Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Histeria
'Histeria' (Foto: Priscila Prade)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • Musical

    Wicked
    VejaSP
    10 avaliações
    Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz instigou o escritor americano Gregory Maguire a criar outra história ambientada na Terra de Oz, que se passa muito antes de Dorothy entrar em cena. Escrito em 1995, Wicked tornou-se um best-seller e virou um musical da Broadway visto por 48 milhões de pessoas antes de estrear por aqui. Fabi Bang interpreta a linda, rica, engraçada e envolvente Glinda, enquanto Myra Ruiz faz a esquisita Elphaba, que nasceu com a pele verde-esmeralda. A amizade da dupla, com direito a rivalidades, desencontros e muitos mal-entendidos por causa do amor do jovem Fiyero (André Loddi e Jonatas Faro revezam-se no papel), conduz a narrativa que termina por desvendar como uma se transforma em bruxa má e a outra em bruxa boazinha, amada pelos habitantes da Cidade das Esmeraldas. Depois de quase três horas de espetáculo, é difícil dizer o que impressiona mais. Os cenários e figurinos são impecáveis, o elenco formado por 34 atores que cantam e dançam (assim como os catorze músicos regidos pela mestrina Vânia Pajares) está afinadíssimo e as músicas não perderam sua graça ao ser vertidas para o português. Mas não há como negar: do início ao fim, os olhos e ouvidos da plateia estão entregues às protagonistas. Cheias de personalidade, e cada qual a seu modo, elas soltam a voz e fazem por merecer os papéis e os aplausos que recebem no fim de toda cena. Recomendado a partir de 6 anos. Estreou em 4/3/2016. Até 31/7/2016. + Saiba mais sobre os bastidores do musical
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  • Comédia

    Histeria
    VejaSP
    2 avaliações
    Jô Soares, com a sabedoria dos grandes diretores, prega uma pertinente cilada no respeitável público, ávido por gargalhadas. Escrita pelo inglês Terry Johnson, Histeria é uma divertida comédia, cheia de piadas e situações inesperadas. Só que por trás de cada cena está um tema pronto para provocar a plateia e, se não for pedir muito, fazê-la pensar um pouco na saída do teatro. Ambientada na Londres de 1938, a trama cria ficção em cima de um fato real. O psicanalista Sigmund Freud (interpretado por Pedro Paulo Rangel) enfrenta um câncer terminal e anda amedrontado com a perseguição nazista aos judeus. Fixa, então, residência na capital inglesa para enfrentar essa dura fase. A pedido de um amigo, ele interrompe o sossego e recebe o pintor espanhol Salvador Dalí (o ator Cassio Scapin), curioso para estabelecer pontes entre o surrealismo e a mente humana. Como se não bastasse, uma aloprada moça (papel de Erica Montanheiro) implora por uma consulta, mas, na verdade, quer decifrar um segredo que envolve sua família. Tudo é observado por um médico judeu (o ator Milton Levy), encarregado da saúde do protagonista. Assuntos densos são embalados como diversão. A intolerância disseminada pela iminente II Guerra Mundial traz à tona a luta feminista e a percepção sobre a depressão. Se Scapin cativa desde a entrada, Erica surpreende ao inserir escracho à dubiedade da personagem e Levy, com menores chances, se faz convincente. O destaque, no entanto, é Rangel, que imprime fragilidade e deboche no seu Freud baseado na delicada visão de Jô. Estreou em 6/5/2016. Até 31/7/2016.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 31/7/2016.
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  • Monólogo dramático

    A Hora e Vez
    VejaSP
    Sem avaliação
    O mineiro Rui Ricardo Diaz deu vida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no filme Lula, o Filho do Brasil (2009), de Fábio Barreto. Sem ter a repercussão esperada pelos produtores, o longa também não projetou o protagonista. Por isso, o monólogo A Hora e Vez vai surpreender muita gente e, principalmente, mostrar que, sob a direção de Antonio Januzelli, Diaz se revela um grande ator. Baseado no conto A Hora e Vez de Augusto Matraga, escrito por Guimarães Rosa (1908-1967), o espetáculo radicaliza no minimalismo, jogando praticamente toda a responsabilidade nas mãos do intérprete e também adaptador. A saga do sertanejo publicada em 1946 vem à tona por meio de um personagem neutro que representa as angústias de um fazendeiro desalmado. Abandonado por todos, ele se arrepende dos pecados e busca a redenção. No palco nu, Diaz modula a voz e a postura para se transformar em diferentes tipos em torno de Augusto. Ainda oferece ao espectador ferramentas para soltar a imaginação, criando imagens que remetem ao sertão. Estreou em 23/5/2014. Até 28/8/2016.
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  • Na cena final, a atriz Melissa Vettore, como a bailarina Isadora Duncan (1877-1927), evoca a cantora Elza Soares em uma citação à música A Mulher do Fim do Mundo. “Eu sou a mulher do fim do mundo, eu vou dançar, me deixem dançar até o fim”, diz ela, substituindo o verbo “cantar” original. A conexão se justifica pela linha adotada pelo diretor Elias Andreato, colaborador da dramaturgia concebida por Melissa, no desenho da montagem. Isadora, assim como Elza, surge como uma mulher libertária, sofrida desde a infância e que teve o talento reconhecido por explorar a intuição, permitindo que a emoção se sobreponha à técnica. A trama foca o ícone em uma fase decadente. De volta à França, depois de um período na Rússia, Isadora é procurada por um editor (Daniel Dantas) interessado em publicar suas memórias. Os dois estabelecem um jogo de provocações. A protagonista traz à tona a relação com os irmãos (Patricia Gasppar e Roberto Alencar), a busca pelo sucesso e a vida amorosa. O uso da entrevista como elemento narrativo não é original. Mas a energia do elenco, especialmente a de Melissa, emotiva na sua composição conquista a plateia, que também se surpreende com a encenação concebida por Andreato. Disposto a criar imagens, o diretor se apoiou no cenário de Marco Lima e nas projeções para complementar a biografia. O pianista Jonatan Harold executa a trilha ao vivo. Estreou em 20/5/2016. Até 31/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO