Perfil

Eduardo Suplicy: histórias curiosas de um político curioso

Acompanhe a cronologia de fatos marcantes da vida do senador

Por: Edison Veiga - Atualizado em

1962 - Aos 21 anos, durante uma viagem de quatro meses pela Europa, Suplicy sofreu uma crise nervosa. Acreditando ter encontrado a conciliação entre as idéias de Karl Marx e Jesus Cristo, tirou a roupa e começou uma espécie de oração no banheiro do Aeroporto de Zurique, na Suíça. Policiais estranharam seu comportamento e tentaram detê-lo. Suplicy acertou um soco no nariz de um deles. Foi internado em um hospital suíço por três dias. Voltou ao Brasil acompanhado por sua mãe e por um médico brasileiro e, aqui, ficou em tratamento por quinze dias em uma clínica psiquiátrica na Granja Julieta.

1985 - Em um debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, Suplicy levou um coelho e uma tartaruga de pelúcia para ilustrar a seu adversário Fernando Henrique Cardoso que "devagar se vai ao longe".

1986 - Em plena campanha para governador do estado, Suplicy decidiu "sumir" por três dias. Deixou um bilhete dizendo que precisava "encontrar e aprumar o eixo". Recolheu-se em uma casa na Serra da Cantareira.

1992 - Durante comício na Freguesia do Ó, Suplicy, candidato à prefeitura de São Paulo, teve seu boné roubado. Ele voltou ao palanque, que já estava sendo desmontado, e ligou o microfone. "Solicito que a pessoa que emprestou meu boné o devolva. Ganhei de meu pai e ele tem grande valor sentimental", disse. Esperou, esperou, mas o boné não apareceu.

1998 - Suplicy teve a calça rasgada por um cachorro da PM, em maio, durante manifestação ocorrida no Congresso. Antonio Carlos Magalhães, então presidente do Senado, decidiu arcar com o prejuízo e presenteou-o com um corte de tecido inglês azul-escuro, suficiente para fazer um terno novo.

1998 - Realizou um sonho: cantou O Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque, no coral do Senado. Ele já tomou aulas de canto e costuma entoar Blowin' in the Wind, de Bob Dylan, ao fim de suas palestras.

2000 - Pré-candidato à Presidência, o senador decidiu "morar" por três dias na favela de Heliópolis, no Ipiranga. Ali dividiu o teto com os cinco membros da família do agente comunitário José Geraldo de Paula Pinto. Segundo Suplicy, a experiência serviu para que ele recolhesse impressões para finalizar seu livro Renda de Cidadania: a Saída É pela Porta.

2001 - Em abril, após 36 anos de casamento, ele e Marta Suplicy anunciaram a separação. Quatro meses depois, quando Marta já havia assumido publicamente o namoro com o franco-argentino Luis Favre, Suplicy ainda nutria esperanças públicas de reatar a união.

2003 - O senador teve seu celular roubado na Avenida República do Líbano. Correu atrás do ladrão e convenceu-o a devolver o aparelho. Depois de meia hora de conversa, deu-lhe de presente um exemplar de seu livro Renda de Cidadania: a Saída É pela Porta. Segundo uma piada, fez isso para castigar o assaltante. Maldade pura.

2004 - "Eu descobri a mulher que Deus criou para mim", disse ao assumir o namoro com a jornalista Mônica Dallari, sua ex-assessora de imprensa. Logo foram rotulados de "Eduardo e Mônica", em alusão à famosa música da banda Legião Urbana.

2004 - Na inauguração de uma academia, subiu no ringue de short curtinho e trocou golpes com Luiz Fabre – Fabre com "b", filho de argentino, ex-pugilista profissional.

2006 - Em julho, durante reunião com alguns líderes petistas – entre os quais sua ex-mulher Marta e o senador Aloizio Mercadante –, Suplicy informou que faria uma cirurgia para curar um "problema na testa". Todos riram, óbvio. E o senador continuou seu discurso, empolgado, como quem não tivesse entendido a piada involuntária. A cirurgia foi realizada no mesmo dia no Hospital Sírio-Libanês. De acordo com nota oficial, foi um procedimento para "retirada de lesão basocelular na região temporal". O vídeo foi parar no site YouTube.

Fonte: VEJA SÃO PAULO