Crianças

Peça em cartaz no Teatro Sesi foca no público pré-adolescente

Crônicas de Cavaleiros e Dragões — O Tesouro dos Nibelungos tem ritmo acelerado e boas atuações

Por: Tatiane Rosset - Atualizado em

Crônicas de Cavaleiros e Dragões O Tesouro dos Nibelungos - Kleber Montanheiro - 4
Ricardo Gelli, como Siegfried, enfrenta um dos dragões, manipulado por Joaz Campos: aventura (Foto: Vivian Fernandes)

Encontrar montagens teatrais que agradem à garotada prestes a entrar na adolescência não é tarefa fácil. A maioria das companhias dedica-se a peças para a faixa que vai dos 3 aos 7 anos — nenhum dos espetáculos listados nas páginas a seguir, por exemplo, destina-se a crianças com 8 anos ou mais. Para completar, os mais crescidos já estão ligados em outros programas, como videogames, internet, esportes e cinema. Mas Crônicas de Cavaleiros e Dragões — O Tesouro dos Nibelungos, em cartaz no Teatro do Sesi, consegue sustentar a atenção da plateia a partir de 10 anos por mais de uma hora por causa de seu ritmo acelerado, boas atuações e roteiro que mistura passado e presente.

A adaptação de Paulo Rogério Lopes para o livro de Tatiana Belinky apresenta as peripécias de Siegfried (Ricardo Gelli), um príncipe ainda muito moço que resolve sair do castelo para conhecer o mundo. Em suas andanças, ele mata ferozes dragões, conquista o tesouro de uma nação de anões e se torna herói. A direção de Kleber Montanheiro não ameniza as cenas de guerras, lutas e mortes. Mas isso não choca os crescidos espectadores —afinal, eles já estão acostumados com esse tipo de narrativa.

O palco é reconstruído a cada troca de cena com o uso de plataformas de madeira em diferentes alturas. Impressionam pela beleza os bonecos dos dragões e do cavalo do protagonista, cuja manipulação precisa teve a consultoria do expert Henrique Sitchin, da Cia. Truks.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO