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D. Odilo Scherer celebra missa no Mosteiro de São Bento

Cardeal estará na igreja no centro nesta segunda, às 18h, para cerimônia que comemora o restauro dos seis sinos do local

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Mosteiro de São Bento
Mosteiro de São Bento: missa especial para celebrar o restauro dos sinos (Foto: Fabio Knoll)

Nesta segunda (12), a partir das 18h, o Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, realiza uma missa especial para comemorar o restauro dos seis sinos do Mosteiro de São Bento, no centro, um dos edifícios históricos mais importantes da cidade.

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Esse é o sexto restauro de uma série de outros já realizados. Considerado por muitos anos como os mais precisos da capital, os sinos não recebiam reparos desde que chegaram à cidade, em 1921, quando ocorreu a consagração solene das peças em uma missa.

O trabalho nos sinos começou com sua limpeza _a maior pesa 5 500 quilos e a menor 690 quilos_ e aplicação de produto especial para devolver o brilho ao bronze, seguido de reforma e pintura da estrutura que sustenta o conjunto. Por fim, foi instalado um sistema eletrônico de acionamento com programação musical monitorada pela internet.

Os sinos foram fabricadas na cidade de Lauingen, Alemanha, em 1912. O martelo para bater as horas pesa cinquenta quilos e é movido por eletroímã; já os badalos pesam 200 quilos. Cada uma das peças possui o nome de uma personalidade paulistana, considerada seus padrinhos. Entre eles, estão Washington Luis, Jorge Tibiriçá e Firmiano Pinto.

A obra foi custeada pelo grupo Comolatti, detentor do restaurante Terraço Itália e responsável por outros reparos em edificações religiosas como a Catedral da Sé, a Igreja Nossa Senhora do Brasil e as igrejas São Gennaro, São Vito e Nossa Senhora da Consolação.

O monastério, que hospedou o papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil, em 2007, está integrado à basílica, onde são realizadas missas diariamente. A mais famosa ocorre aos domingos, às 10h, e é acompanhada por coral de canto gregoriano e pelo som do órgão de 7 000 tubos. O endereço abriga também uma padaria que vende pães e doces produzidos pelos monges. Todo último domingo do mês, às 12h, o complexo promove um brunch (R$ 170,00).

Fonte: VEJA SÃO PAULO