Filantropia

Doutores da Alegria apresentam 'Que Palhaçada É Essa!?' pela cidade

Sétima edição do tradicional evento pretende mostrar ao público o cotidiano da trupe que já atendeu mais de 72 000 crianças

Por: Luiz Fukushiro - Atualizado em

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O fundador da ONG, Wellington (à esquerda), e seus 'besteirologistas': 72 000 crianças atendidas (Foto: Cecília Laszkiewicz)

Tradicional evento dos Doutores da Alegria, ONG que leva sorriso a crianças hospitalizadas, o ‘Que Palhaçada É Essa!?’ chega à sétima edição com apresentações de peças e esquetes em diversos pontos da cidade a partir de sexta (18). Espécie de prestação de contas da trupe, o evento pretende mostrar ao público em geral um pouco do cotidiano dos “besteirologistas” — como eles chamam a especialidade médica na qual atuam desde 1991. “Vamos falar sobre as experiências vividas nos hospitais e ouvir novas ideias de quem estiver assistindo”, diz Wellington Nogueira, fundador e coordenador-geral do grupo. Na sede da ONG (Rua Alves Guimarães, 73, Pinheiros), será montado um ambulatório besteirológico. Quem for até lá no dia 22 poderá passar por uma consulta particular. “Teremos até sala de espera”, conta Nogueira. Haverá espetáculos ainda no Teatro Alfa e no Teatro União Cultural, além de um intensivo em hospitais paulistanos, com palhaçadas reservadas aos pacientes.

O balanço de 2009 dos Doutores é bastante positivo, com mais de 72 000 crianças hospitalizadas se divertindo em São Paulo, Belo Horizonte e no Recife. Desde a fundação da ONG, 724 889 “pacientes” conheceram os “besteirologistas”. A ação vem se expandindo ainda por meio de palestras, oficinas e peças de teatro. A divertida montagem Senhor Dodói, eleita o melhor texto adaptado pelo Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem de 2008, foi vista por 14 000 espectadores só no ano passado. A influência do grupo já ultrapassou fronteiras. Na última semana, Nogueira foi à Flórida, nos Estados Unidos, para conhecer o trabalho de um grupo de cantoras brasileiras atuantes em hospitais. “Minha ideia era ter contato com um trabalho diferente para, quem sabe, introduzir a experiência aqui”, afirma. “E o engraçado foi que elas disseram ter se inspirado nos Doutores.”

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO