Criminalidade

Empresário é assassinado dentro do Hospital São Paulo

Auxiliar de enfermagem é suspeito de matar o homem na madrugada desta sexta (7); ambos tinham relação homoafetiva e discutiam uma dívida de 10 000 reais

Por: Adriana Farias - Atualizado em

Um homem foi assassinado no ambulatório do Hospital São Paulo, na Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo. O corpo de Fernando Luis Raymundo, de 41 anos, empresário da área de transportes para deficientes, foi encontrado ao lado de uma cadeira com um saco plástico por volta das 8h desta sexta (7) por uma funcionária da limpeza. Imagens de câmera de segurança mostraram que o crime foi cometido pelo auxiliar de enfermagem José Carlos da Silva Santos, de 52 anos, empregado da instituição há trinta anos.

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Segundo o delegado Edilzo Correia de Lima, do 16º Distrito Policial, Raymundo foi atraído pelo funcionário, com quem tinha uma relação homoafetiva, para discutir uma dívida de 10 000 reais. Esse dinheiro havia sido emprestado pela vítima ao suspeito. Ao chegar no local pelo pronto-socorro, eles ficaram conversando por cerca de duas horas quando entraram, por volta das 23h, no terceiro andar do prédio, onde o crime aconteceu. Nas imagens é possível ver Santos entrando com uma medicação que foi aplicada no empresário. Segundo o relato do delegado, o aulixiar de enfermagem afirmou que o empresário se sentiu mal e precisou de remédios. A polícia suspeita que ele tenha sido morto por superdosagem de medicação ou asfixia. 

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O auxiliar de enfermagem José Carlos é preso sob acusação de ter matado um empresário devido a dívidas (Foto: Adriana Farias)

"Durante todo o tempo Santos se referia a Raymundo como um agiota", diz o delegado Edilzo Correia de Lima. Não havia nenhuma testemunha no local. "Ele chegou a confessar que havia matado, mas imediatamente voltou atrás e justificou dizendo que o rapaz havia passado mal e deu a medicação", diz o delegado. "Acreditamos que o crime foi premeditado", completa.

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A vítima Fernando Luiz Raymundo havia emprestado 10 000 reais ao funcionário do hospital, com o qual tinha uma relação homoafetiva (Foto: Polícia Civil)

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Segundo a Polícia Militar, o funcionário foi detido em flagrante durante seu turno de trabalho na manhã desta sexta (7). Ele será autuado por homicídio qualificado e, caso condenado, pode pegar até trinta anos de prisão.

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Em nota, o hospital informou que o caso envolveu “assuntos particulares”. Confira a íntegra:

“O Hospital São Paulo, hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo, esclarece que a agressão ocorrida nas dependências da instituição envolveu assuntos particulares entre a vítima e o agressor. O caso já está sob os cuidados das autoridades competentes. Vale ressaltar que a vítima não era paciente.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO