Polícia

Crianças morrem em incêndio em Santo André e avó é presa

Fogo que matou dois  irmãos, um de 4 anos e outro de 7, aconteceu na noite do sábado (18), em Santo André, na Grande São Paulo

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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O caso está sendo investigado no 1º Distrito Policial, de Santo André (Foto: Reprodução)

Duas crianças morreram em incêndio na noite de sábado (18), por volta das 19h, no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, na Grande São Paulo. Os irmãos Pedro Augusto Teixeira, de 4 anos, e Luis Otávio Teixeira, de 7, estavam na casa da avó paterna, ausente do local. Ela, a aposentada Maria de Fátima Ribeiro Reis, de 56 anos, foi presa em flagrante, acusada de causar incêndio seguido de mortes. Não há possibilidade de pagar fiança. O boletim de ocorrência, porém, não registra suspeitas de que o caso tenha sido intencional.

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Os meninos moravam com Maria de Fátima desde dezembro de 2014, após a morte da mãe deles. O pai está preso. Segundo depoimento da avó, no 1º Distrito Policial, de Santo André, ela saiu de casa por volta das 18h30, para dar um recado a um parente. Segundo informações do documento, ela disse que foi um acidente e não sabia explicar o motivo do fogo. A aposentada preparava um pudim, mas desligou o forno antes de sair. Maria de Fátima afirma que ficou apenas dez minutos fora de casa e, quando voltou, o imóvel estava em chamas.

Os policiais questionaram essa versão. Segundo eles, a ausência foi bem maior. Além disso, havia uma reforma na casa ao lado: o forro de madeira era substituído por PVC. Segundo  informações do Corpo de Bombeiros, o material teria ajudado o fogo a se alastrar. Os vizinhos perceberam a fumaça e ligaram para as autoridades, que levaram aproximadamente meia hora para chegar. Maria de Fátima apareceu depois e foi levada à delegacia. O caçula, Pedro Augusto, já foi encontrado morto pelos policiais. O irmão, Luis Otávio, faleceu a caminho do hospital.

A delegada de plantão, Vivian Maria de Paiva Brancalhão, interpretou que a avó, "responsável pelos menores, faltou na proteção e cuidado dos ofendidos, deixando-os sozinhos, tendo de se retirado de sua residência, sob a alegação de ter ido dar um recado na casa da sogra".

O caso segue investigado no 1º Distrito Policial, de Santo André e Maria de Fátima continua presa no 2º Distrito Policial, no mesmo município, na cadeia feminina. Nesta segunda (20), o episódio será analisado por um representante do Ministério Público e pela defensoria pública.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO