Protestos

Integrantes de marcha anti-Dilma são atropelados

Motorista estava embriagado e os acidentados suspeitam de ligação dele com o MST

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Marcha Kim
O líder atropelado Kim Kataguiri: acidente aconteceu a 100 quilômetros de Brasília  (Foto: Reprodução)

Integrantes da “marcha pela liberdade” contra a presidente Dilma Rousseff pedem para a polícia investigar se motorista que atropelou duas pessoas do grupo é integrante do Movimento dos Sem Terra. Por volta das 19 horas de sábado (23), uma caminhonete S-10 pilotada por um homem chamado José da Silva, de 48 anos, atingiu Kim Kataguiri, de 19 anos, e uma amiga identificada apenas como Amanda, de 28. Ambos fazem parte do Movimento Brasil Livre. O acidente aconteceu na BR-060, perto de Alexânia, a menos de 100 quilômetros de Brasília. O rapaz sofreu machucados no braço,enquanto Amanda teve um corte na cabeça e segue hospitalizada, mas fora de perigo.

Marcha  S-10
A caminhotene S-10 que atropelou os dois integrantes da marcha anti-Dilma: suspeita de ligação com o MST (Foto: Reprodução)

“Esse acidente aconteceu depois de recebermos ameaças do MST, dizendo que iriam impedir que chegássemos a Brasília. Além disso, existe um líder do MST chamado José da Silva. Não seria a mesma pessoa? Pedimos para a polícia investigar”, diz Renan Santos, outra liderança da marcha. José da Silva estava alcoolizado. Teste do bafômetro registrou o índice de 0,67 miligramas de álcool por litro de ar  (o limite para que o condutor não seja multado é de 0,05). Após pagar fiança, ele deixou a delegacia. Procurados pela reportagem de VEJA SÃO PAULO, os líderes do MST ainda não se pronunciaram sobre o caso. 

A marcha saiu de São Paulo no dia 24 de abril rumo à Brasília, onde devem chegar neste dia 27 de maio (quarta). Hoje, 45 pessoas estão na caminhada, que conta com o apoio de carros e ônibus. São esperadas muitos apoiadores, vindos de carro e avião, quando chegarem à capital federal. Eles pedem o impeachment de Dilma Rousseff. “Frouxidão e canalhice. Se um processo de impeachment tramitar pelo Congresso, é provável que a elite tucana acompanhe a votação de Nova York”, escreveu Kim em sua página de Facebook sobre o fato de Aécio Neves não apoiar a ideia.

Fonte: VEJA SÃO PAULO