COMPORTAMENTO

Fãs de novelas orientais comemoram chegada do gênero ao Netflix

Doramas, como são chamados os folhetins, fazem sucesso com tramas que vão desde o romance policial a enredos adolescentes

Por: Nataly Costa - Atualizado em

dorama
O casal Jacqueline Alves e Leonardo Solidade: loucos por novelas japonesas (Foto: Ricardo D'Angelo)

Uma garota apaixonada por moda consegue emprego em uma badalada grife de lingerie, mas precisa enfrentar uma chefe tirana e um ambiente hostil. Parece o enredo de O Diabo Veste Prada, mas trata-se de Atelier, série original do Netflix lançada há um mês com um diferencial: é o primeiro dorama — espécie de novela oriental, com atores, música e cenário made in Japan (ou Coreia doSul) — produzido com a rubrica do maior site de streaming do mundo.

Para o restrito mas engajado público local (as três maiores páginas no Facebook somam cerca de 50 000 seguidores), o lançamento, com treze episódios, é um marco. “A vida de um fã do gênero é fuçar em fóruns da internet e rezar para encontrar um arquivo legendado”, conta a nutricionista Natasha Sayuri, de 29 anos, do blog Esse Dorama Eu Indico. O portal tem ainda outros dois títulos no catálogo, Você É Linda e Playful Kiss, ambos produções sul-coreanas.

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Assim como os folhetins brasileiros, os doramas são gravados localmente e exibidosna TV aberta dos dois países orientais. As histórias podem ser adaptação de mangás(os quadrinhos japoneses) ou um roteiro original com motes diversos — de romance policial a dramas médicos, passando por tramas adolescentes, como Hana Yori Dango,espécie de Malhação nipônica. “Há também temas como homossexualidade e violência doméstica”, esclarece a publicitária Jacqueline Alves, de 27 anos.

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Fanática, ela estudou japonês por três anos somente para entender um pouquinho dos diálogos. Também escreve nos blogs Um Litro de Dorama e Mithril, em parceria com o namorado, o designer Leonardo Solidade, 24. “Os apreciadores dos programas estão espalhados pelo Brasil, mas quando nos encontramos aqui em São Paulo é uma festa”, conta Jacqueline. As baladas, claro, seguem o estilo que os fãs cultuam: cantoria nos karaokês da Liberdade e sessões de trocade pen drive com as novelas favoritas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO