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Cinema

"Katy Perry — Part of Me" registra turnê da cantora americana

Com visual colorido, documentário tem entre seus momentos mais tocantes a passagem pela capital paulista

3.ago.2012 por Miguel Barbieri Jr.

A garota do interior da Califórnia, filha de um pastor pentecostal e cantora de música gospel, chega ao estrelato alguns anos após sair de casa e compor as próprias canções. Parece enredo de seriado, mas a sorte e o talento contribuíram para tornar realidade o sonho de Katy Perry, de 27 anos. Intérprete afinada e de visual extravagante, ela teve uma ascensão meteórica e foi a primeira mulher a emplacar cinco faixas de um mesmo disco em primeiro lugar nas paradas americanas. Se os detratores acham prematuro um documentário sobre a artista, seus fãs já contavam os dias para a estreia de “Katy Perry — Part of Me”.

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Repete-se aqui a fórmula de “Never Say Never”, recente registro sobre Justin Bieber. Há cenas antigas (desta vez em quantidade menor), depoimentos dos pais, da equipe técnica e de meninos e meninas que a têm como uma espécie de guru. Muita música anima a sessão. Os documentaristas Dan Cutforth e Jane Lipsitz seguiram Katy de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012, durante a turnê mundial de “California Dreams”. Foram 124 shows, embalados pelos hits “Teenage Dream” e “Fireworks”, dos Estados Unidos à Europa, da Ásia à América do Sul.

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A escala em São Paulo, em 25 de setembro, rendeu uma das maiores plateias. Também na capital paulista ocorreu um dos momentos mais tocantes do filme. Minutos antes de subir ao palco da Chácara do Jockey, ela recebe um telefonema do marido, o comediante Russell Brand, pedindo o divórcio. As câmeras flagram o nervosismo dos produtores e a crise de choro de Katy. Apesar disso, a estrela encarou o público com alto-astral e cabeça erguida.

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Sem polêmicas, “Part of Me” (mesmo nome da canção incluída no disco “Teenage Dream — The Complete Confection”) cumpre o prometido. Além de repassar a trajetória de Katy, o longa-metragem em projeção em 3D a aproxima dos espectadores e, como se estivessem num espetáculo ao vivo, alguns se inquietam diante dos figurinos coloridíssimos e dos cenários de contos de fada criados para as apresentações.

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