Passeio

Família africana 'vende tudo' em evento

Festa expõe acervo típico, toca música e serve comidas do Benin

Por: Bruna Ribeiro - Atualizado em

Festa de família africana terá venda de roupas, música e comidas
Família vende roupas e objetos originadas do país africano Benin (Foto: Divulgação)

Foi na Bahia, em 1994, que a família Sidokpohu entendeu o porquê se identificava tanto com o Brasil. Natural do Benin, Roger foi transferido pela empresa em que trabalhava em Paris e se mudou para cá sozinho com seus cinco filhos. “Minha mãe faleceu em 1987. Durante nossas primeiras férias, no finalzinho do Pelourinho, demos de cara com a Casa do Benin”, conta a filha primogênita, Tania, 31. “Acho que foi uma revelação para meu pai, que sempre se sentiu em casa no Brasil”. Tal familiaridade resultou, 18 anos mais tarde, na Okan Benin, uma festa em que os Sidokpohu vão comemorar a conexão das duas culturas, com muita música africana, venda de roupas e objetos tradicionais do país, além de comes e bebes.

No jardim externo da casa, serão vendidas peças do acervo da família, como turbantes, saias e diversas vestimentas típicas, de R$70 a R$180. A música africana será discotecada por Roger, que fez uma seleção entre seus tradicionais vinis. Do lado de dentro, haverá um workshop de turbantes e lenços e uma exposição de fotos do casal Juliana R. e Joaquim Pedro, que ilustra as roupas e objetos vendidos no evento.

“Os tecidos das roupas foram comprados na cidade de Cotonou, capital de Benin”, explica Tania, que idealizou a festa. “Os cortes são um pouco mais contemporâneos, pois a maior parte das peças foi feita por artesãos de rua”. Para ela, o que faz delas especiais é a primitividade.

Para “abrir o baú da família”, Tania teve de pedir permissão aos cinco irmãos, espalhados em diversas partes do mundo. “Entramos em um acordo, que iríamos fazer isso em homenagem ao meu pai”, conta. “Nossos pais nos criam, nos ajudam e a vida nem sempre é fácil. Por isso todo fruto desta venda é para ele, pai Okan”.

Confira programação aqui.

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO