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Seleção de instalações que valem a pena conferir

Conheça dez exposições com instalações em cartaz em São Paulo

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Mediterraneo 3
A instalação La Mer, de Angie Leccia, nascida na Ilha de Corsica (França) mostra a constante mutação do mar (Foto: Divulgação)

Confira dez mostras que possuem instalações que valem a pena ver:

  • Depois de fazer uma mostra muito política em 2010, a Bienal de São Paulo chega à trigésima edição mais intimista. Sob o (vago, diga-se) tema “A iminência das poéticas”, o curador venezuelano Luis Pérez-Oramas reuniu cerca de 2.900 obras de 111 artistas. De montagem bem mais organizada e, felizmente, com menos vídeos do que a edição anterior, a exposição acerta ao voltar a dar alguma ênfase à pintura. Os tons claros das abstrações de John Zurier, o talento figurativo de Eduardo Berliner e os jogos cromáticos de Lucia Laguna e Juan Iribarren (acertadamente colocados em salas vizinhas) são dignos de nota nesse gênero. Também não faltam bons fotógrafos: August Sander, Saul Fletcher, Sofi a Borges e Alberto Bitar entre eles. Indispensáveis ainda são as instalações do esquizofrênico e genial Arthur Bispo do Rosário, os exercícios construtivos de Waldemar Cordeiro e as delicadas esculturas de arame da venezuelana Gego. Há excessos (os próprios vídeos, de modo geral), algo típico para um evento desse porte, mas os pontos positivos compensam os problemas. De 07/09/2012 a 09/12/2012.
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  • A mineira Lygia Clark (1920-1988) ganha uma oportuna e excepcional retrospectiva. Completa, a montagem do Itaú Cultural reúne 145 obras provenientes de coleções públicas e particulares. A seleção parte de material raro: os óleos de inflexão cubista pintados bem no início da produção, entre eles O Violoncelista, de 1951. Lógica e organizada, a mostra ajuda a compreender de modo linear a evolução da carreira de Lygia — a geometria marcante dos guaches Planos de Superfície Modulada, por exemplo, desemboca nos relevos Trepantes e, logo depois, nos célebres Bichos, objetos cujas formas podem ser alteradas, presentes tanto nas peças originais quanto em réplicas manuseáveis. Por meio deles, a artista enfim tridimensionalizou os trabalhos e alcançou o objetivo de “arrebentar o núcleo do quadro”, segundo sua própria definição. Outras criações valiosas são as pequenas esculturas feitas com caixas de fósforos coloridas e, sobretudo, as instalações interativas. Caso de Campos de Minas, realizada a partir de documentos deixados por Lygia. Ali, o visitante calça um sapato com ímã na sola e tenta caminhar sobre um piso também imantado. De 01/09/2012 a 11/11/2012.
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  • A mostra Mal-Entendidos, dedicada à trajetória da mineira Rivane Neuenschwander, possui o mesmo nome da instalação que traz um ovo boiando dentro de um copo com água. Devido à ilusão de ótica criada pelo líquido, a parte submersa do alimento parece maior do que é de fato e tapeia o espectador. A obra está disposta em um canto discreto do MAM. O olhar atento, necessário para encontrar esse trabalho, assemelha-se ao que a artista aplica em sua produção, na qual tenta achar significados maiores em objetos simples, como listas de supermercado abandonadas em carrinhos. Dispostas lado a lado, elas revelam a grafia, o gosto e o tipo de organização de seus donos. Na mesma sala estão itens “roubados” de mesas de bar, a exemplo de flores de guardanapo e cinzeiros feitos com bolachas de chope. Poucas peças têm impacto visual arrebatador ou interação direta como as tábuas bambas nas quais se pode caminhar e provocar rangidos. Trata-se de uma exposição cheia de pequenos e preciosos significados, que merece ser vista sem pressa. De 2/9/2014. Até 14/12/2014.
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  • As variedades culturais dos diferentes países localizados em volta do Mar Mediterrâneo são abordadas na mostra, que traz catorze artistas do sul da Europa e do norte da África. Nomes como o italiano David Casini, a grega Maria Papadimitriou e o turco Huseyn Karabey apresentam fotografias, instalações e vídeos. Até 13/01/2013.
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  • Nesta inspirada mostra, o método de explorar a relação entre arte e a arquitetura do edifício do Centro Cultural Banco do Brasil funciona bem. Os curadores Rodrigo Moura, de Inhotim, e Jochen Volz, da galeria londrina Serpentine, reuniram doze artistas. Logo na entrada, o visitante depara, no vão do CCBB, com um véu gigantesco, formado por faixas de plástico em vermelho e amarelo. Trata-se de Cortina, de Cristiano Rennó. O colombiano Gabriel Sierra fez uma intervenção inusitada numa sala: levantou paredes cenográficas vazadas e geometrizadas, chegando a uma espécie de megaescultura construtivista. Cildo Meireles engana o público em Ocasião, um jogo de espelhos que nos obriga a ser observados sem saber. A grande curiosidade está no cofre, onde Sara Ramo simula um prédio em construção. No fim do percurso, uma surpresa adorável aguarda o espectador. De 27/10/2012 a 06/01/2013.
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  • Em “Peso-Contrapeso”, Marcia Pastore dá seguimento a sua investigação sobre o corpo no espaço, questionando matéria, movimento e relações de percepção, tendo como alvo o rastro dos gestos, a maneira como a ação modifica a matéria e o registro dessa ação. A instalação é criada por um sistema de roldanas e pesos, que ao se oporem, tensionam as partes através de cabos de aço, que sustentam anilhas e cilindros de latão polido, de tamanhos variáveis e cheios de pó de mármore, cuja superfície reflexiva repete seu entorno, incorporando o espaço para dentro da obra ao mesmo tempo em que se mimetiza com ele. De 10/10/2012 a 20/11/2012.
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  • Mais recente criação da veterana artista plástica Carmela Gross desde Carne, de 2006, a exposição Serpentes reúne construções tridimensionais, luz, desenhos e colagens digitais na Galeria Vermelho. Na ativa desde a década de 60, Gross foi uma das principais responsáveis pela criação do Movimento Arte na Praça, de 65, que propunha o desenvolvimento de pinturas e desenhos com crianças em praças e parques de São Paulo. Ela também participou de diversas Bienais, chegando a expor na Pinacoteca de São Paulo, Museu da Imagem e Som, Centro Cultural Banco do Brasil, Museu da Arte Moderna, dentre muitos outros. Fora do Brasil, já participou de exposições em Portugal, Holanda, Turquia, Rússia, tendo até uma instalação permanente pública em Paris, na França. De 10/10/2012 a 03/11/2012.
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  • Um dos artistas com maior destaque na SP Arte de 2012, Nazareno exibe uma série de obras inéditas na nova unidade da galeria Emma Thomas. São desenhos, objetos, esculturas e outras propostas tridimensionais, desenvolvidas no decorrer dos últimos dez anos de carreira do artista e que somente agora serão mostradas. Nazareno é reconhecido por explorar aspectos da infância, seja pelas temáticas ou pelas obras geralmente realizadas em escala miniaturizada.
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  • Radicada em Londres desde 1973, a goiana Ana Maria Pacheco possui uma sólida carreira na Europa e nos Estados Unidos, com obras em coleções públicas e períodos lecionando em universidades inglesas. Ainda assim, a artista nunca expôs num museu brasileiro. Isso começa a mudar com a retrospectiva da Pinacoteca, com cinquenta gravuras e esculturas. Apesar da trajetória internacional, Ana Maria, formada em letras e filosofia, não deixa as origens de lado na hora de criar. A história do Brasil norteia a maioria dos trabalhos. Não espere investidas em cores exóticas e tropicalizantes nem celebrações do lado alegre e carnavalesco. A abordagem, universal e teatralizada ao extremo, quase sempre se resume ao preto e branco, e as cenas documentadas revelam um clima religioso, interiorano e arcaico. Figuras históricas, a exemplo de Tiradentes, Lampião e Zumbi, fazem nos retratos jus ao destino trágico de cada um. Para completar, há duas salas preenchidas com instalações escultóricas sombrias e violentas. Numa delas, Noite Escura da Alma, personagens rodeiam um homem cravejado de flechas, à maneira de São Sebastião. De 10/11/2012 a 03/02/2013.
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  • A mostra é resultado do processo criativo do novo romance da escritora e apresentadora, A Louca Debaixo do Branco. A publicação se baseia na figura da noiva para abordar o amor. Ela compila nesse “livro-instalação” (como define) fotos e vídeos dela mesma feitos por artistas como Bob Wolfenson e Hildebrando de Castro. Impossível negar a qualidade estética de alguns dos registros. Ainda assim, eles acabam se perdendo dentro do contexto confuso da exposição, voltado demais à figura de sua idealizadora. O espectador sai do MIS exausto pelo abuso de egocentrismo e, sobretudo, pela quantidade de clichês presentes nos textos inscritos nas paredes. Resultado: muita Fernanda Young para pouca reflexão criativa e de fato inspiradora. Em alguns momentos, sempre de surpresa, a autora aparece pessoalmente no espaço expositivo para conversar com o público e coletar opiniões. De 03/10/2012 a 18/11/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO