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3 perguntas para... Hebe Camargo

Apresentadora volta a cantar e inicia gravação de um DVD

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

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Hebe Camargo: "Estou morrendo de medo" (Foto: Lailson Santos)

Hebe Camargo começa a conversa com a frase: “Estou morrendo de medo”. Aos 81 anos, a apresentadora retoma a faceta de cantora com que ingressou no meio artístico, na década de 40. Na quarta (27), no Credicard Hall, ela inicia a gravação de um DVD (outra apresentação, no Rio de Janeiro, também servirá para o registro). Hebe está feliz. Recupera-se de um câncer diagnosticado em janeiro e vai receber no palco convidados como Maria Rita, Fábio Jr., Gilberto Gil e Chitãozinho & Xororó. Participação especialíssima na canção Você Não Sabe, a primeira faixa do CD Hebe Mulher, lançado em setembro, Roberto Carlos não comparecerá, avisa a estrela. Sem problemas. “Se ele fosse, acho que eu não conseguiria entrar em cena. Ou sairia de maca.”

VEJA SÃO PAULO - O disco e, agora, o DVD foram pensados para celebrar a sua recuperação?

Hebe Camargo - Não. Quando comecei a gravar, nem sabia da doença. Praticamente terminei de gravá-lo no fim do ano passado. Nesse ínterim — olha que palavra bonita! -, ela veio e atrapalhou um pouco. Não estou lançando o CD nem gravando o DVD para me aproveitar...

VEJA SÃO PAULO - A senhora tem alguma preparação especial na hora de cantar?

Hebe Camargo - Muita gente fala para fazer gargarejo com água oxigenada. Eu nunca fiz. Sempre tive sorte com a garganta, nunca fico rouca. Eu faço o “em nome do Padre”, olho para o teto, pois o meu pai está lá em cima, peço a Nossa Senhora e às santinhas para me ajudarem. Depois, piso no palco e, aí, pá!, acabou o nervoso.

VEJA SÃO PAULO - Pretende excursionar com o espetáculo?

Hebe Camargo - Sim. Quero ir para o Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, Recife, Bahia... Em todos esses lugares possuo um público muito grande. Tenho um dever e uma dívida com ele. Estou muito emocionada. Nem lembro que passei por um problema de saúde. O disco está servindo como um antídoto ( risos). Hoje estou impossível!

Fonte: VEJA SÃO PAULO