Cinema e futebol

Documentário 'Soberano' narra conquistas do São Paulo

Torcedores do São Paulo assumiram direção e roteiro do filme que celebra conquistas tricolores de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008, no Campeonato Brasileiro

Por: Daniel Ottaiano - Atualizado em

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Não é por acaso que a fórmula de Soberano – Seis Vezes São Paulo se assemelha à de outros documentários sobre times de futebol. O longa, que estreia nesta sexta (17) em cinquenta salas de cinema de todo o país, narra a história dos títulos do Tricolor paulista no Campeonato Brasileiro sob a ótica dos torcedores. É a mesma receita de sucesso que a produtora G7 Cinema usou em ‘Fiel – O Filme’ (sobre o Corinthians), ‘Inacreditável – A Batalha dos Aflitos’ (sobre o Grêmio) e ‘Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo’ e ‘Nada Vai nos Separar’ (ambos sobre o Internacional).

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Como em suas produções anteriores, Gustavo Ioschpe, presidente da G7 Cinema, chamou torcedores do São Paulo para dirigir e fazer o roteiro que celebra as conquistas tricolores de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008. Até a trilha sonora segui a regra. Carlos Nader (diretor) e Maurício Arruda (diretor e roteirista) receberam a ajuda do fanático pelo São Paulo Nando Reis, responsável pelas canções originais.

“O filme tem uma coisa de contar as histórias dos títulos, mas, junto a isso, tenta entrelaçar depoimentos de torcedores”, explica Nader. “Isso (entrevistas com torcedores) talvez seja a coisa mais legal do filme. A gente começou a perceber a importância do time nos momentos mais cruciais na vida de uma pessoa.”

Nader conta que há declarações emocionantes e outras inusitadas, como a de um torcedor que discutiu com a mulher na noite de núpcias, pois preferiu assistir a um jogo do São Paulo em vez de dar atenção à mulher.

Além de fazerem entrevistas com torcedores, os diretores conversaram com ídolos como Waldir Peres, Muricy Ramalho, Careca, Raí e Rogério Ceni. A participação do ex-técnico Telê Santana (morto em 2006) foi possível graças a arquivos e entrevistas antigas, já que o projeto só começou em 2007.

Segundo Nader, a ideia inicial era lançar o ‘Soberano’ ainda em 2009, mas o projeto teve que ser adiado, por conta de o time estar com chances de conquistar mais um Campeonato Brasileiro. Se o heptacampeonato se confirmasse, o longa teria que ser mudado. “Foi bom (adiar a estreia do filme). Documentário é algo que precisa de tempo para maturar”, diz.

Torcedor-diretor

Nader diz não se considerar um torcedor fanático, “do tipo que fica gritando”, mas conta que sua paixão pelo time também vem de berço. "Lembro é que minha mãe me ensinou o pai-nosso e a escalação do São Paulo de 58.” E qual é a escalação de 1958? O cineasta nascido em 1964 tenta, mas não se recorda mais de todos jogadores.

Para Nader, Arruda é mais fanático que ele. E Nando Reis é o mais apaixonado dos três.

Em São Paulo, 19 cinemas vão exibir a estreia, que também chega aos cinemas de outras dezenove cidades paulistas e aos de doze municípios de outros estados, como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (Bahia), Maceió (Alagoas), João Pessoa (Paraíba) e São Luís (Maranhão).

Fonte: VEJA SÃO PAULO