Teatro

Melhores peças em cartaz

Veja algumas montagens que valem o ingresso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Wicked
'Wicked' (Foto: Ricardo d'Angelo)

*A seleção a seguir traz as peças que receberam as melhores cotações pelo crítico Dirceu Alves Jr..

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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 28/8/2016.
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  • Depois de Hamlet (2012), o ator Thiago Lacerda e o diretor Ron Daniels reeditam parceria na tragédia de William Shakespeare. Ao voltarem de uma campanha, os generais Macbeth (papel de Lacerda) e Banquo (o ator Marcos Suchara) ouvem de três bruxas uma profecia: o primeiro se tornará rei e o segundo será pai de muitos reis. Instigado pela ambiciosa mulher (interpretada por Luisa Thiré, que substitui Giulia Gam na temporada), Macbeth passa a eliminar todos os que ameaçam seu domínio na Escócia. Com Ana Kutner, Marco Antônio Pâmio, Rafael Losso, Felipe Martins e outros. Estreou em 5/11/2015. Até 31/7/2016.
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  • Musical

    Wicked
    VejaSP
    10 avaliações
    Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz instigou o escritor americano Gregory Maguire a criar outra história ambientada na Terra de Oz, que se passa muito antes de Dorothy entrar em cena. Escrito em 1995, Wicked tornou-se um best-seller e virou um musical da Broadway visto por 48 milhões de pessoas antes de estrear por aqui. Fabi Bang interpreta a linda, rica, engraçada e envolvente Glinda, enquanto Myra Ruiz faz a esquisita Elphaba, que nasceu com a pele verde-esmeralda. A amizade da dupla, com direito a rivalidades, desencontros e muitos mal-entendidos por causa do amor do jovem Fiyero (André Loddi e Jonatas Faro revezam-se no papel), conduz a narrativa que termina por desvendar como uma se transforma em bruxa má e a outra em bruxa boazinha, amada pelos habitantes da Cidade das Esmeraldas. Depois de quase três horas de espetáculo, é difícil dizer o que impressiona mais. Os cenários e figurinos são impecáveis, o elenco formado por 34 atores que cantam e dançam (assim como os catorze músicos regidos pela mestrina Vânia Pajares) está afinadíssimo e as músicas não perderam sua graça ao ser vertidas para o português. Mas não há como negar: do início ao fim, os olhos e ouvidos da plateia estão entregues às protagonistas. Cheias de personalidade, e cada qual a seu modo, elas soltam a voz e fazem por merecer os papéis e os aplausos que recebem no fim de toda cena. Recomendado a partir de 6 anos. Estreou em 4/3/2016. Até 18/12/2016. + Saiba mais sobre os bastidores do musical
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  • Comédia

    Histeria
    VejaSP
    3 avaliações
    Jô Soares, com a sabedoria dos grandes diretores, prega uma pertinente cilada no respeitável público, ávido por gargalhadas. Escrita pelo inglês Terry Johnson, Histeria é uma divertida comédia, cheia de piadas e situações inesperadas. Só que por trás de cada cena está um tema pronto para provocar a plateia e, se não for pedir muito, fazê-la pensar um pouco na saída do teatro. Ambientada na Londres de 1938, a trama cria ficção em cima de um fato real. O psicanalista Sigmund Freud (interpretado por Pedro Paulo Rangel) enfrenta um câncer terminal e anda amedrontado com a perseguição nazista aos judeus. Fixa, então, residência na capital inglesa para enfrentar essa dura fase. A pedido de um amigo, ele interrompe o sossego e recebe o pintor espanhol Salvador Dalí (o ator Cassio Scapin), curioso para estabelecer pontes entre o surrealismo e a mente humana. Como se não bastasse, uma aloprada moça (papel de Erica Montanheiro) implora por uma consulta, mas, na verdade, quer decifrar um segredo que envolve sua família. Tudo é observado por um médico judeu (o ator Milton Levy), encarregado da saúde do protagonista. Assuntos densos são embalados como diversão. A intolerância disseminada pela iminente II Guerra Mundial traz à tona a luta feminista e a percepção sobre a depressão. Se Scapin cativa desde a entrada, Erica surpreende ao inserir escracho à dubiedade da personagem e Levy, com menores chances, se faz convincente. O destaque, no entanto, é Rangel, que imprime fragilidade e deboche no seu Freud baseado na delicada visão de Jô. Estreou em 6/5/2016. Até 31/7/2016.
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  • Maior sucesso da carreira teatral de Fernanda Torres, este monólogo picante, inspirado no romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro (1941-2014), já foi visto por mais de 350 000 espectadores. Apenas em São Paulo, onde a atriz o encenou pela primeira vez em uma noite memorável de 2003 no Centro Cultural do Banco do Brasil, foram cinco temporadas nos últimos doze anos. Fernanda brilha na pele de uma libertina baiana de 68 anos, que narra passagens de sua vida sexual sem pudor algum. É uma peça cheia de humor, com narrativas capazes de fazer corar os mais tímidos, mas que não descamba para a apelação devido à competente direção de Domingos de Oliveira, também o responsável por adaptar o texto para os palcos. Estreou em 21/11/2003. Até 30/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO