Cinema

Os pequenos grandes astros de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

Os protagonistas mirins do longa, Michel Joelsas e Daniela Piepszyk, têm muitas coisas em comum

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Michel Joelsas e Daniela Piepszyk têm mais coisas em comum do que o fato de ser os protagonistas mirins de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Estreantes no cinema e filhos de pais separados, eles têm 11 anos, pertencem a famílias judias, são loucos por futebol e, claro, querem seguir a carreira artística. Talentosos à frente das câmeras, ganharam o papel após derrotar cerca de 1.000 crianças em testes feitos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e São Paulo. Foi tarefa da produtora de elenco, Patrícia Faria, buscar os novatos em escolas judaicas. Michel, que está na 5ª série, estuda no colégio Peretz, na Vila Mariana. Dani veio do Bialik, em Pinheiros.

Preocupada em evitar que os dois chegassem às filmagens com o texto decorado e em dar mais naturalidade à atuação, a preparadora de elenco, Laís Correa, apenas lia o roteiro para a dupla. O ritmo de trabalho foi intenso. Dani precisou parar os estudos por sessenta dias. Michel, que está em quase 90% das cenas, interrompeu as aulas por três meses. "Para poder passar de ano, recuperei o tempo perdido nas férias", conta Dani. Embora ainda menina, ela se mostra confiante em relação ao seu futuro artístico. "Não vivo em função de expectativas. Tudo vem na hora certa", diz a garota, parecendo ter a maturidade de uma estrela.

Mesmo depois de dar dezenas de entrevistas, Michel ainda encontra ânimo para falar da primeira empreitada na telona. "Gostaria de continuar na carreira de ator ou ser diretor de fotografia", afirma ele, que agora diz saber tudo sobre câmeras, lentes, luzes e refletores. Além do ritmo exaustivo das filmagens no ano passado, o menino encarou uma maratona para divulgar o filme nas últimas semanas em cinco capitais. "Ele tem carisma, talento e timing", elogia o diretor Cao Hamburger. "Embora seja um garoto introspectivo, tímido e reflexivo, possui a energia e a curiosidade pela vida que o personagem exigia."

Fonte: VEJA SÃO PAULO