Segurança

Criminalidade no Morumbi: escolta para o lixo

Moradora fez investimento de mais de 150.000 reais para viver em segurança

Por: Arthur Guimarães [colaborou Mariana Barros]

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Claudia Antunes Jollo: 'estava amamentando quando ouvi o barulho do tiro' (Foto: Fernando Moraes)

Adoro cachorros, mas não dá para ter um poodle no Morumbi. Por isso, sou dona de cinco “crianças”. Cinco rottweilers treinados para ataque. Tenho ainda dezesseis câmeras de segurança e pago uma equipe de vigilância privada. No total, já investimos mais de 150.000 reais para tentar viver tranquilos, além de 2.500 reais mensais para manter a estrutura.

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No dia 13 de junho, às 6 horas, nada disso adiantou. Estava amamentando meu filho quando ouvi o barulho do tiro. Meu marido saía para trabalhar. Quando ele olhou para o lado, uma moto com dois homens apareceu do nada. Meu marido se assustou, e o carro automático deu um tranco. O tiro foi certeiro. Sorte que o carro era blindado. Hoje, chamo a escolta até para levar o lixo para a rua.

Claudia Antunes Jollo, 36 anos, escritora e moradora da Fazenda do Morumbi

Fonte: VEJA SÃO PAULO