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O que acontece neste sábado (28): exposições

Mostras das mais diversas para visitar neste fim de semana na cidade

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Atrações imperdíveis 2251 - Giacometti
Esculturas de Giacometti: o bronze "Busto de Homem", de 1965 (Foto: Fondation Giacometti, Paris / Succession Giacometti Adagp, Paris 2011)

+ O que fazer neste sábado (28)

  • Resenha por Jonas Lopes: Um dos nomes incontornáveis do século XX, o suíço Alberto Giacometti (1901-1966) tem uma ampla porção da carreira abordada na extraordinária retrospectiva em cartaz na Pinacoteca, desde já uma séria concorrente a melhor exposição de 2012. A mostra, cuja maioria das obras vem da Fundação Alberto e Annette Giacometti, de Paris, reúne 280 trabalhos, espalhados por doze salas, além do octógono, onde foram posicionadas algumas de suas célebres figuras esguias. Giacometti desempenhou na arte uma função semelhante à do irlandês Samuel Beckett na literatura e no teatro: explorou a fragmentação psicológica e sentimental do homem moderno, marcado por guerras sem sentido e por uma relação dúbia com a natureza. Despia, assim, as esculturas ao máximo, até transformá-las em meros fiapos, tão agônicos quanto inertes, embora repletos de nuances, principalmente nos bronzes. Há ainda desenhos, gravuras, peças decorativas e pinturas de cunho expressionista. A admirável curadoria de Véronique Wiesinger recupera trabalhos da juventude, traça paralelos com as máscaras africanas e apresenta ao espectador fotografias que capturam o dia a dia no ateliê do gênio. De 24/03/2012 a 17/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Expoente da fotografia moderna no México, Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) tinha tudo para não escolher o caminho da arte. Nascido numa família pobre, um entre oito irmãos, perdeu o pai cedo e foi obrigado a começar a trabalhar para ajudar nas contas da casa. Estimulado por um colega de escola, contudo, acabou se apaixonando pelas câmeras e chegou a abandonar uma trajetória promissora no funcionalismo público para investir na carreira. O resultado desse esforço pode ser conferido na retrospectiva Fotopoesia. Estão reunidas 150 obras clicadas entre as décadas de 20 e 50. A produção inicial do artista ainda deriva bastante dos trabalhos de certos surrealistas e formalistas como Weston e Ródtchenko: fazia closes aproximados de objetos com o intuito de fortalecer o impacto abstrato e geométrico. Bravo atingiu identidade própria ao investir nas figuras humanas, em especial os índios, e nos aspectos documentais. Há nas imagens uma fuga do realismo, alcançada por meio de flertes com o subconsciente. Prorrogada até 08/07/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O MAC-USP abre em seu espaço no Ibirapuera um excelente recorte na coleção do museu. Composta de 150 obras, a seleção discute as relações entre os trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros durante o modernismo. Premiada na primeira Bienal, em 1951, a escultura Unidade Tripartida, de Max Bill, posicionada no início do percurso, deixou rastros decisivos na geração de Lygia Clark e Waldemar Cordeiro. Perto dali, um diálogo parecido ocorre entre o óleo Cabeça Trágica, de Karel Appel, marcado pela dramaticidade e pelo exagero neoexpressionista, e a aterradora série Minha Mãe Morrendo, de Flávio de Carvalho. Outras ligações são abordadas na montagem. Impressiona, por exemplo, a semelhança no uso de formas geométricas em trabalhos de Pablo Picasso e Ismael Nery. E por aí vai: Matisse deságua em Volpi, Kandinsky em Tomie Ohtake, George Grosz em Iberê Camargo. Além das estrelas consagradas, a exposição aproveita para apresentar ao público paulistano nomes brilhantes mas pouco conhecidos por aqui. Caso do gravurista austríaco Alfred Kubin e da escultora mineira Maria Martins. Até 29/07/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Ao lado de Hélio Oiticica e da xará Lygia Clark, a fluminense Lygia Pape (1927-2004) costuma ser considerada pela crítica o nome mais influente da arte brasileira no cenário internacional. Uma prova disso está na retrospectiva Espaço Imantado, idealizada pelo Museu Reina Sofia, de Madri, e que passou por Londres. Estão reunidos 200 trabalhos, entre pinturas, relevos, gravuras, colagens, poemas, cartazes e ações performáticas em vídeos e fotografias. Lygia iniciou a produção ao integrar em 1954 o Grupo Frente, capitaneado por Ivan Serpa. São dessa época algumas telas e xilos de inflexão geométrica. Logo depois, em março de 1959, a artista assinou o Manifesto Neoconcreto. Nesse momento, passou a se dedicar ao esforço de interagir com o espectador, tridimensionalizar as obras e impregná-las de ironia e caráter experimental. Caso da performance Divisor, na qual um grupo de pessoas coloca a cabeça em buracos feitos num tecido enorme. Exposta na Bienal de Veneza em 2009, a instalação Tteia I, composta de fios de ouro, não foi deixada de fora. De 17/03/2012 a 13/05/2012.
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  • Urbanas reúne 89 registros feitos por German Lorca entre as décadas de 40 e 70. Neles, o artista crescido no Brás e hoje com 90 anos explora os princípios desenvolvidos durante sua passagem pelo Foto Cine Clube Bandeirantes, a exemplo da atenção às formas geométricas. No longo período em que trabalhou no meio publicitário, Lorca elaborou um estilo de closes que transforma objetos e pessoas quase em abstrações. Como ele foi fotógrafo oficial das comemorações do IV Centenário da cidade, em 1954, a mostra contempla ainda obras produzidas naquele ano.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO