Cidade

Haddad discute aumento na tarifa de ônibus para 2015

Prefeito não pretende pagar os 2 bilhões de reais em subsídios que seriam necessários para manter o valor atual de 3 reais

Por: Veja São Paulo

Ônibus
Preço da passagem foi mantido em 3 reais após os protestos de junho de 2013 (Foto: Divulgação)

O prefeito Fernando Haddad (PT) discutiu com outros sete prefeitos petistas da região metropolitana de São Paulo a necessidade de reajustes nas tarifas de ônibus cobradas nesses municípios. Dentro da gestão Haddad já existe a decisão política de não se pagar 2 bilhões de reais em subsídios para as empresas do transporte coletivo, dinheiro necessário para manter a tarifa a 3 reais em 2015.

Uma das possibilidades que vem sendo articulada pelos prefeitos Kiko Celeguin (PT), de Franco da Rocha, e Luiz Marinho (PT), de São Bernardo do Campo, é a criação de uma tarifa unificada de 3,40 reais nesses municípios.

No PT, a orientação é para que as prefeituras petistas vizinhas da capital paulista adotem antes o aumento, logo no início do ano. Dessa forma, o prefeito Haddad também mostraria à população a necessidade de o reajuste também entrar em vigor em São Paulo - o preço da tarifa não sofre nenhum aumento desde 2011 para os usuários paulistanos.

Para 2015, a gestão Haddad reservou 1,4 bilhão de reais em subsídios para as dez viações de ônibus e oito cooperativas de peruas. Segundo projeção feita pela Comissão de Finanças da Câmara Municipal, seriam necessários pelo menos 2 bilhões de reais para manter a tarifa por mais um ano sem reajuste.

O valor que teria de ser pago a essas empresas representa 40% de todos os recursos reservados para novas obras na cidade em 2015. Na avaliação do governo, manter a tarifa a 3 reais exigiria a transferência de verbas de setores essenciais, como a Saúde e a Educação.

Em maio de 2013 o governo municipal chegou a aplicar o aumento, elevando a passagem a 3,20 reais. Mas uma onda de protestos que parou a cidade fez Haddad recuar e voltar ao valor de 3 reais.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO