Caso Ferraz de Vasconcelos

Filha de Alex Pedraza afirma que tomou suco e comeu bolo

Alimentos foam recolhidos pela polícia e enviados para análise toxicológica

Por: Juliana Deodoro

karina ferraz vasconcelos
Os irmão Karina, Carlos e Caroline, foram encontrados mortos na segunda-feira passada (16) (Foto: Reprodução / Facebook)

A filha mais nova da auxiliar de enfermagem Dina Vieira da Silva e do boliviano Alex Quinones Pedraza esteve na manhã desta segunda-feira (23) no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga a morte de sua mãe e de quatro irmãos. Em uma conversa com os investigadores, a menina de 6 anos afirmou que comeu dois pedaços de bolo e tomou suco na casa da mãe no domingo que antecedeu as mortes. Umas das possibilidades investigadas pela polícia era de que os alimentos tivessem sido envenenados.

Segundo a advogada de Alex Pedraza, Patrícia Vega, a criança disse que a mãe teria comentado que um gás estava escapando do chuveiro e que por isso teria falado para ela e os irmãos tomarem banho de piscina."Ela contou que a mãe estava juntando dinheiro para comprar um novo chuveiro", afirma a advogada.

Os laudos com os exames que investigaram a presença de substâncias químicas nos alimentos devem chegar ainda nesta segunda ao DHPP. Caso eles deem negativo, a delegacia deve pedir a soltura de Alex Pedraza, preso preventinamente desde a última terça (17).

Para dar prosseguimento à investigação, o delegado Itagiba Franco não descarta exumar o corpo de um antigo morador do apartamento onde Dina e os filhos foram encontrados para ter certeza da causa de sua morte. "O caso anterior vai nos ajudar a esclarecer este crime."

Caso

Dina Vieira da Silva, de 42 anos, suas três filhas de 16, 11 e 7 anos e seu filho, de 12, foram encontrados caídos no chão do imóvel em meio a vômito e fezes. Os corpos foram achados pelo namorado, Alex Quinones Pedraza, que pediu a ajuda de um porteiro para abrir a porta.

A polícia acredita em envenenamento, uma vez que não havia sinais de violência física ou de sangue na residência. A mãe e as filhas de 16 e 11 anos estavam vestidas apenas com camisetas, sem roupas íntimas. O gás do apartamento estava ligado.

Fonte: VEJA SÃO PAULO