Contemporâneo

Quatro espetáculos de dança estreiam no Itaú Cultural

Mostra Outubro vai até este sábado (6)

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Forte
Michelle Moura e Luciana Navarro no espetáculod e dança "Forte". (Foto: Divulgação)

De quarta (3) a sábado (6), o Itaú Cultural promove a Mostra Outubro, composta de quatro estreias de espetáculos de dança contemporânea assinados por coreógrafos de diferentes partes do país.

Nos dois primeiros dias, apresentam-se a paranaense Michelle Moura e o trio formado pelo também paranaense Gustavo Bitencourt, a paulista Sheila Ribeiro e o mineiro Wagner Schwatz. Depois, é a vez do baiano Fabio Osório e do projeto 45,33,78, composto pelo paulista Bruno Levorim e pelos cariocas Priscilla Maia e Allyson Amaral.

Michelle Moura acompanhada por Luciana Navarro abre as apresentações às 20h desta quarta (3) com Forte, uma progressão coreográfica que transita entre intensidades físicas e explosões emocionais. “A ideia de que sempre podemos nos superar alimenta a frustação de que nunca estamos fazendo o suficiente para alcançar o sucesso”, observa Michelle.

A apresentação é seguida por Receitas e Dúvidas, trabalho assinado pelo artista Gustavo Bitencourt, que divide a criação e o palco com Sheila Ribeiro e Wagner Schwartz. Com a intenção de atingir o público não habitual de dança contemporânea – “sem ser simplista”, como ressalta Bitencourt –, a coreografia expressa essa proposta desde o título. “Receitas de cozinha, de finanças, de um remédio, receita é método, padrão, procedimento e energia potencial e tudo que venha depois deles”, explica Sheila.

Na sexta e no sábado, a programação começa com Edital. Primeiro trabalho autoral de Fabio Osório Monteiro depois de catorze anos de colaboração com o grupo Dimenti, propõe reflexões sobre a produção de arte nos dias atuais, sob a lógica do financiamento.

As noites se encerram com Desejo Que Fuja, com o trio 45,33,78. O grupo reúne artistas que pensam coreografias a partir de limites visuais e vem, desde setembro de 2011, provocando inquietações na ponte Rio-São Paulo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO