Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Urinal, o Musical
'Urinal, o Musical' (Foto: Ronaldo Gutierrez)

A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • Apoiado em vozes potentes e na fértil imaginação do público, o rádio brasileiro conheceu o apogeu entre os anos 1940 e 1950. Com a consolidação da televisão, a imagem passou a ser a prioridade em detrimento do som e, na década seguinte, as radionovelas não resistiram às tramas eletrônicas. Foi essa fase que inspirou o autor e diretor Otávio Martins a traçar um retrato artístico, comportamental e político da época. A comédia é ambientada em 1968, nos bastidores de uma emissora prestes a transmitir o capítulo final de um folhetim. O produtor Vicente (papel de Marcos Damigo) mantém um caso com a atriz Conceição (personagem de Natallia Rodrigues) e dribla as orientações do publicitário Vespúcio (Elam Lima). Mais antigos na rádio, o galã Péricles (Eduardo Semerjian) e a cantora Leonor (Camilla Camargo) enfrentam a decadência profissional, enquanto a tensão se instaura diante do desaparecimento de um dos atores. Com inteligência e sensibilidade, a montagem transita por situações dramáticas e trágicas, muitas vezes sem a plateia se dar conta. Estreou em 16/8/2014. Até 22/11/2015.
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  • Poucos nomes da cena local surpreendem tanto quanto Zé Henrique de Paula. Desta vez, o diretor importou o original dos americanos Greg Kotis e Mark Hollmann para produzir um musical que, apesar do ambiente intimista do Núcleo Experimental, não deixa nada a desejar às superproduções do gênero. E o tema se faz tremendamente oportuno. Lançada na Broadway em 2001, a satírica história é centrada nos habitantes de uma cidade que enfrenta uma crise hídrica há duas décadas, resultado da escassez das chuvas. A população conta os tostões e paga banheiros coletivos controlados pela Companhia da Boa Urina (CBU). Quem desacata a lei é enviado para uma colônia penal. Inconformado com as abusivas taxas, o jovem Bonitão (interpretado por Caio Salay) lidera um movimento para enfrentar o poderoso Patrãozinho (papel de Roney Facchini), administrador da CBU, e ameaça uma perigosa rede de interesses. No elenco de treze atores ainda se destacam Daniel Costa, Nábia Vilella e Bruna Guerin, todos cantando muito bem acompanhados de oito músicos sob a regência de Fernanda Maia. Estreou em 3/4/2015. Até 12/10/2015.
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  • O diretor Sergio Módena e o ator Gustavo Gasparani transformaram em monólogo uma das tragédias de William Shakespeare (1564-1616). Os cinco atos originais recebem uma enxuta adaptação e quem ganha é o público. Como se proferisse uma palestra, Gasparani desenvolve a trama sobre o monarca que conquistou o trono da Inglaterra à custa de muito sangue. O intérprete exibe virtuosismo e técnica ao se apresentar na pele dos diversos personagens e quebra a barreira com a plateia. Estreou em 9/4/2015. Até 13/9/2015.
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  • Romance

    Agreste
    VejaSP
    5 avaliações
    Em 2004, o dramaturgo pernambucano Newton Moreno foi revelado graças a essa poética história de amor. No sertão nordestino, dois lavradores sentem o peso do preconceito e são obrigados a fugir. Com domínio de cena e sob a minimalista direção de Marcio Aurelio, Clóvis Gonçalves (em substituição a João Carlos Andreazza) e Paulo Marcello se revezam como narradores e personagens. Decifrada no surpreendente final, a causa de tamanha intolerância instiga o público. Estreou em 15/1/2004. Até 13/9/2015.
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  • Bom mesmo é o teatro capaz de espelhar na ficção elementos da realidade sem maiores esforços. Escrito em 2001 pelo americano Ken Hanes, o drama dirigido por Marco Antônio Pâmio parece ter saltado dos recentes noticiários para promover um amplo debate de ideias. Chico Carvalho interpreta o jornalista Frank Johnston, acostumado a abordar temas frívolos em suas reportagens. Persuadido pelo namorado, o psicólogo Jonathan (papel de Rubens Caribé), ele disfarça-se de paciente a fim de denunciar um terapeuta (representado por Henrique Schafer) que teria desenvolvido um método de reversão da homossexualidade. Não demora a perceber que em tudo há dois pesos e duas medidas e, muitas vezes, ele mesmo é vítima de manipulação em sua rotina pessoal. Se, à primeira vista, a sinopse sugere um prato cheio para despertar polêmicas ou levantar bandeiras, a montagem resulta em um painel abrangente sobre o comportamento humano. A falada “cura gay” é só uma entre tantas questões retratadas por meio do equilibrado trio de atores. Vigoroso, Carvalho transforma-se gradualmente, de acordo com as perturbações dos personagens. Caribé alterna carisma e dissimulação, enquanto Schafer defende com tal empenho o personagem mais difícil do texto que chega a convencer o público de suas motivações. Estreou em 7/3/2015. Até 13/10/2015.
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  • Miguel Falabella adaptou e protagoniza o musical da Broadway Nice Work If You Can Get It, cujo texto é de Guy Bolton e P.G. Wodehouse. O ator encarna o playboy Jimmy Winter. Na Nova York dos anos 20, o quarto casamento do rapaz não sai como planejado após ele conhecer a contrabandista de álcool Billie Bendix (Simone Gutierrez). A montagem arranca sucessivas gargalhadas da plateia. Falabella e Simone esbanjam química em números embalados por versões de canções compostas por George e Ira Gershwin. Coadjuvantes, a exemplo do mordomo Biscoito (Claudio Galvan), também se mostram afiados. A direção é de José Possi Neto. Estreou em 20/8/2015. Até 25/10/2015.
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  • Tragicomédia

    O Capote
    VejaSP
    2 avaliações
    Nesta versão da célebre obra do autor russo Nikolai Gógol (1809-1852), o protagonista transforma em obsessão o desejo de comprar um casaco sob medida. Morador da fria São Petersburgo, Akaki Akakievitch (interpretado pelo ótimo Rodolfo Vaz) trabalha como funcionário público há muitos anos. De vida regrada e com poucos amigos, precisa trocar seu capote antigo e puído por uma peça nova em folha e, para isso, economiza todos os centavos. A experiência proporciona sentimentos e oportunidades inéditos ao pacato homem, mas não demora para as coisas darem errado. A adaptação, assinada por Drauzio Varella e Cássio Pires, ganha o impulso de duas espécies de narrador (papéis de Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas), que interagem com Akakievitch. Projeções e trilha sonora executada ao vivo por Sarah Assis incrementam a tragicomédia. A montagem tem direção de Yara de Novaes. Em tempo: o preço do ingresso é camarada. Estreou em 25/7/2015. Até 21/9/2015.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 10/12/2015.
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  • Comédia dramática

    Visitando o Sr. Green
    VejaSP
    6 avaliações
    Trazer de volta a comédia dramática Visitando o Sr. Green, do americano Jeff Baron, é uma tarefa difícil para os envolvidos. A versão brasileira original, dirigida por Elias Andreato em 2000, foi consagrada por Paulo Autran (1922-2007), que contracenava com Cassio Scapin. Os anos se passaram, o mito do célebre ator segue inabalável, e Scapin revela- se corajoso ao comandar a nova montagem. Sérgio Mamberti surge na pele do solitário judeu ortodoxo confrontado com um fato capaz de desestabilizar sua rigorosa rotina. Green conhece o jovem executivo Ross (papel de Ricardo Gelli) depois que os dois se envolvem em um pequeno acidente de trânsito. Considerado culpado, o rapaz deve prestar serviços à contrariada vítima. Em uma visita semanal, ele levará comida a esse idoso ranzinza, tentará engatar um papo com ele e testará sua tolerância. Em um misto de respeito e sensibilidade, Scapin surpreende como encenador por valorizar a mensagem do texto e reforçar um tom cômico que garante um olhar mais leve e delicado. Mamberti é o responsável pelas tiradas irônicas e também comove o espectador nas partes densas. Promissor nome, Gelli defende muito bem o personagem e, mesmo que alguns diálogos pareçam datados, garante a veracidade da trama. Estreou em 24/4/2015. Até 25/10/2015.
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  • Com dramaturgia coletiva, a comédia da Companhia D’Alma é inspirada em peças e na biografia de Molière (1622-1673) para retratar a vida e a obra do dramaturgo francês. A efervescência criativa do autor e fragmentos de espetáculos como O Burguês Fidalgo, As Eruditas e Don Juan, que criticaram a hipocrisia, o desejo de ascensão social e a avareza, são tratados como retrato de uma época não muito distante. Guilherme Sant’Anna esbanja desenvoltura como o criador e algumas de suas criaturas. Estreou em 02/02/2012. Até 13/9/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO