Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

A Alma Imoral
Clarice Niskier no monólogo 'A Alma Imoral' (Foto: Elenice Dezgeniski)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • De Mike Leigh. Escrita em 1977, a primeira peça do cineasta inglês montada no Brasil mostra um encontro de vizinhos. Beverly e Lawrence recebem um casal e Susan, a mãe da adolescente Abigaiu — que aproveita a casa vazia para dar uma festa. A rodada de drinques vira um embate revelador da moral de cada um. Ácidos e melancólicos, os diálogos oferecem oportunidades ímpares ao elenco. Com ousadia, o diretor Mauro Baptista Vedia explora diferentes registros de interpretação. Enquanto um ator adota o tom de paródia, outro é caricato ou dramático. O que poderia tirar a unidade resulta no melhor da comédia. Com Ana Andreatta, Eduardo Estrela, Ester Laccava, Fernanda Couto e Kiko Vianello. Estreou em 03/08/2007. Até 27/11/2016.
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  • Musical

    Wicked
    VejaSP
    11 avaliações
    Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz instigou o escritor americano Gregory Maguire a criar outra história ambientada na Terra de Oz, que se passa muito antes de Dorothy entrar em cena. Escrito em 1995, Wicked tornou-se um best-seller e virou um musical da Broadway visto por 48 milhões de pessoas antes de estrear por aqui. Fabi Bang interpreta a linda, rica, engraçada e envolvente Glinda, enquanto Myra Ruiz faz a esquisita Elphaba, que nasceu com a pele verde-esmeralda. A amizade da dupla, com direito a rivalidades, desencontros e muitos mal-entendidos por causa do amor do jovem Fiyero (interpretado por Jonatas Faro), conduz a narrativa que termina por desvendar como uma se transforma em bruxa má e a outra em bruxa boazinha, amada pelos habitantes da Cidade das Esmeraldas. Depois de quase três horas de espetáculo, é difícil dizer o que impressiona mais. Os cenários e figurinos são impecáveis, o elenco formado por 34 atores que cantam e dançam (assim como os catorze músicos regidos pela mestrina Vânia Pajares) está afinadíssimo e as músicas não perderam sua graça ao ser vertidas para o português. Mas não há como negar: do início ao fim, os olhos e ouvidos da plateia estão entregues às protagonistas. Cheias de personalidade, e cada qual a seu modo, elas soltam a voz e fazem por merecer os papéis e os aplausos que recebem no fim de toda cena. Recomendado a partir de 6 anos. Estreou em 4/3/2016. Até 18/12/2016. + Saiba mais sobre os bastidores do musical
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  • Em curva ascendente de produção, o paulistano José Roberto Jardim comprova que foi feliz ao privilegiar a carreira de encenador em relação à de ator na recente temporada. Depois de montar Chet Baker, Apenas um Sopro e Não Contém Glúten, o diretor dá um salto com a adaptação do conto Um Trabalhinho para Velhos Palhaços, do romeno Matéi Visniec. A tragicomédia Adeus, Palhaços Mortos! chega ao palco com contornos de drama. Ao lado do elenco da Academia de Palhaços, Jardim construiu um espetáculo provocativo na mensagem e encantador no visual. No centro da cena, um cubo recebe projeções frenéticas. Dentro dele, Lala e Pupa (vividas por Laíza Dantas e Paula Hemsi), artistas circenses em fim de carreira, reencontram-se depois de anos afastadas. O picadeiro, agora, é uma agência de empregos — e só há uma vaga em jogo. A rivalidade se intensifica com a chegada de Poci (papel de Rodrigo Pocidônio), outro velho colega de olho no cargo. Como o recrutador nunca aparece, tal qual o Godot de Samuel Beckett, o trio destila mágoas e oferece um melancólico retrato dos artistas em contraste com os novos tempos. Estreou em 15/7/2016. Até 29/9/2016.
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  • Quem espera ver uma peça, digamos, mais certinha pode se frustrar. Ao menos por enquanto, Alexandre Nero revela-se disposto a usar o bom momento da carreira para atrair o público a experiências menos convencionais no palco. Foi dele a ideia da comédia O Grande Sucesso, escrita e dirigida por Diego Fortes, de Curitiba. Da cidade em que Nero nasceu e construiu carreira como ator e músico antes de virar galã global vem ainda parte da ficha técnica, incluindo cinco dos oito atores. Ao longo da narrativa, pontuada por canções, os espectadores acompanham a coxia de uma peça, na qual atores secundários esperam sua vez de entrar. Despidos de seus insignificantes papéis, numa espécie de limbo, eles cantam, dançam e filosofam sobre sucesso, fracasso e outras questões existenciais. Partem do personagem de Nero, o mais entediado, as maiores ironias, que são como metáforas que vão muito além dos bastidores teatrais. Mas ele não é a estrela do show: leve, melancólica e colorida (figurinos e cenário são atrações à parte), a peça dá a cada integrante seu momento de brilhar.  Estreou em 12/8/2016. Até 16/10/2016.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 28/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO