Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Wicked
Wicked (Foto: Marcos Mesquita)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

+ Confira as novidades do teatro no blog do Dirceu Alves Jr.

+ Notícias sobre teatro

+ Seja você também o crítico

+ Últimas notícias da cidade

  • O imperdível drama do canadense Daniel MacIvor volta em curta temporada no Teatro Jaraguá. Sob a direção de Enrique Diaz, a montagem traz uma narrativa em três planos — o presente, o passado e a ficção, no caso, uma peça. Emílio de Mello e Fernando Eiras se revezam em dez personagens. Primeiro, eles são dois homens discutindo como levar um texto ao palco. A seguir, vem o espetáculo, sobre separação e morte. O ciclo se fecha com a exposição das questões pessoais da dupla, que reconstitui uma relação amorosa. Ao servir-se só da iluminação e de duas cadeiras, o diretor busca o mínimo e leva o máximo ao palco, em diálogos repletos de humor, ironia e lirismo. Estreou em 15/1/2010. Até 26/5/2016.
    Saiba mais
  • De tempos em tempos, um espetáculo perdura na memória do público como uma experiência vivida. O ano de 2015, na sua exata metade, já desponta com um forte candidato a esse time cada vez mais seleto. Sob a direção de Rafael Gomes, Maria Luisa Mendonça protagoniza o drama de Tennessee Williams (1911-1983) na pele de Blanche Dubois. Enigmática, falida e em estado de permanente delírio, ela é uma professora obrigada a morar de favor na casa da irmã, Stella (a atriz Virginia Buckowski). Por lá, uma batalha repleta de tensão sexual é travada pelo cunhado, Stanley Kowalsky (interpretado por Juliano Cazarré, em substituição a Eduardo Moscovis), que decide investigar o passado renegado por ela. O que se vê no Tucarena é uma leitura arrebatadora e atemporal de uma história escrita em 1947. Seja na trilha sonora, com referências de George Gershwin, Beirut e Amy Winehouse, ou no cenário de André Cortez, que coloca um chiqueiro de madeira, como simbologia do cortiço onde vivem os personagens, circundado por um trilho, a montagem transmite contemporaneidade. Na mesma sintonia, Moscovis foge do estereótipo do brutamonte e constrói um antigalã amargurado pela vida, enquanto Virginia imprime segurança na doçura de Stella e Donizeti Mazonas, como o amigo de Kowalsky, é econômico na medida certa. A base para o sucesso, no entanto, se apoia na visceral representação de Maria Luisa. Em um transe permanente, a atriz descarta ficar limitada ao recorrente glamour e humaniza Blanche, valorizando a cada cena sua solidão e a óbvia sensação do fracasso. Fabrício Licursi, Fernanda Castello Branco e Matheus Martins completam o elenco. Estreou em 5/6/2015. Até 26/6/2016. + Leia entrevista com o diretor Rafael Gomes.
    Saiba mais
  • Musical

    Wicked
    VejaSP
    9 avaliações
    Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz instigou o escritor americano Gregory Maguire a criar outra história ambientada na Terra de Oz, que se passa muito antes de Dorothy entrar em cena. Escrito em 1995, Wicked tornou-se um best-seller e virou um musical da Broadway visto por 48 milhões de pessoas antes de estrear por aqui. Fabi Bang interpreta a linda, rica, engraçada e envolvente Glinda, enquanto Myra Ruiz faz a esquisita Elphaba, que nasceu com a pele verde-esmeralda. A amizade da dupla, com direito a rivalidades, desencontros e muitos mal-entendidos por causa do amor do jovem Fiyero (André Loddi e Jonatas Faro revezam-se no papel), conduz a narrativa que termina por desvendar como uma se transforma em bruxa má e a outra em bruxa boazinha, amada pelos habitantes da Cidade das Esmeraldas. Depois de quase três horas de espetáculo, é difícil dizer o que impressiona mais. Os cenários e figurinos são impecáveis, o elenco formado por 34 atores que cantam e dançam (assim como os catorze músicos regidos pela mestrina Vânia Pajares) está afinadíssimo e as músicas não perderam sua graça ao ser vertidas para o português. Mas não há como negar: do início ao fim, os olhos e ouvidos da plateia estão entregues às protagonistas. Cheias de personalidade, e cada qual a seu modo, elas soltam a voz e fazem por merecer os papéis e os aplausos que recebem no fim de toda cena. Recomendado a partir de 6 anos. Estreou em 4/3/2016. Até 31/7/2016. + Saiba mais sobre os bastidores do musical
    Saiba mais
  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Adriano Bedin,  Augusto Cesar, Brian Penido, Bruno Barchesi, Fernando Medeiros, Gustavo Trestini, Ivo Muller, Manolo Rodrigues, Norival Rizzo, Rafael Golombek, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e Zécarlos Machado. Estreou em 19/11/2010. Até 6/5/2016.
    Saiba mais
  • Por mais de um ano e meio, os atores da Mundana Companhia e a diretora Cibele Forjaz peregrinaram pela cidade com o objetivo de recriar um clássico dá década de 20. Eles circularam por escritórios da Avenida Luís Carlos Berrini, conversaram com profissionais das boates da Rua Augusta e observaram os arredores da Ceagesp. O objetivo era encontrar conexões entre a obra-prima homônima do alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e os contrastes do cotidiano paulistano. No centro da trama, o virtuoso George Garga (interpretado por Lee Taylor) vê sua família se corromper com base em um jogo proposto pelo capitalista Shlink (representado por Aury Porto). A namorada (papel de Luiza Lemmertz) vira prostituta, a irmã (a atriz Luah Guimarãez) se apaixona pelo vilão, enquanto seus pais (os atores João Bresser e Carol Badra) são facilmente seduzidos pelo dinheiro. O resultado é louvável e mostra um exemplo de dramaturgia que enriquece a encenação e as interpretações graças a uma apurada pesquisa. Mergulhe sem medo nas três horas de duração. Mesmo sem intervalo, elas fluem bem por causa do ritmo com que as onze cenas são apresentadas e aos desempenhos do uniforme afiado elenco conduzido por Cibele Forjaz. Com Guilherme Calzavara, Mariano Mattos Martins e Vinícius Meloni. Estreou em 19/3/2016.  Até 15/5/2016.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO