Abastecimento

Grupo marca dança da chuva no Masp para aumentar volume do Cantareira

Nesta quarta-feira (15), reserva atingiu 4,3% de sua capacidade. Chuvas estão previstas só para a próxima semana

Por: VEJA SÃO PAULO

Dança da chuva
Evento inusitado acontece no Masp no dia 21 de novembro (Foto: Reprodução Facebook)

Um grupo de publicitários criou no Facebook um evento inusitado: a maior dança da chuva do mundo para encher o Sistema Cantareira, que abastece São Paulo e a Região Metropolitana. O ato foi marcado para acontecer no Masp no dia 21 de novembro, data prevista pelo secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, para o fim da primeira parcela do volume morto.

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Quase 4 000 pessoas já confirmaram presença no evento e mais de 18 000 foram convidadas. "O único jeito para mudar essa situação crítica é fazendo a maior dança da chuva do mundo. E, para isso, nós precisamos que cada índio paulistano entre nessa roda e dance até chover", diz a descrição.

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Nesta quarta-feira (15), o Sistema Cantareira atingiu 4,3%, o menor volume registrado na história. A Sabesp afirma que, por causa do tempo quente dos últimos dias, o consumo de água aumentou. Hoje, o calor diminui em razão do vento que chega do mar em direção ao continente. O dia começa com os termômetros por volta dos 19ºC, com máxima de 29ºC, sem expectativa de chuvas na capital. As taxas de umidade sobem um pouco e devem oscilar entre 40% e 90%.

Sistema Cantareira edição 2374
Sistema Cantareira atingiu 4,3% de sua capacidade nesta quarta-feira (15) (Foto: Luis Moura / Estadão Conteúdo)

Chuva

As chuvas mais significativas devem ocorrer entre 20 e 23 de outubro, inclusive nas regiões das represas, graças a uma frente fria vinda do sul do país. Mesmo assim, segundo o técnico de meteorologia do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) Adilson Nazário, o quadro não é animador para o mês.

De acordo com o especialista, o Sistema Cantareira espera receber 130,8 milímetros de chuva no período. Até o momento, no entanto, registrou apenas 0,4 milímetro. O mesmo ocorre com a região metropolitana, que conta com 116 milímetros de água, mas mediu somente 2,5.

Fonte: VEJA SÃO PAULO