Cultura

‘Corpos – A Exposição’: saiba tudo o que vai rolar na Oca

Mostra entra em cartaz nesta sexta (21) e terá nove galerias, com representações de todos os sistemas do corpo humano

Por: Bruna Gomes - Atualizado em

Corpos - A exposição (legenda)
Exemplares simulam atividades físicas para demonstrar como o corpo se comporta (Foto: Bruna Gomes)

A segunda versão da série ‘Corpos’, exposta pela primeira vez em 2007, invade a Oca do Parque do Ibirapuera de 21 de maio a 8 de agosto. A mostra reúne 20 corpos e 250 órgãos reais distribuídos em nove galerias. Oito delas representam partes do organismo humano: esqueleto, os sistemas muscular, nervoso, respiratório, digestivo, urinário, reprodutor e circulatório. A nona é o setor ‘O Corpo Tratado’, responsável pela representação da preservação de um corpo saudável graças aos avanços das pesquisas médicas e tecnológicas.

Roy Glover, diretor médico da mostra e professor de anatomia e biologia celular da Universidade de Michigan, diz que as pessoas que já visitaram a exposição há 3 anos podem voltar, pois vão se surpreender. “É importante nos conhecermos mais, já que não temos um zíper para abrir o corpo e ver como os órgãos estão. Às vezes, quando nos damos conta de que há algo errado, já é tarde demais. Quem vier à exposição vai entender melhor o seu corpo, que agradecerá por isso.”

Os corpos que compõem a mostra são todos de chineses provenientes de escolas de medicina da China, onde recebem o primeiro tratamento. Depois disso, são enviados para o laboratório de Glover e começam a ser tratados com as técnicas de dissecação e de preservação polímera, que duram um pouco mais de um ano. Ao final do processo, os espécimes ficam de cor acinzentada. Para dar um ar mais familiar, eles são pintados. “Assim fica mais fácil identificar onde estão os músculos e os tendões, por exemplo”, explica o diretor.

Glover diz que sua empresa assumiu a obrigação de só usar os corpos para fins educativos. No final das exposições, tudo é devolvido às escolas de medicina ou há enterro e cremação.

O diretor médico da mostra destaca um espécime apelidado de 'Os Bons Irmãos’. "É uma grande oportunidade para ver a relação entre os músculos e o esqueleto. O esqueleto por si não funciona muito, apenas não deixa que nosso corpo caia. Os músculos também não são de grande utilidade se não tiverem os ossos para se ligar. Os dois juntos funcionam como uma unidade e permitem que a gente se movimente.” 

Bruna Gomes
Os Bons Irmãos - Corpos na Oca
O exemplar apelidado de 'Os Bons Irmãos' mostra a importância do trabalho conjunto entre músculos e esqueleto (Foto: Bruna Gomes)
O exemplar apelidado de 'Os Bons Irmãos' mostra a importância do trabalho conjunto entre músculos e esqueleto

Para os que têm medo de levar as crianças à exposição, Glover diz que não há o menor problema. “Os pequenos são curiosos, quando olham os corpos costumam tocar em si mesmos para ver se também têm o que está exposto.” O diretor afirma ainda que essa é uma forma mais eficiente de aprendizado. “Quando as crianças veem um pulmão enegrecido ao lado de um saudável e alguém pergunta qual deles é o que possuem, todas apontam o rosado e se interessam em saber o que fazer para manter seus corpos assim.”

+ Confira galeria com imagens de‘Corpos – A Exposição’

+ 'Corpos - A Exposição' chega nessa sexta à Oca

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO