Transporte

Justiça bloqueia contas do sindicato dos metroviários

Congelamento soma 900 000 reais, valor necessário para o pagamento das multas aplicadas à entidade

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM

Greve Metrô
Tropa de Choque na Estação Vergueiro (Foto: Juliana Deodoro)

A Justiça Trabalhista de São Paulo bloqueou as contas bancárias do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo, que liderou a paralisação que afetou a capital paulista por cinco dias.

O bloqueio das contas do sindicato foi pedido pelo desembargador Rafael Pugliese, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que, no último domingo (8), havia julgado a paralisação abusiva, determinara a volta imediata ao trabalho e definira multa de 500 000 reais por dia em caso de descumprimento.

A multa de 500 000 reais aplicada aos metroviários se acumula com a anterior, de 100 000 reais por dia parado, determinada pela desembargadora Rilma Aparecida Hemetério.

As punições impostas ao sindicato somam 900 000 reais – 400 000 reais pelo descumprimento da liminar e 500 000 reais pela paralisação da segunda-feira (9).

Os metroviários decidiram na noite de segunda, em assembleia, suspender a greve por dois dias. Há um novo encontro marcado para a noite de quarta-feira (11), quando será decidida se a greve será retomada. O sindicato busca agora rever a demissão de 42 funcionários. Os desligamentos ocorreram ontem pela manhã.

Entre as reivindicações da categoria estavam reajuste salarial de ao menos 10% e revisão de benefícios. O governo ofereceu apenas 8,7%.

Iniciada na última quinta-feira (5) a greve foi a segunda mais longa da história da categoria. A mobilização mais duradoura ocorrera em 1986, quando os funcionários do Metrô cruzaram os braços por seis dias.

O sindicato informou que sua prioridade agora é tentar reverter as demissões e que só depois dará atenção às multas. 

Engenheiros

O Sindicato dos Engenheiros teve o bloqueio no valor de 400 000 reais, uma vez que a categoria voltou ao trabalho após o julgamento, devendo apenas a multa relativa aos quatro dias anteriores à decisão que considerou a greve abusiva.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO