Consumo

Papelarias chiques atraem designers e arquitetos

Cartões importados, cadernos feitos a mão e organizadores modernos são atrações das lojas

Por: Nana Caetano - Atualizado em

Esqueça aquele monte de pastas empoeiradas, o barulho de máquinas copiadoras e a poluição visual. Papelaria bacana, hoje em dia, vende produtos exclusivos – e muitas vezes caros – em ambientes charmosos e contemporâneos. Fundada em novembro de 2003 como um ateliê que funcionava a portas fechadas, a Portfólio é uma delas. Sua primeira loja foi aberta há seis meses em um sobradinho da Vila Madalena. Da vitrine decorada com borboletas vislumbra-se um mundo de bloquinhos, cadernos e álbuns coloridos cobertos de tecido estampado. Os produtos são todos feitos manualmente por nove artesãos. "Nada aqui é industrializado", afirma um dos proprietários, o encadernador Sidnei Perego.

Como se fosse em uma empresa de moda, a produção é dividida em duas coleções anuais – nesta temporada, as prateleiras estão cheias de bolinhas, listras e flores. Na papelaria carioca Papel Craft, com filial no Shopping Iguatemi, o funcionamento é similar. "Uma equipe de três designers desenvolve duas coleções anuais, cria cores e combina papéis", conta a diretora de arte e sócia Maria Eliza Araújo. Aberta em julho, no Itaim Bibi, a Org.Store tem uma proposta diferente, com seus produtos igualmente bem-acabados. Apesar de também vender bloquinhos e cadernos, é especializada em organização. Para isso, desenvolve linhas de caixas coloridas, pastas de plástico e arquivos. "Gosto de tudo organizado, mas sempre bonito", diz a proprietária, Patricia Yoshida.

Chiques, essas butiques miram em um público-alvo de designers, arquitetos, consumidores que buscam um presente diferenciado ou simplesmente amantes do papel. Mas que fique claro: o scrapbooking, técnica artesanal de montagem de álbuns que faz sucesso na cidade, não tem vez. Na Casa 8, que funciona a portas fechadas nos Jardins, o forte são os convites personalizados e os artigos de papelaria importados. Encontram-se ali grandes grifes do setor, como a francesa Pylones, a americana Kate Spade e a linha de papelaria da estilista nova-iorquina Vera Wang, uma das preferidas das noivas jet-setters. Tem até uma versão da clássica caneta Bic com tampinhas de prata. Os preços ali variam entre 3 reais (borracha) e 3.000 reais (caixa de marchetaria da marca Cassegrain, importada da França). Pioneira no setor, a Paper House, há 23 anos na Rua Oscar Freire e com loja dentro da Daslu, é outra que recheia suas prateleiras com marcas conhecidas, entre elas Moleskine e Crane & Co. "Quando abri a loja, todo mundo achou que eu era maluca de investir em papelaria", lembra Eliana Mauad. "Atualmente, ninguém mais duvida de que é um bom negócio."

Bloco colorido para anotações, R$ 75,00. Papel Craft, Shopping Iguatemi, Tel. 3813-3833. www.papelcraft.com.br

Caixa com dez cartões da marca Crane & Co., R$ 80,00. Paper House, Rua Oscar Freire, 281, Jardim Paulista, Tel. 3082-4022. www.paperhouse.com.br

Trena da marca Pylones, R$ 35,00; agenda Kate Spade, R$ 445,00. Casa 8, Rua Bela Cintra, 1787, Jardim Paulista, Tel. 3061-3600. www.casa8.com.br

Caixas, R$ 27,00 a grande, R$ 17,00 a média e R$ 14,00 a pequena. Org.Store, Rua Manoel Guedes, 271, Itaim Bibi, Tel. 3167-0792. www.orgstore.com.br

Álbuns, R$ 87,00 o grande e R$ 75,00 o pequeno. Caderninho, R$ 36,00. Portfólio, Rua Mourato Coelho, 1039, Vila Madalena, Tel. 3034-4275. www.portfoliobook.com.br

Fonte: VEJA SÃO PAULO