Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Jim - peça
Jim (Foto: Humberto Araújo)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • Nove anos depois de montar My Fair Lady pela primeira vez, Jorge Takla está à frente desta outra versão igualmente sofisticada e obrigatória para os fãs de musicais que rezam a cartilha da Broadway. A ficha técnica escolhida por ele faz por merecer. Fábio Namatame assina os figurinos deslumbrantes, enquanto o argentino Nicolás Boni criou os imponentes cenários que transportam a plateia para a Londres do início do século XX. É lá que se passa a trama, inspirada na peça Pigmaleão, do irlandês Bernard Shaw, que fala da luta de classes tendo como base a relação de amor e ódio entre um refinado professor de fonética e uma pobre florista de sotaque irritante. A aguardada estreia do cantor lírico Paulo Szot em um musical brasileiro surpreende, mas não somente pela sua voz. Com exceção de I’ve Grown Accustomed to Her Face, um dos momentos mais emocionantes, as canções exigem muito menos do que sua voz de barítono pode alcançar. O desafio maior de Szot é construir um personagem irônico, que tem aversão às mulheres, e ele o vence com louvor. Seu professor Higgins é odioso, como deve ser. Outra boa surpresa é Daniele Nastri, selecionada por Takla entre 600 candidatas para viver a florista Eliza Doolittle. Bonita e talentosa, ela promete dar o que falar daqui para a frente. No afinadíssimo elenco que reúne trinta atores também ganham destaque na cena Eduardo Amir, competente como o coronel Pickering, amigo do professor, e Sandro Christopher. A esse último, no papel de Alfred Doolittle, pai de Elisa, cabem os números musicais mais divertidos do espetáculo. Atenção: Szot é susbstituído até o final da temporada por Fred Silveira. De 27/8/2016. Até 6/11/2016. + Em Números 5 milhões de reais foram necessários para montar o musical 44 artistas estão no elenco, sendo 30 atores e 14 músicos 600 atrizes disputaram o papel da florista Eliza Doolittle 200 trajes são usados pelos atores a cada sessão 500 horas foi o tempo total gasto com os ensaios
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  • Musical

    Wicked
    VejaSP
    11 avaliações
    Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz instigou o escritor americano Gregory Maguire a criar outra história ambientada na Terra de Oz, que se passa muito antes de Dorothy entrar em cena. Escrito em 1995, Wicked tornou-se um best-seller e virou um musical da Broadway visto por 48 milhões de pessoas antes de estrear por aqui. Fabi Bang interpreta a linda, rica, engraçada e envolvente Glinda, enquanto Myra Ruiz faz a esquisita Elphaba, que nasceu com a pele verde-esmeralda. A amizade da dupla, com direito a rivalidades, desencontros e muitos mal-entendidos por causa do amor do jovem Fiyero (interpretado por Jonatas Faro), conduz a narrativa que termina por desvendar como uma se transforma em bruxa má e a outra em bruxa boazinha, amada pelos habitantes da Cidade das Esmeraldas. Depois de quase três horas de espetáculo, é difícil dizer o que impressiona mais. Os cenários e figurinos são impecáveis, o elenco formado por 34 atores que cantam e dançam (assim como os catorze músicos regidos pela mestrina Vânia Pajares) está afinadíssimo e as músicas não perderam sua graça ao ser vertidas para o português. Mas não há como negar: do início ao fim, os olhos e ouvidos da plateia estão entregues às protagonistas. Cheias de personalidade, e cada qual a seu modo, elas soltam a voz e fazem por merecer os papéis e os aplausos que recebem no fim de toda cena. Recomendado a partir de 6 anos. Estreou em 4/3/2016. Até 18/12/2016. + Saiba mais sobre os bastidores do musical
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  • O ator Cacá Carvalho ficou conhecido do grande público como o personagem Jamanta, explorado em duas novelas de Silvio de Abreu, Torre de Babel (1998) e Belíssima (2005). Sua trajetória teatral, no entanto, é repleta de desafios desde que despontou em Macunaíma (1978), dirigido por Antunes Filho, até os elogiados monólogos A Poltrona Escura (2003) e 2 X 2 = 5 — O Homem do Subsolo (2015). Novamente só no palco, o intérprete radicaliza em uma antiencenação batizada de A Próxima Estação — Um Espetáculo para Ler e comprova que da extrema simplicidade pode ser extraída uma obra de arte. Carvalho se posiciona atrás de um púlpito e começa simplesmente a ler o texto do também diretor Michele Santeramo, Só a projeção das poéticas ilustrações de Cristina Gardumi servem de cenário. A trama se inicia em 2015, com Massimo e Violeta se refrescando em uma praia. O jovem casal relembra um passado de rejeição e fala sobre o desemprego de um deles. O ator altera delicadamente o tom da voz para diferenciá-los e salta uma década para renovar os conflitos. As inflexões parecem mais adultas e, em uma época adiante, Carvalho já usa um recurso grave para os maduros Massimo e Violeta. Desejos incompatíveis, traições e conflitos domésticos marcam os 50 anos de convivência da dupla, que, em um apocalíptico ano de 2065, une esforços para sobreviver a uma rotina mecânica e desprovida de prazer. O que poderia ser apenas uma leitura dramática é apresentado como uma história de amor que atinge um caráter, inclusive, político. Não à toa provoca o espectador sobre a importância de cultivar um sentimento para enfrentar as transformações da sociedade e, na contramão de muitas montagens, o obriga a prestar atenção em cada palavra para ser arrebatado pelo espetáculo. Estreou em  10/11/2016. Até 17/12/2016.
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  • Drama

    Jim
    VejaSP
    1 avaliação
    Poderia ser só mais um musical baseado em referências biográficas, com algumas canções conhecidas e boa parte da plateia já se daria por satisfeita. O dramaturgo Walter Daguerre e o diretor Paulo de Moraes, no entanto, optaram por um caminho ambicioso e, apoiados na energia do ator Eriberto Leão, fizeram de Jim um espetáculo arrebatador pela comunhão com o universo retratado. A montagem se adequa à definição de um musical dramático, afinal, o protagonista, acompanhado de três instrumentistas, apresenta Ligh my Fire, The End e Riders on the Storm, mas o diferencial se dá na forma como a história do líder do The Doors é contada. O cantor americano Jim Morrison (1943-1971) já está no túmulo, no cemitério do Père-Lachaise, em Paris. Por lá aparece o quarentão João Mota, brasileiro frustrado, disposto a dar um tiro na cabeça. Ele não entende por que as ideias pregadas pelo ídolo da contracultura não se aplicaram a sua vida e, num transe, toma satisfações com Morrison antes do suicídio. Visceral, Eriberto Leão supera os clichês do texto e transita por Jim e de João com sutileza quase imperceptível. Para isso, propõe um pacto com o espectador para valorizar o discurso libertário em detrimento de convenções narrativas em torno dos personagens. A atriz Renata Guida representa a mulher de Jim e de João e reforça o simbolismo criado por Daguerre e Moraes para espelhar uma geração que morreu — real ou metaforicamente — antes de envelhecer. No palco ainda estão os músicos Antonio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) e Rorato (bateria). Estreou em 28/10/2016. Até 18/12/2016.
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  • Celso Frateschi adaptou e protagoniza o monólogo dramático apoiado no conto homônimo de Fiódor Dostoievski (1821-1881). Iluminação, cenário e trilha sonora parecem confluir para a reprodução de uma São Petersburgo sombria, o lar de um infeliz funcionário público. Certa noite, depois de quase se matar, o homem tem um sonho. Nele, viaja para uma espécie de paraíso e lá acaba semeando a discórdia e a corrupção entre imaculadas criaturas. Sob a direção de Roberto Lage, Frateschi atinge um grande momento de ator e passa uma mensagem atual diante dos fatos contemporâneos. Estreou em 4/8/2005. 
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  • Comédia dramática

    Vermelho
    VejaSP
    3 avaliações
    De John Logan. Antonio Fagundes um dos nossos mais respeitados atores, e seu filho Bruno Fagundes estão frente a frente no palco. A comédia dramática confronta o artista plástico Mark Rothko (1903-1970) com seu jovem assistente Ken, um aspirante a pintor com os ideais típicos da juventude e ainda ingênuo para saber que só a experiência ajusta algumas equações. A direção firme de Jorge Takla rege e segura os dois lados dessa história. Tanto o equilíbrio ficcional como o embate entre pai e filho (ou entre artista veterano e iniciante) são conduzidos de forma inteligente para seduzir e inquietar a plateia. Estreou em 30/03/2012. Até 4/12/2016.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 11/12/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO