criminalidade

Polícia prende suspeitos de esquartejar motorista

Álvaro Pedroso, de 55 anos, teve partes do corpo encontradas no final de março em Higienópolis e na Praça da Sé

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Três mulheres foram presas em São Paulo acusadas de participar do esquartejamento do motorista Álvaro Pedroso, de 55 anos. Seu corpo foi encontrado em partes, em Higienópolis e na Praça da Sé, no final de março, e só foi enterrado um mês depois.

+ Homem atira em funcionário de mercado e depois comete suicídio

+ Prefeitura tenta evitar caos na chegada em massa de torcedores argentinos e abre sambódromo para hospedagem de veículos

A participação de um trio feminino era investigada desde o início pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Havia registro em câmeras de segurança mostrando que circularam nas ruas próximas ao Cemitério da Consolação carregando sacos de lixo pretos. 

Os investigadores conseguiram localizar um taxista que pegou três mulheres na Rua da Consolação (supostamente, as participantes do crime) e as levou até um prédio residencial também no centro. Ele contou que, na época, uma tinha cabelo loiro, a outra ruiva e a terceira era morena. 

+ Conheça o Templo de Salomão, o cartão-postal de Edir Macedo, no Brás

Fios de cabelo encontrados na cena do crime seriam usadaos como prova para determinar os suspeitos.

Na época, o delegado Maurício Blazek, do DHPP, disse que uma amante da vítima era tida como provável mandante. A filha do motorista declarou à imprensa que a família sabia do caso, e que Pedroso chegou a confessar em família que estava com problemas nesse relacionamento. Chegou a falar que compraria uma arma para "dar um susto" nela. 

retrato falado foto esquartejado
O retrato falado feito em laboratório e foto da vítima, cuja identidade foi reconhecida por DNA (Foto: Reprodução)

O caso

Por volta das 9h do dia 23 de março, um catador de papel encontrou em um saco de lixo duas pernas e dois braços humanos decepados. A sacola estava na esquina da Rua Sergipe com a Rua Sabará, em Higienópolis, em frente ao Cemitério da Consolação. Assustado, ele pediu a ajuda de um comerciante, que chamou a polícia.

Mais tarde, por volta do meio-dia, um tronco foi achado na região, na esquina da Rua Mato Grosso com a Rua Coronel José Eusébio. Os policiais também encontraram nas sacolas plásticas um vestido.

Esquartejador Higienópolis
O primeiro saco plástico foi encontrado na esquina das ruas Sabará e Sergipe (Foto: Adriano Lima/Folhapress)

As pontas dos dedos e parte da pele do tórax foram arrancadas para dificultar o trabalho da perícia.

Na manhã do dia 27 de março, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram uma cabeça dentro de um saco plástico na Praça da Sé, no centro. Eles foram alertados por um pedestre que reparou uma grande concentração de moscas no local. No mesmo dia, peritos confirmaram que a cabeça pertencia ao corpo desaparecido em Higienópolis.

A confirmação da identidade da vítima aconteceu semanas depois, por exame de DNA. A viúva e os filhos já haviam reconhecido o retrato falado feito com a ajuda de computadores, mas o exame era necessário para confirmar a identidade de Pedroso.

Um morador de rua chegou a ser preso no dia 4 de abril depois de reconhecido como o responsável por carregar as sacolas de plástico que continham as partes do corpo. Em depoimento, ele afirmou ter recebido 30 reais para carregar os sacos, mas que não sabia qual era o conteúdo. Por ser procurado por roubo, Jerônimo foi levado para um Centro de Detenção Provisória.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO