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Os programas que vão rolar em março

Shows bacanas, estreias de teatro e exposições badaladas marcam a agenda deste mês

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Março promete ser um mês quente na programação cultural da cidade. A agenda de shows está bombada, com destaque para o festival Lollapalooza, que rola nos dias 28 e 29 no Autódromo de Interlagos. Até lá, tem coisa boa para rolar: a apresentação da cantora francesa Zaz junto de Céu e Tulipa Ruiz, o brasiljazzfest, que terá Wynton Marsalis entre os escalados, e a exibição de Joss Stone no Citibank Hall.

+ Programas para curtir sem frescura

As estreias de teatro estão igualmente promissoras. Já nesta quinta (5) entra em cartaz o musical Mudança de Hábito. O público poderá conferir ainda a peça sobre o apresentador Chacrinha e a volta de Marília Gabriela ao palco em Vanya e Sonia e Masha e Spike.

Os fãs de arte tem dois eventos para ficar de olho: as mostras de Marina Abramovic, no Sesc Pompeia, e Pablo Picasso, no CCBB.

Confira mais atrações:

  • Mais de quarenta atrações estão previstas para o Lollapalooza 2017, marcado para 25 e 26 março, no Autódromo de Interlagos. Entre as mais aguardadas estão Metallica, The Strokes, Rancid, Duran Duran e The Weeknd.
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  • Com a participação de três cantoras, acontece neste mês a abertura do Circuito São Paulo de Cultura 2015. Em passagem pela cidade para se apresentar no Bourbon Street em duas noites, a francesa Zaz exibe as faixas de seus três discos, ZAZ (2010), Recto Verso (2013), e Paris (2014), no evento. Antes dela, Céu divulga os recém-lançados CD e DVD homônimos e Tulipa Ruiz, cujo próximo álbum tem lançamento previsto para maio, canta as faixas de Efêmera (2010) e Tudo Tanto (2012). Dia 22/3/2015.
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  • Nascida em Tours, na região central da França, Isabelle Geffroy, a Zaz, despontou nas paradas francesas em 2010, ano em que lançou o disco de estreia, homônimo. O hit Je Veux, cujo videoclipe já tem quase 30 milhões de visualizações no YouTube, foi o principal responsável pelo sucesso na Europa. Três anos depois, ela soltou a sequência, Recto Verso, disco que a trouxe pela primeira vez a São Paulo, em março de 2014. Agora, aos 34 anos, Zaz retorna com um trabalho ainda mais robusto. Não é para menos: quem o produziu foi Quincy Jones, americano que deu um ar jazzístico, à moda de Cole Porter, ao som feito por ela. Paris, o novo álbum, lembra algo dos arranjos divertidos e da interpretação brincalhona de Jacques Brel — a parte alegre do catálogo do belga, claro. É o caso de Paris Sera Toujours Paris e La Parisienne, músicas que a cantora exibe no Circuito São Paulo de Cultura, evento gratuito que também contará com apresentações de Céu e Tulipa Ruiz. Dias  24 e 25/3/2015.
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  • O guitarrista inglês Saul Hudson ficou famoso ao lado dos outros integrantes do Guns N’ Roses em meados dos anos 80. Com a banda, lançou clássicos do hard rock, caso de Appetite for Destruction (1987) e dos dois volumes de Use Your Illusion (1991), embora muita gente torça o nariz para a sucessão de clichês que acompanharam o grupo e seus membros dentro e fora dos palcos. Slash se desvinculou do conjunto em 1996. De lá pra cá, formou o Slash’s Snakepit, fez parte do Velvet Revolver (que obteve relativo sucesso na década passada) e engatou uma carreira-solo que já conta com três álbuns. É o mais recente deles, World on Fire (2014), que o traz à cidade. Usando sua cartola, o virtuoso instrumentista toca Shadow Life e Automatic Overdrive, do novo trabalho, e sucessos dos outros projetos acompanhado do cantor Myles Kennedy e da banda The Conspirators. Dia 22/3/2015.
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  • Maria Bethânia mostra dois repertórios nesta semana. No domingo (11/9), o show — com entrada grátis no Sesc Itaquera — é Abraçar e Agradecer, uma celebração de seus cinquenta anos de estrada. Na retrospectiva, faixas como Negue, Olhos nos Olhos e Fera Ferida. Na terça (13/9) e na quarta (14/9/2016), a artista apresenta no Sesc Pinheiros Bethânia e as Palavras. Ela intercala histórias pessoais com a declamação de poemas de Guimarães Rosa, Cecília Meireles e Ferreira Gullar, entre outros autores, mais composições de Luiz Gonzaga, Renato Teixeira, Amália Rodrigues e Paulinho da Viola.
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  • Antecipado por Link Wray, guitarrista americano responsável por uma inconfundível sonoridade distorcida inspirada no surf rock e no rockabilly, o rock de garagem foi responsável por incitar uma revolução. Bandas como Paul Revere and The Raiders, The Kingsmen e The Trashmen inventaram um som único feito com pouquíssimos recursos, razão essa que lhe deu uma aparência visceral, enérgica e violenta que ecoou no punk e no grunge, por exemplo. O grupo The Sonics, surgido em 1963 em Tacoma, no Estado de Washington, é dos nomes mais lembrados da época, sendo citado como influência por gente tão distinta quanto The Cramps, LCD Soundsystem e The Flaming Lips. Gerry Roslie (voz e teclado), Rob Lind (saxofone) e Larry Parypa (guitarra), da formação original, além de Dusty Watson (bateria) e Freddie Dennis (baixo), adiantam faixas do disco This Is the Sonics, que tem previsão de lançamento para o dia 31. As clássicas Have Love Will Travel e Strychnine também marcam presença. O amazonense Lendário Chucrobillyman faz a abertura e João Gordo cuida da discotecagem da noite. Dia 5/3/2015.
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  • A úitima vez que a banda californiana de hip-hop passou por aqui foi em 2013, quando B-Real, Sen Dog e Eric Bobo comemoraram vinte anos do disco Black Sunday. O conjunto, que mescla rap e rock e levanta como bandeira o uso medicinal e recreativo da maconha nos Estados Unidos, volta à cidade para tocar no M.A.C Festival, que já foi realizado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Salvador. Além do grupo, também se apresentam o quarteto paulistano Haikaiss, o integrante dos Racionais MC's Edi Rock (cuja apresentação terá o rapper Dexter como convidado) e Sick Jacken, membro da banda americana Psycho Realm. Também no Espaço das Américas nesta semana: Damian Marley e Natiruts, na quinta (19/3), e Zé Ramalho, no sábado (21/3). Dia 18/3/2015.
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  • Aos 27 anos, a cantora inglesa de soul tem muito do que se orgulhar: ela já vendeu 14 milhões de discos e se tornou uma das mais bem sucedidas e respeitadas intérpretes de sua geração. Joss Stone estreou com o álbum The Soul Sessions (2003), quando tinha apenas 16 anos, e logo de cara mostrou desenvoltura em faixas célebres na voz de The White Stripes (Fell in Love with a Girl, que, na versão de Joss, virou “with a Boy”) e de Aretha Franklin (All The King’s Horses). Desde então, exibiu-se em grandes festivais, atuou no seriado The Tudors (em 2009 e 2010) e produziu outros trabalhos de qualidade, incluindo The Soul Sessions Vol. 2 (2012). Prestes a lançar o sétimo álbum, Water for Your Soul, previsto para este ano, ela volta à cidade dez meses depois de participar do Samsung Galaxy Best of Blues, realizado no WTC Golden Hall. Com abertura da cubana Lena Burke, ela enfileira You Had Me, Right To Be Wrong, Tell Me What We’re Gonna Do Now e No Man’s Land, parceria com o guitarrista Jeff Beck lançada em 2014 para uma campanha beneficente. Dia 11/3/2015.
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  • O cantor e compositor inglês volta à cidade pela terceira vez. Agora, ele divulga o disco Moon Landing, lançado em 2013, o qual tem como principais canções as músicas Bonfire Heart, Postcards e Heart to Heart. O público também pode esperar pelas favoritas Same Mistake e 1973, além da indispensável You're Beautiful. Dia 11/03/2015.
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  • Criado em 1985, o Free Jazz Festival fez história até 2001, período no qual trouxe à cidade Ray Charles, Sarah Vaughan, Dizzy Gillespie, James Brown e Al Green, entre outros nomes de igual calibre. Depois de ser rebatizado como Tim Festival e, mais tarde, BMW Jazz Festival, o evento ganha nova versão no ano de seu trigésimo aniversário. Quem encabeça o time de atrações é o craque Wynton Marsalis, trompetista que, apesar do classicismo, integra o grupo dos mais reconhecidos artistas do jazz contemporâneo. O americano vem acompanhado da Jazz at Lincoln Center Orchestra, big band de quinze instrumentistas formada por ele em 1988. Juntos, tocam no sábado (28/3), às 22 horas, e no domingo (29/3), às 20, na Sala São Paulo. Completando a programação, o trio do brasileiro André Mehmari e o do norueguês Tord Gustavsen (dia 27/3, a partir das 21h), além do quarteto do porto-riquenho Miguel Zenón e do conjunto The Cookers (dia 28/3, no mesmo horário), tocam no Auditório Oscar Niemeyer, no Parque do Ibirapuera. Dias 27, 28 e 29/3/2015. Bis: Wynton Marsalis e a Jazz at Lincoln Center Orchestra se apresentam gratuitamente no domingo (29/3), às 11 horas, no palco externo do Auditório Oscar Niemeyer.
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  • Os musicais biográficos firmaram-se como filão aparentemente infalível. Contar a vida de um artista de forma atraente e principalmente criativa, porém, passa a ser o desafio desse tipo de produção. Longe da narrativa linear guiada por uma cronologia, Chacrinha, o Musical, escrito por Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, vai para o trono, como diria o Velho Guerreiro em seus programas. Dirigido por Andrucha Waddington, o espetáculo acerta ao mostrar de que forma Abelardo Barbosa (1917-1988) se tornou um dos mais populares comunicadores do Brasil. Para isso, a trama é centrada em duas visões do protagonista que permeiam a montagem. Por intermédio do jovem Abelardo (representado por Leo Bahia), são explicadas as raízes pernambucanas e sua batalha para se firmar profissionalmente. Já o consagrado animador de auditório (interpretado por Stepan Nercessian) surge através de contornos psicológicos que contrastam a fragilidade na intimidade com o espírito festivo e destemido diante do público. Impecável, Nercessian reproduz a alma do biografado apoiado na voz rouca e na postura, mas principalmente ao encantar a plateia com seus improvisos. Tamanha identificação não ofusca o trabalho de Bahia, surpreendente ao se desdobrar com relativa facilidade entre a infância e a vida adulta do personagem. Setenta canções estouradas nos programas de Chacrinha ganham a cena. Completam o elenco 23 atores, na pele de personalidades como o empresário Boni (interpretado por Saulo Rodrigues) e a jurada Elke Maravilha (papel de Mariana Gallindo). Estreou em 27/3/2015. Até 26/7/2015.
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  • Jorge Takla é o homem dos grandes musicais e também dos dramas profundos. Demorou, no entanto, quatro décadas para o prestigiado diretor investir em uma comédia. o resultado é puro refinamento e bom gosto para emoldurar o entretenimento de Vanya e Sonia e Masha e Spike, sucesso do americano Christopher Durang, lançado na Broadway, que remete ao universo ficcional do autor russo Anton Tchecov (1860-1904). a trama é repleta de citações a textos, tipos e frases do escritor de A Gaivota e O Jardim das Cerejeiras. Se você tiver conhecimento sobre essas peças, o espetáculo, sem dúvida, se tornará mais saboroso, mas nada é fundamental para embarcar no jogo intertextual. o trio central remete ao clássico As Três Irmãs, sendo que, aqui, a mais velha conseguiu se libertar da mediocridade familiar. Masha é uma estrela de cinema (representada por Marília Gabriela) em visita à casa de campo onde vivem os irmãos solteirões Vanya e Sonia (interpretados por Elias andreato e Patricia Gasppar). Ela chega acompanhada do jovem namorado (o ator Bruno Narchi) e, por lá, ainda encontra a aspirante a atriz Nina (Bianca Tadini) e uma empregada com poderes mediúnicos (papel de Teca Pereira). Está montado um divertido e surtado retrato familiar para enternecer o público. Bem à vontade, Marília Gabriela tira sarro de si mesma e brinca com as modulações de sua voz. Bianca e Narchi foram bem conduzidos por Takla, enquanto Patricia Gasppar convence no papel mais difícil, o da neurótica. os destaques, porém, ficam com a impagável Teca Pereira e com Elias Andreato, que contorna a afetação gay do personagem para brilhar em um belo monólogo na reta final, dando um puxão de orelha em boa parte da plateia. Estreou em 6/3/2015. Até 19/7/2015.
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  • A retrospectiva Terra Comunal é uma imersão no mundo radical de Marina Abramovic, de 68 anos. Estão reunidos, por exemplo, trabalhos com cristais brasileiros que convidam o público a explorar sua energia. Também envoltos numa aura mística, os exercícios de duas horas e meia da versão de seu famoso método lembram uma grande aula de meditação e são uma antítese do ritmo acelerado da cidade. Oito artistas brasileiros foram convidados a experimentar a versão completa (ficaram isolados em um sítio sem falar ou comer por quatro dias) e o resultado pode ser visto em ações impressionantes como a de Paula Garcia, que maneja objetos de metal dentro de uma sala imantada. Outro ponto alto da mostra é a seleção de vídeos que exibem as potentes performances de Marina desde a década de 70, caso de Rhythm 5, nas quais os limites entre corpo e mente eram testados constantemente e, muitas vezes, o esgotamento físico significava desmaios, perda de voz e ferimentos. Trata-se de uma exposição bem montada para ser vista e vivida sem olhar para o relógio. Exige paciência e disposição para mergulhar no seu mundo. De 10/3/2015. Até 10/5/2015. + Marina Abramovic chega à cidade e fala sobre mostra no Sesc Pompeia + Inscrições para participar do método no site: http://terracomunal.sescsp.org.br +Marina Abramovic abre a temporada de grandes exposições
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  • Damian Marley, um dos herdeiros de Bob Marley, se apresenta pela segunda vez no Brasil. O repertório do artista é um passeio por seus três discos: Mr. Marley (2006), Halfway Tree (2001) e Welcome to Jamrock (2005). A abertura do show fica por conta do Natiruts, das bandas Oriente e Cidade Verde Sounds, e do DJ Kefing. Dia 19/3/2015.
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  • A expectativa era grande em cima do terceiro álbum do Skank, O Samba do Poconé (1996). “Estávamos vindo do Calango, em que quase todas as músicas estouraram”, lembra Samuel Rosa. A preocupação foi à toa. O disco explodiu com Garota Nacional, Tão Seu e É Uma Partida de Futebol, atingindo a marca de 2 milhões de cópias vendidas e garantindo a eles a estabilidade na música pop nacional. Eles celebram agora vinte anos do trabalho com o lançamento de um disco triplo, com o original mais versões inéditas. Aqui, eles mostram composições que havia tempos não tocavam, como Zé Trindade e Sem Terra. Dia 26/11/2016.
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  • O cantor e compositor Alexandre Magno Abrão (1970-2013), mais conhecido como Chorão, é o tema do musical escrito por Well Rianc. O rapper DZ6 interpreta o líder da banda Charlie Brown Jr. Para encenarem a biografia do artista, 23 atores foram escalados, entre eles Carolina Oliveira, Patrícia Coelho, Júlio Oliveira e Letícia Scopetta. Direção cênica de Bruno Sorrentino e Luiz Sorrentino e direção musical de Marcel Balieiro. Estreou em 13/3/2015. Até 12/7/2015.
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  • É preciso paciência para enfrentar as filas de Picasso e a Modernidade Espanhola, que podem durar até duas horas nos fins de semana. Mas, transposta essa primeira etapa, o passeio vale a pena. Telas do museu espanhol Reina Sofía, de Madri, integram a exposição no CCBB. Na seleção de noventa itens estão pinturas de artistas consagrados como Salvador Dalí, Joan Miró e, claro, o mestre cubista espanhol. É bom deixar avisado, no entanto, que não se trata de uma mostra dedicada apenas a Picasso. De sua autoria, há dez telas, entre elas O Pintor e a Modelo (1963) e Cabeça de Mulher (1910), além de desenhos e gravuras. Uma instalação e uma projeção em vídeo explicam o processo de criação de seu quadro mais famoso, Guernica (1937), junto a fotografias sobre a Guerra Civil Espanhola. A visita é uma boa oportunidade também para conhecer artistas menos óbvios do período, como Julio González, que explora o vazio para compor esculturas, e o surrealista Óscar Domínguez. Para os amantes da selfie, uma triste notícia: por questões de direitos autorais, é proibido fotografar as obras. O trajeto da exposição foi organizado para começar pelo quarto andar e tem fluxo único, ou seja, todos os visitantes têm que fazer o mesmo percurso. Para aliviar a espera do público, funcionários do educativo promovem atividades com quem estiver aguardando do lado de fora. Até a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) foi chamada para ajudar na organização das filas, já que alguns veículos circulam na região e a aglomeração de pessoas deve ser grande. Outros artistas modernistas espanhóis, como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, também têm obras em cartaz. Dia 25/3/2015. Até 8/6/2015. +Oito motivos para ver a exposição do Picasso no CCBB +Marina Abramovic abre a temporada de grandes exposições do ano que incluem também Kandinsky, Picasso e Miró 
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  • Paulo Gustavo protagoniza a comédia, que leva ao palco personagens do divertido programa homônimo do Multishow. A preconceituosa Senhora dos Absurdos, a favelada Ivonete e uma apresentadora de programa de culinária estão entre o tipos representados. Com Marcus Majella, Márcio Kieling e Christian Monassa, além de seis bailarinos. Gustavo divide o texto e a direção com Fil Braz. Estreou em 14/3/2015. Até 24/1/2016.
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  • Comédia dramática

    Intocáveis
    VejaSP
    8 avaliações
    Realizado pelos cineastas Olivier Nakache e Éric Toledano em 2011, o filme francês com François Cluzet e Omar Sy teve enorme empatia com o público. Adaptada para o palco por José Rubens Siqueira, a comédia dramática Intocáveis busca um impacto semelhante, com as devidas proporções de alcance entre cinema e teatro. Na trama, ambientada em Paris, o milionário Philipe (interpretado por Marcello Airoldi) perdeu muito da alegria de viver desde que ficou tetraplégico em razão de um acidente. Ele contrata o inexperiente e malandro Driss (vivido por Val Perré, que substitui Ailton Graça) como cuidador e o rapaz lhe apresenta uma nova visão de mundo, devolvendo ao paciente o sorriso abandonado há muito tempo. Eliana Guttman, Bruna Miglioranza, Livia La Gatto, Ricardo Ripa e Sidney Santiago completam o eficiente elenco no apoio, mas sem chance de destaque. É um espetáculo para agradar na medida a quem procura um  programa despretensioso. Estreou em 15/3/2016. Até 30/4/2016.
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  • Whoopi Goldberg já era uma atriz bastante conhecida quando protagonizou o filme de Emile Ardolino em 1992. Tinha até um Oscar de coadjuvante por Ghost, do Outro Lado da Vida. Para a cantora Karin Hils, no entanto, interpretar a personagem Deloris na adaptação do longa, que, no formato musical, foi visto em onze países, tem tudo para ser a consagração. Sob a direção original de Jerry Zaks, a montagem é repleta de qualidades e, mesmo assim, o carisma e o vozeirão da ex-integrante da banda Rouge saltam aos olhos e ouvidos do público. Na trama, Deloris Van Cartier é uma cantora despachada, cercada de más companhias. O tempo fecha assim que ela testemunha um assassinato e, no desespero de salvar a pele, se esconde num convento. Por lá, a moça conquista a simpatia das freiras e revoluciona o coral da instituição. Os adaptadores Bianca Tadini e Luciano Andrey injetam uma deliciosa pegada pop na versão brasileira do texto de Cheri e Bill Steinkellner com músicas de Alan Menken e letras de Glenn Slater. As cenas têm ritmo, as piadas, mesmo que algumas fáceis demais, arrancam risadas e as interpretações carregam uma naturalidade incomum no gênero. Entre os 31 atores, Adriana Quadros e Andrezza Massei são destaque como a Madre Superiora e a Irmã Maria Patrícia, respectivamente. Na pele do atrapalhado policial Eddie, Thiago Machado é uma surpresa. Estreou em 5/3/2015. Até 25/10/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO