Exposição

Di Cavalcanti, Ianelli e Portinari estão em mostra do Banco Real

Arte Moderna em Contexto mostra parte do acervo adquirido pela institui

Por: Katia Calsavara - Atualizado em

A partir de meados dos anos 40, instituições bancárias passaram a incentivar artistas plásticos comprando algumas de suas obras. Agências e sedes foram decoradas com telas de Candido Portinari, Cícero Dias, Arcangelo Ianelli, Manabu Mabe, Di Cavalcanti e Tomie Ohtake, entre outros. Bancos como o japonês América do Sul, o franco-italiano Sudameris, o da Lavoura de Minas Gerais (futuro Real) e o Holandês da América do Sul (futuro ABN AMRO Bank) formaram assim um acervo impressionante. Juntos, os quatro reuniram 980 obras de arte – todas hoje em poder do ABN AMRO Real –, muitas delas de artistas imigrantes que se destacavam dentro das comunidades em que os bancos atuavam. Uma parte dessa coleção poderá ser apreciada pela primeira vez pelos paulistanos na mostra Arte Moderna em Contexto, em cartaz desde quinta-feira na sede do Banco Real, na Avenida Paulista. "É como se pegássemos quatro guarda-roupas diferentes e descobríssemos que o sapato de um combina com o vestido de outro, criando então um novo conjunto", afirma a curadora da coleção, Elly de Vries. Foram pinçadas 74 obras, entre quadros, esculturas e gravuras. Há telas figurativas (como Praia com Pescadores, de Fulvio Pennacchi, e Paisagem, de Francisco Rebolo) e abstratas (como Série Amazônica Nº 12, de Ivan Serpa, e Violeta, de Manabu Mabe), além de algumas que ficam na fronteira das duas correntes, a exemplo de Figura, do carioca Milton Dacosta. Oito trabalhos, entre eles Barcos, de Ianelli, terão versão para deficientes visuais. Para complementar a exposição, foram emprestados quatro quadros do Museu de Arte Moderna de São Paulo e sete do Museu de Arte Moderna do Rio, representantes da arte concreta e neoconcreta. • Arte Moderna em Contexto. Banco Real. Avenida Paulista, 1374, tel: 3044-0468. De segunda a sexta, 9h às 17h; sábados e domingos, 10h às 18h. Grátis. Até 6 de outubro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO