Por volta das 22h, após um mal-estar durante a tarde, ela foi levada para o Hospital Heliópolis, onde morreu. A data e local do velório e do enterro ainda não foram divulgados.

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Phedra nasceu em Havana, Cuba, em 26 de maio de 1938. Durante a infância, quando ainda se chamava Rodolfo, atraía a atenção das pessoas por causa de seus traços e trejeitos femininos. Durante a adolescência, entrou para uma companhia de dança, fazendo par com a bailarina Lupi Sevilha. Em 1958, em uma temporada em Buenos Aires, conheceu Walter Pinto, um dos grandes nomes do teatro de revista brasileiro. Depois do encontro, resolveu não retornar a Cuba e fixar-se no Rio de Janeiro.

Aos 21 anos de idade, abandonou de vez as roupas masculinas e assumiu a identidade de Phedra de Córdoba, no palco e na vida pessoal. Ao longo da sua carreira trabalhou com o comediante Costinha, Ewerton de Castro e Consuelo Leandro, entre muitos outros artistas brasileiros. Atuou no aclamado Les Girls, espetáculo com travestis e, em 2003, ingressou na companhia de teatro Os Satyros, onde realizou montagens como A Filosofia na Alcova, A Vida na Praça Roosevelt, Transex, Divinas Palavras e Liz.

Em 2011, estrelou o documentário Cuba Libre, do cineasta Evaldo Mocarzel, o qual acompanha a volta de Phedra de Córdoba a Cuba, 53 anos depois de sua saída da ilha caribenha.

Phedra estava no elenco da montagem Pessoas Sublimes, quando foi obrigada a se afastar por sua saúde frágil. Chegou a ficar internada no hospital Heliópolis em março. No mesmo mês, as atrizes Maria Casadevall, Paula Cohen e Cléo De Paris criaram um espetáculo para levantar dinheiro para as despesas médicas da atriz, o Phedras por Phedras.

Fonte: VEJA SÃO PAULO