Urbanismo

Complexo Cultural Luz não tem mais prazo para ser entregue

Desenho feito por arquitetos suíços será mantido; Parceria Público-Privada (PPP) é principal alternativa para viabilizar a iniciativa

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

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O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (17) que o Complexo Cultural Luz deverá ser feito por uma Parceria Público-Privada (PPP). Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, o projeto inicial foi mantido, mas não há mais prazo para que ele seja finalizado. Quando foi anunciado em 2009, a previsão era que o espaço fosse entregue até dezembro de 2014.

A pasta informou em nota que o governo decidiu "estudar alternativas para viabilizar a implantação do Complexo Cultural Luz" e, por isso, formalizou um "protocolo de intenções" com a Companhia Paulista de Desenvolvimento (CPD) para a "elaboração de estudos técnicos e a modelagem de parcerias com o setor privado".

 

Previsto para ser construído na área da antiga rodoviária, que ficava no quadrilátero formado pela Avenida Duque de Caxias, Rua Helvetia, Praça Júlio Prestes e Alameda Barão de Piracicaba, o "maior polo cultural da América Latina" faz parte do plano de revitalizar a Luz. Ele ficará em frente à Sala São Paulo, inaugurada em 1999 na Estação Júlio Prestes com o mesmo objetivo.

De acordo com a Secretaria de Cultura, o projeto concebido pelo escritório de arquitetura dos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron e entregue em 2012 será mantido “em sua totalidade”. A área a ser construída é de 85 mim metros quadrados e os gastos previstos são estimados em 600 milhões de reais. 

Só na desapropriação da área – que depois da rodoviária deu lugar a um centro de compras chamado Fashion Center Luz – foram gastos 34 milhões de reais. 

O escritório Herzog & de Meuron venceu o Prêmio Pritzker, em 2001, considerado um dos principais para arquitetos no mundo. Ele também foi responsável pelo projeto do Museu Tate, em Londres, na Inglaterra, e pela Allianz Arena, em Munique, na Alemanha.

Cracolândia

Com o objetivo inicial de revitalizar a região conhecida como cracolândia, o Complexo Cultural Luz foi anunciado em 2009, mas ainda não trouxe benefícios ao lugar. Depois da desapropriação da área, o quarteirão ficou ainda mais abandonado e até deu brecha para que fosse formada uma favela entre as ruas Helvetia e Dino Bueno.

Os barracos foram desmontados no início do ano pela Operação De Braços Abertos, programa da prefeitura que cadastrou usuários de crack da região em um programa de reabilitação. Hoje, eles recebem 120 reais semanais, moradia e refeições. Em contrapartida, precisam realizar trabalhos de limpeza e zeladoria em locais públicos próximos da região. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO