Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Gota d’Água [A Seco]
Laila Garin: montagem dirigida por Rafael Gomes (Foto: Divulgação)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 2/10/2016.
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  • De Mike Leigh. Escrita em 1977, a primeira peça do cineasta inglês montada no Brasil mostra um encontro de vizinhos. Beverly e Lawrence recebem um casal e Susan, a mãe da adolescente Abigaiu — que aproveita a casa vazia para dar uma festa. A rodada de drinques vira um embate revelador da moral de cada um. Ácidos e melancólicos, os diálogos oferecem oportunidades ímpares ao elenco. Com ousadia, o diretor Mauro Baptista Vedia explora diferentes registros de interpretação. Enquanto um ator adota o tom de paródia, outro é caricato ou dramático. O que poderia tirar a unidade resulta no melhor da comédia. Com Ana Andreatta, Eduardo Estrela, Ester Laccava, Fernanda Couto e Kiko Vianello. Estreou em 03/08/2007. Até 27/11/2016.
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  • Nove anos depois de montar My Fair Lady pela primeira vez, Jorge Takla está à frente desta outra versão igualmente sofisticada e obrigatória para os fãs de musicais que rezam a cartilha da Broadway. A ficha técnica escolhida por ele faz por merecer. Fábio Namatame assina os figurinos deslumbrantes, enquanto o argentino Nicolás Boni criou os imponentes cenários que transportam a plateia para a Londres do início do século XX. É lá que se passa a trama, inspirada na peça Pigmaleão, do irlandês Bernard Shaw, que fala da luta de classes tendo como base a relação de amor e ódio entre um refinado professor de fonética e uma pobre florista de sotaque irritante. A aguardada estreia do cantor lírico Paulo Szot em um musical brasileiro surpreende, mas não somente pela sua voz. Com exceção de I’ve Grown Accustomed to Her Face, um dos momentos mais emocionantes, as canções exigem muito menos do que sua voz de barítono pode alcançar. O desafio maior de Szot é construir um personagem irônico, que tem aversão às mulheres, e ele o vence com louvor. Seu professor Higgins é odioso, como deve ser. Outra boa surpresa é Daniele Nastri, selecionada por Takla entre 600 candidatas para viver a florista Eliza Doolittle. Bonita e talentosa, ela promete dar o que falar daqui para a frente. No afinadíssimo elenco que reúne trinta atores também ganham destaque na cena Eduardo Amir, competente como o coronel Pickering, amigo do professor, e Sandro Christopher. A esse último, no papel de Alfred Doolittle, pai de Elisa, cabem os números musicais mais divertidos do espetáculo. De 27/8/2016. Até 6/11/2016. + Em Números 5 milhões de reais foram necessários para montar o musical 44 artistas estão no elenco, sendo 30 atores e 14 músicos 600 atrizes disputaram o papel da florista Eliza Doolittle 200 trajes são usados pelos atores a cada sessão 500 horas foi o tempo total gasto com os ensaios
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  • Por mais de trinta anos, as atrizes fingiram esquecer da personagem Joana, provavelmente em respeito ao desempenho de Bibi Ferreira. O musical Gota d’Água, escrito por Chico Buarque e Paulo Pontes em 1975, só voltou à cena na segunda metade da década passada, com Georgette Fadel e Izabella Bicalho em peças distintas. Adaptada e dirigida por Rafael Gomes sob o título de Gota d’Água [A Seco], a atual versão mostra que a trama — inspirada no mito de Medeia — resiste ao tempo. Além disso, a presença da atriz e cantora Laila Garin reafirma o impacto da tragédia, equilibrando a vingança amorosa e os contornos sociais. Com dois filhos, Joana foi abandonada pelo marido mais moço, o sambista Jasão (representado por Alejandro Claveaux, convincente ator e regular cantor), que vai se casar com a filha do empresário Creonte. Reduzida aos dois personagens principais, a encenação traz na trilha, além de Basta um Dia, Bem-Querer e o tema-título, canções que não integraram o original, como Cálice, Pedaço de Mim e Mulheres de Atenas. Na pele de Joana, Laila caminha entre a amargura e a opressão e dá um show nas canções executadas por cinco instrumentistas sob a direção musical de Pedro Luís. Estreou em 9/9/2006. Até 30/10/2016.
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  • Em curva ascendente de produção, o paulistano José Roberto Jardim comprova que foi feliz ao privilegiar a carreira de encenador em relação à de ator na recente temporada. Depois de montar Chet Baker, Apenas um Sopro e Não Contém Glúten, o diretor dá um salto com a adaptação do conto Um Trabalhinho para Velhos Palhaços, do romeno Matéi Visniec. A tragicomédia Adeus, Palhaços Mortos! chega ao palco com contornos de drama. Ao lado do elenco da Academia de Palhaços, Jardim construiu um espetáculo provocativo na mensagem e encantador no visual. No centro da cena, um cubo recebe projeções frenéticas. Dentro dele, Lala e Pupa (vividas por Laíza Dantas e Paula Hemsi), artistas circenses em fim de carreira, reencontram-se depois de anos afastadas. O picadeiro, agora, é uma agência de empregos — e só há uma vaga em jogo. A rivalidade se intensifica com a chegada de Poci (papel de Rodrigo Pocidônio), outro velho colega de olho no cargo. Como o recrutador nunca aparece, tal qual o Godot de Samuel Beckett, o trio destila mágoas e oferece um melancólico retrato dos artistas em contraste com os novos tempos. Estreou em 15/7/2016. Até 29/9/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO