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Jovem baleado por policiais durante protesto segue em estado grave

Fabrício Proteus Chaves levou dois tiros e está internado na Santa Casa de Misericórdia

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, que foi baleado pela polícia durante os protestos contra a Copa do Mundo, no sábado (25), continua internado em estado grave no Hospital Santa Casa de Misericórdia. O jovem está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu quadro é estável.

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Fabrício foi atingido por dois tiros na Rua Sabará, em Higienópolis, durante a manifestação que terminou em depredação e 146 pessoas detidas. Um vídeo de uma câmera de segurança mostra o rapaz correndo e sendo seguido por dois policiais. Em determinado ponto, Fabrício para e um dos policiais cai no chão. O jovem cai em cima do policial. Ainda consciente, ele se senta no chão e é cercado por três PMs. O jovem se levanta, dá mais alguns passos, e volta a cair. Não é possível precisar em que momento ele é alvejado e se segurava algo em suas mãos.

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Câmera de segurança flagra momento em que jovem é seguido por policiais (Foto: Reprodução/TV Estadão)

A polícia afirma que, durante a perseguição, o rapaz tentou agredir os oficiais com um estilete. Após uma nova tentativa de agressão, os policiais atiraram três vezes contra o jovem. Duas balas acertaram Fabrício, a primeira na região do ombro e a segunda na parte interna da coxa esquerda. Em seguida, os próprios PMs o levaram até o pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo, na Santa Cecília.

O irmão de Fabrício, Gabriel Chaves, de 24 anos, esteve na Santa Casa no domingo (26) e afirmou que o irmão não tentou agredir os policiais. "Tem testemunhas que provam isso", disse. Segundo Gabriel, a família está tentando transferir o jovem para outra unidade de saúde.

Testemunhas contaram ao jornal  Folha de S.Paulo terem visto um jovem caído no chão, agonizando, cercado por policiais - que impediam a aproximação de outras pessoas.

O caso está sendo investigado pelo 4º Distrito Policial (Consolação) e pela Corregedoria da Policia Militar. O delegado encaminhou o material que estava com Fabrício para perícia, que já esteve no local e pediu uma análise balística dos PMs envolvidos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO