Educação

Estudantes desocupam a reitoria da PUC-SP

Alunos conseguiram uma reunião com a administração da universidade na próxima terça-feira (24)

Por: Estadão Conteúdo

PUC - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Campus de Perdizes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Foto: Divulgação)

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) começaram a deixar na noite desta quinta-feira (19) a reitoria da instituição, no câmpus de Perdizes, na Zona Oeste da capital, depois de dois dias de ocupação. A Justiça havia autorizado a reintegração de posse e a retirada dos alunos pela polícia podia ocorrer a qualquer momento, mas os alunos se anteciparam.

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Segundo estudantes que participaram do movimento, eles conseguiram uma reunião com a reitoria e Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP. O encontro estaria marcado para terça-feira (24) - encontro foi confirmado pela reitoria.

A reitoria foi tomada na noite de terça-feira (17), em protesto por mais diálogo e transparência na instituição. Ainda havia queixa pelos preços dos cursos e reclamações sobre as demissões de 50 professores no ano passado.

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Em nota, a reitoria informou que fará a apuração dos danos causados ao patrimônio da Universidade e "identificará os autores dos mesmos". A instituição defendeu que, com a desocupação, recria-se "as condições de diálogo".

Na ocupação, os alunos haviam isolado com fitas quadros e outros objetos que pudessem ser danificados e negam que tenha havido qualquer depredação. A reportagem esteve na universidade à tarde e não constatou objetos danificados ou depredados. Toda a reitoria foi preenchida por cartazes nas paredes, com frases como "Não tragam bebidas alcoólicas" , "Não fumem, é melhor para preservar a nossa imagem", "Respeitem o espaço" e "Lutamos por nossos direitos".

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Antes mesmo da decisão do movimento de acabar com a ocupação, alunos já haviam abandonado o prédio por causa da decisão judicial. Os estudantes - principalmente bolsistas - temiam perder os benefícios ao serem identificados.

Fonte: VEJA SÃO PAULO