Roteiro

O que fazer neste sábado (04): exposições

Quatro opções de mostras que estão em cartaz na cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Sala da Relatividade - Escher
Sala da Relatividade: truque de perspectiva elaborado por Escher (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste sábado (04)

  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • Além de ter sua obra colocada ao lado da de outros artistas na coletiva Correspondências, também em cartaz, Tomie Ohtake celebra o ano de seu centenário exibindo 25 telas feitas em 2011 e 2012. Como o bom vinho, com o perdão do clichê, Tomie consegue ficar melhor a cada dia. Em um exercício de virtuosismo técnico, ela mistura tintas e pigmentos para alcançar camadas intensas e sutis variações de som. Apenas a observação paciente permite ao espectador mergulhar na explosão de luminosidade desses quadros mais recentes. Também em cartaz no espaço: ✪✪ Paul Ramirez Jonas (esculturas, objetos, instalações). Preços não fornecidos. De 22/02/2013 a 23/03/2013.
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  • Iniciado em 2005 com o objetivo de interpretar por meio de fotografias três países de alguma forma ainda vinculados ao socialismo, o projeto Trilogia Vermelha já focou Cuba e Rússia. Trilogia Vermelha: China encerra a sequência e reúne sessenta trabalhos realizados pelos fotógrafos Mauricio Nahas, Ricardo Barcellos e Paulo Mancini. O trio, todos nomes ligados à publicidade, passou por Pequim e Xangai e por mais dezoito pequenos povoados numa jornada de quarenta dias. Com olhares distintos, eles flagraram anônimos no dia a dia na cidade e no campo, num país que se divide entre tradição, modernidade e religiosidade. De 09/04/2011 a 03/07/2011.
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  • A excelente mostra compreende essas relações estabelecidas no período pelo casal formado pela portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e pelo húngaro Arpad Szenes (1897-1985) e pelos artistas brasileiros. A dupla aportou no Rio de Janeiro em 1940 e por lá permaneceu até 1947. Muito bem tramada, a curadoria do crítico Paulo Herkenhoff exercita alguns diálogos lógicos e outros lógicos e outros nem tanto, perpassando a produção do Brasil entre a década de 20 e os nossos dias. A seleção de 100 obras enfoca, sobretudo, Maria Helena. Seu início de carreira é marcado pela figuração geométrica à maneira do modernismo, e nisso encontrou eco em Tarsila e Portinari. Pouco depois, ela realizou estudos de perspectiva semelhantes aos de Alberto da Veiga Guignard. Ao abandonar as formas mais reconhecíveis, antecipou o abstracionismo informal virulento de Antonio Bandeira e o neoconcretismo de Lygia Clark. Maria Helena ainda chegou a assinar a decoração com azulejaria de um restaurante carioca, análoga a trabalhos de Athos Bulcão, Volpi e da contemporânea Adriana Varejão. Menos representado do que a esposa, Szenes surge com pinturas feitas sobre jornal. Elas são postas em comparação aos experimentos com papel de Antonio Manuel. De 18/05/2011 a 26/06/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO