TECNISA APRESENTA

Jardim das Perdizes surge como novo bairro na Zona Oeste da capital

O bairro ocupa lugar de destaque no desenvolvimento de uma das regiões que passaram por mais transformações na capital nos últimos tempos

Por: - Atualizado em

Allianz Parque Arena Palmeiras
Vista da área: saem os galpões das fábricas, chegam os prédios modernos (Foto: ALEXANDRE BATTIBUGLI)

Erguida nos anos 20, a fábrica do Grupo Matarazzo na Barra Funda representou a expansão industrial da metrópole em direção à Zona Oeste.

Ao longo do século, no entanto, os redutos fabris se tornariam pontos de interesse imobiliário. Vizinho do terreno da extinta companhia, o novo bairro Jardim das Perdizes é um catalisador das mudanças que levaram o entorno a abandonar seu passado operário e ganhar ares residenciais. Confira algumas das transformações urbanas da região e as melhorias previstas para lá.

> CORREDOR COMERCIAL

Incluídas no perímetro da Operação Urbana Água Branca ó projeto criado em 1995 pela prefeitura para organizar o desenvolvimento da região ó, as avenidas Francisco Matarazzo e Marquês de São Vicente enfrentaram profundas mudanças na última década. Antes mera alternativa para os motoristas fugirem do trânsito da Marginal Tietê, as duas vias deixaram de ser passagem para se tornar polo de negócios. No lugar de galpões desativados e terrenos vazios, surgiram edifícios destinados a receber escritórios de empresas. São construções modernas, que têm à disposição corredores de ônibus e acesso fácil à Estação Barra Funda do metrô. Uma das primeiras a chegar ao pedaço foi a Universidade Nove de Julho (Uninove), em 2000. De lá para cá, o Fórum Trabalhista Ruy Barbosa (2004), o Bourbon Shopping (2008) e uma dezena de condomínios comerciais juntaram-se ao pioneiro Shopping West Plaza, de 1991.

> TRANSPORTES

Com quinze estações e 15,3 quilômetros de extensão, a Linha 6 ó Laranja do metrô tem inauguração prevista para 2020. Batizada informalmente de “linha das universidades”, ligará instituições de ensino como Mackenzie (Consolação), Faap (Pacaembu) e PUC (Perdizes). O ramal sairá da Estação São Joaquim, na Linha 1 ó Azul, e irá até Brasilândia, na Zona Norte, em uma viagem de 23 minutos entre os dois extremos. A expectativa é transportar mais de 600 000 pessoas por dia. Duas das estações estarão muito próximas ao Allianz Parque: Sesc Pompeia (a 700 metros de distância) e Perdizes (a 900 metros). Com execução e operação privada, a obra custará 10 bilhões de reais. O primeiro “tatuzão”, gigantesco equipamentousado para perfurar o solo, entrará em operação a partir de setembro. A exemplo do que já ocorre com a Linha 4 ó Amarela, os trens não terão maquinista.

Megatatuzão, equipamento de 1
Tatuzão no metrô: inauguração até 2020 (Foto: DANILO VERPA)

> CULTURA E LAZER

Em 2014, o antigo Parque Antarctica deu lugar a um dos estádios mais modernos do mundo. Concebido como uma arena multiúso, o Allianz Parque não abriga apenas os jogos do Palmeiras, mas também tem sido palco de alguns dos principais shows na capital. Em pouco mais de um ano e meio, o espaço já recebeu as bandas de rock Iron Maiden e Coldplay, o ex-beatle Paul McCartney, o intérprete italiano Eros Ramazzotti e a cantora pop Katy Perry, sempre com grande presença de público. Para os próximos meses, estão marcadas apresentações de Andrea Bocelli (12 e 13 de outubro) e Aerosmith (15 de outubro). Ao lado do estádio, outro empreendimento cultural tem feito sucesso. Inaugurado em 2009, dentro do Bourbon Shopping, o Teatro Bradesco mesclou shows de artistas como Ana Carolina com atrações infantis, a exemplo de Disney Live.

Jardim do Parque Doutor Fernando Costa ou Parque da Água Branca
Parque da Água Branca: caminhada e feira orgânica (Foto: SERGIO TAUHATA)

> ÁREAS VERDES

Com 137 000 metros quadrados e inaugurado em 1929, o Parque da Água Branca passou a atrair mais público nos últimos anos, com a abertura de uma concorrida feira de produtos orgânicos. Com cerca de 45 produtores, ela reúne frutas, legumes, verduras, laticínios, temperos e outros tipos de alimento, todos cultivados e produzidos sem agrotóxicos. Também são oferecidos quitutes, como quibes, bolos e pizzas. A iniciativa ocorre às terças, sábados e domingos, sempre das 7 às 12 horas. Já o parque funciona até as 22 horas, e é uma ótima opção para caminhadas e piqueniques. Do outro lado da linha férrea, o bairro Jardim das Perdizes ganhou uma área verde pública com 44 000 metros quadrados, pista de cooper, ciclovia e 2 200 árvores de quarenta espécies, como ipê-roxo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO