Teatro

Seleção de peças estreladas por famosos da TV

Tarcísio Meira e Antonio Fagundes podem ser vistos nos palcos da cidade

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Fabio Porchat - Fora do Normal
Fabio Porchat: diversão no stand-up Fora do Normal (Foto: Divulgação)

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  • Depois de levarem 3 milhões de espectadores ao cinema e conquistarem fãs na série do Multishow, os atores Fábio Porchat e Miá Mello montaram um espetáculo de mesmo nome dos outros produtos. Com história inédita escrita por Tati Bernardi, a comédia se passa na noite de núpcias dos personagens Miá e Fábio, casados um mês depois de terem se conhecido. Diálogos rápidos e piadas certeiras dão o tom. Estreou em 1º/8/2014. Até 29/11/2015.
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  • Stand-up comedy

    Fora do Normal
    VejaSP
    4 avaliações
    Se existe uma coisa que dá para constatar no espetáculo de stand-up comedy Fora do Normal, do humorista Fábio Porchat, é que ele sabe se promover. Quando a peça começa, o ator surge de camiseta, jeans e chinelos à frente do palco e pede à plateia, de forma divertida, para tirar o som do celular. Só isso já faz rir. Bom de papo, ele emenda um assunto no outro e conta seus casos. Porchat fala sobre o cotidiano nas grandes cidades, a dificuldade para perder peso (ele já integrou o elenco do quadro de emagrecimento Medida Certa, do Fantástico), as roubadas em que se meteu em viagens... O texto cai algumas vezes em piadas manjadas. Mas a capacidade de Porchat de dar graça ao simples com uma boa interpretação e expressões hilariantes revela-se irresistível. Estreou em 6/9/2013. Até 29/11/2015.
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  • Comédia dramática

    O Topo da Montanha
    VejaSP
    1 avaliação
    Casados na vida real, os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo estão no ar com o seriado Mister Brau, da Rede Globo, e dividiram o palco na peça O Método Grönholm (2007). Para a nova parceria profissional, escolheram a comédia dramática da americana Katori Hall e surpreendem pela empatia gerada diante de uma heterogênea plateia no Teatro Faap. A trama cria uma ficção que remete aos últimos momentos de vida do reverendo Martin Luther King (1929-1968), e essa já pode ser uma justificativa para a curiosidade que desperta. Na véspera de sua morte, o ativista político (interpretado por Lázaro) acaba de proferir um discurso em Memphis. Chegando ao hotel, exausto das preocupações e ávido por um café e um cigarro, Luther King conhece a camareira Camae (papel de Taís). Atrevida, a moça o provoca com uma pragmática visão da vida. O carisma dos protagonistas serve de veículo para questões relacionadas ao racismo e à política e, cientes disso, eles tentam ampliar a visibilidade dos temas. Também diretor, Ramos se encarrega de garantir a densidade. Taís, por sua vez, usa de ironia e deboche para aliviar a história e, graças a isso, reforça a humanização do líder social. Estreou em 9/10/2015. Até 4/9/2016.
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  • Não é preciso muito esforço para entender as motivações do encenador Roberto Alvim em torno de Júlio César, obra-prima política de William Shakespeare. Basta passar os olhos pelo noticiário e prestar bastante atenção na dramaturgia do espetáculo para perceber as conexões possíveis com a realidade, ainda mais a brasileira. Com adaptação e direção de Alvim, Caesar — Como Construir um Império estabelece uma oportuna representação ao colocar todos os personagens nas mãos de dois atores, Caco Ciocler e Carmo Dalla Vecchia. Na trama, o governante romano Júlio César se torna alvo de uma intensa conspiração e, durante uma sessão do senado, é apunhalado por Brutus, que justifica o homicídio como forma de derrubar um tirano. Aclamado como o salvador da democracia, o assassino perde a aura de herói pouco depois, quando novos interessados em redesenhar as alianças entram em ação. Com o revezamento de personagens, a alternância de objetivos se torna ainda mais bem representadas porque existe uma dificuldade natural na identificação do intérprete, reforçada intencionalmente pela dupla. Ciocler e Dalla Vecchia podem ser César, Brutos, Cássio ou Marco Antônio, de acordo com o registro vocal, foco de luz ou postura. No fundo, o significado é o mesmo: a complexa tarefa de reconhecer quem está no poder e entender suas reais intenções. Elemento fundamental da encenação, a trilha sonora original de Vladimir Safatle confere contornos trágicos, como uma segunda voz dos personagens, e quem embarcar na leitura proposta por Alvim estará diante de uma peça dos nossos tempos. Estreou em 18/9/2015. Até 25/10/2015.
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  • O clichê de que cada personagem deve ser encarado como uma folha em branco para o intérprete ter total liberdade de criação não se aplica nesse caso. A bem-sucedida trajetória de Tarcísio Meira e sua inabalável imagem de galã conferem uma simbologia muito bem explorada à grandiosa encenação dirigida por Ulysses Cruz. No drama de Ronald Harwood, um icônico ator sente-se dominado pela exaustão e beira um colapso nervoso. Prestes a encenar pela enésima vez o papel-título da tragédia Rei Lear, de William Shakespeare, ele reluta em entrar no palco e trava um vertiginoso embate com seu fiel camareiro (vivido por Kiko Mascarenhas), inconformado com o desânimo do artista. Conceitos de vocação, egocentrismo e reponsabilidade vêm à tona para discutir os limites capazes de separar ficção e realidade. Karin Rodrigues, Chris Couto, Karen Coelho, Ravel Cabral e Silvio Matos formam o competente time coadjuvante que oferecem suporte para a dupla central. Se Mascarenhas aproveita muito bem as possibilidades de seu rico personagem, trilhando registros cômicos e dramáticos, Tarcísio Meira magnetiza a plateia pela força de sua presença apoiado no emotivo texto de Harwood. Estreou em 4/9/2015. Até 13/12/2015.
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  • Miguel Falabella adaptou e protagoniza o musical da Broadway Nice Work If You Can Get It, cujo texto é de Guy Bolton e P.G. Wodehouse. O ator encarna o playboy Jimmy Winter. Na Nova York dos anos 20, o quarto casamento do rapaz não sai como planejado após ele conhecer a contrabandista de álcool Billie Bendix (Simone Gutierrez). A montagem arranca sucessivas gargalhadas da plateia. Falabella e Simone esbanjam química em números embalados por versões de canções compostas por George e Ira Gershwin. Coadjuvantes, a exemplo do mordomo Biscoito (Claudio Galvan), também se mostram afiados. A direção é de José Possi Neto. Estreou em 20/8/2015. Até 13/12/2015.
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  • Em Buenos Aires, o tradicional circuito de teatros da Avenida Corrientes fervilha com espetáculos muito semelhantes a este, a comédia Loucas por Eles. Escrito pelo dramaturgo argentino Marcos Carnevale, o mesmo autor de Elza e Fred, o texto ganhou adaptação de Walcyr Carrasco e direção de Fernando Cardoso, mas manteve um espírito similar ao das montagens do país de origem: alguns atores carismáticos, piadas popularescas e uma inevitável sensação de mofo. Na trama, cinco mulheres (interpretadas por Suely Franco, Vera Mancini, Cynthia Falabella, Fafá Rennó e Ellen Roche) estão presas em um aeroporto devido a uma tempestade. Enquanto aguardam a liberação da pista para pouso ou decolagem, elas simulam uma terapia coletiva sobre o universo masculino. Afinal, todas estão ali por causa de um homem. Do grupo, Vera Mancini é quem melhor tira vantagens na pele da mãe que pretende visitar o filho em Nova York. Com a simpatia de sempre, Suely tem o público nas mãos, mas não consegue aliviar o excesso de palavrões embutidos no texto. Estreou em 19/6/2015. Até 25/10/2015.
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  • Comédia dramática

    Master Class
    VejaSP
    3 avaliações
    O diretor José Possi Neto está para a carreira teatral de Christiane Torloni como um porto seguro inabalável. Por confiança ou excesso de zelo, a atriz não ousa se afastar daquele que é seu parceiro constante desde a peça O Lobo de Ray-Ban, lançada em 1987. Com a comédia dramática de Terrence McNally, a profícua sintonia do encenador e a intérprete atinge o ápice, como se Possi a burilasse anos a fio para um desafio desse porte. Christiane representa a americana Maria Callas (1923-1977), o maior nome feminino do canto lírico, em uma trama de ficção inspirada na fase em que a cantora, já aposentada, ministrava aulas para aspirantes ao estrelato. As palavras ditas pela protagonista transmitem a segurança, a mágoa e até uma certa histeria definidoras do perfil de Callas. A bem construída dramaturgia, no entanto, só atinge tal efeito porque Christiane exibe um rigoroso trabalho corporal, reforçado por gestos, passos e olhares, como um balé repleto de sutilezas. Profundo conhecedor de sua atriz, Possi ultrapassa o limite da encenação com sua forte assinatura e confere uma aura de diva para Torloni, prontamente incorporada por ela. Dessa forma, afasta o espetáculo de um inevitável ponto de comparação: a montagem do mesmo texto, em 1995, protagonizada por Marília Pêra, de leitura mais irônica. No elenco ainda estão os atores e cantores Julianne Daud, Bianca Tadini, Leandro Lacava e Thiago Rodrigues. Estreou em 3/9/2015. Até 22/11/2015.
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  • Os avisos foram dados e, na teoria, o espetáculo começou. Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona derrubam a chamada “quarta parede” – jargão para definir a barreira invisível que separa palco e plateia – e entram em cena. Eles contam um pouco como surgiu o projeto de encenar a comédia do italiano Dario Fo e lançam umas gracinhas para os espectadores. Logo, Stulbach molda o cabelo, assume um olhar perdido e a peça, na prática, dá sua largada. O protagonista é um louco, inconformado em não poder ser várias pessoas ao mesmo tempo, que vai parar em uma delegacia, acusado de falsidade ideológica. Basta uma distração do comissário (papel de Castro) para ele convencer o delegado (vivido por Stroeter) e o secretário de segurança (representado por Carlovich) de que é um respeitável juiz. Um crime vem à tona, e uma jornalista (Maíra) apura informações como o próprio lunático e, de novo disfarce, o personagem se mostra o mais apto para resolver o caso. Por mais que busque estabelecer vínculos com a realidade, a grande sacada da montagem é evidenciar o predomínio da ficção. Referências ao noticiário e, principalmente, à Operação Lava-Jato pipocam volta e meia, mas os atores fazem questão de deixar claro que tudo ali é um debochado teatro. Essa opção mostra grande capacidade do diretor Hugo Coelho ao construir um espetáculo reflexivo e crítico, mas muito bem embalado em um mero digestivo para quem, assim, desejar. Estreou em 23/9/2015. De 30/9 a 18/12/2016.
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  • Atriz de carreira eclética na televisão e no teatro, Claudia Raia relembra suas três décadas de trajetória neste musical. Com direção cênica de José Possi Neto e texto do amigo Miguel Falabella, a peça passeia por diversas fases da biografia da estrela. Começa na juventude da atriz, quando, em busca do sucesso, ela aventurou-se por Estados Unidos e Argentina para estudar dança. Em momentos nostálgicos para a plateia, que retomam sucessos da TV por meio da história da intérprete, surgem personagens marcantes, como a atrapalhada Tancinha, da novela Sassaricando, e a presidiária Tonhão, do programa humorístico TV Pirata. Claudia também solta a voz em canções do naipe de Não Fuja da Raia, da atração homônima que protagonizou nos anos 90. Sua forte ligação com os musicais aparece a todo tempo em números ao estilo da Broadway. A artista, que abusa das trocas de brilhantes figurinos em meio a um cenário portentoso — assinado por Gringo Cardia —, cria empatia com o público em cenas divertidas. Entre os coadjuvantes, brilha Marcos Tumura, experiente nesse tipo de montagem. Estreou 24/7/2015. Até 5/6/2016.
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  • A fórmula deu certo. Uma década depois de Cada Um com Seus Pobrema, Marcelo Médici criou uma continuação disfarçada da comédia que também tem como pano de fundo os bastidores do teatro. Agora, o título é Cada Dois com Seus Pobrema, e ele divide a cena na primeira parte com Ricardo Rathsam, coautor e hilário em sua participação. No centro da montagem dirigida por Paula Cohen, uma atriz reclusa e louca (vivida por Médici) recebe a visita de um repórter (Rathsam) para uma entrevista. A governanta Aguinalda (também representada por Médici) fica responsável pelo clima de suspense. Essa interessante história, no entanto, tem um ponto final nesse momento do texto. Em seguida, entram em cena figuras impagáveis, como o Mico Leão Dourado, o motoboy Sanderson e a apresentadora Tia Penha. Os personagens já conhecidos de Cada Um com Seus Pobrema mostram-se veículos perfeitos para Médici exercitar seu talento. A plateia gargalha com vontade, mas o grande comediante inegavelmente se apoia em uma zona de conforto que domina como poucos. E fica a dever uma conclusão para a trama inicial. Vale avisar que as duas sessões semanais estão com ingressos bastante concorridos. Estreou em 9/9/2014. Até 25/2/2016. + Leia entrevista com o ator Ricardo Rathsam
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  • Comédia

    Tribos
    VejaSP
    62 avaliações
    Na comédia dramática Vermelho (2012), Antonio Fagundes apresentou o filho Bruno oficialmente ao público. Naquela trama, um consagrado artista plástico e o jovem assistente viviam conflitos, em um inevitável jogo de espelhos. Menos de três meses depois do fim da turnê do espetáculo, a dupla estreou a perturbadora e divertida comédia Tribos, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois filhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afiados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do deficiente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013. Até 13/12/2015.
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  • Também diretor, Fernando Ceylão divide o palco com Marcos Mion na comédia de Leonardo Lanna. Inspirados na linguagem da internet, eles enfi leiram esquetes sobre relacionamentos, vícios, violência urbana e preconceitos. De 9/10/2015. Até 29/11/2015.
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  • Poucos nomes da cena local surpreendem tanto quanto Zé Henrique de Paula. Desta vez, o diretor importou o original dos americanos Greg Kotis e Mark Hollmann para produzir um musical que, apesar do ambiente intimista do Núcleo Experimental, não deixa nada a desejar às superproduções do gênero. O tema da peça se faz tremendamente oportuno. Lançada na Broadway em 2001, a satírica história é centrada nos habitantes de uma cidade que enfrenta uma crise hídrica há duas décadas, resultado da escassez das chuvas. A população conta os tostões e paga banheiros coletivos controlados pela Companhia da Boa Urina (CBU). Quem desacata a lei é enviado para uma colônia penal. Inconformado com as abusivas taxas, o jovem Bonitão (interpretado por Caio Salay) lidera um movimento para enfrentar o poderoso Patrãozinho (papel de Roney Facchini), administrador da CBU, e ameaça uma perigosa rede de interesses. No elenco de treze atores ainda se destacam Nábia Vilella e Bruna Guerin, todos cantando muito bem acompanhados de oito músicos sob a regência de Fernanda Maia. Estreou em 3/4/2015. 
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  • Comédia dramática

    Visitando o Sr. Green
    VejaSP
    7 avaliações
    Trazer de volta a comédia dramática Visitando o Sr. Green, do americano Jeff Baron, é uma tarefa difícil para os envolvidos. A versão brasileira original, dirigida por Elias Andreato em 2000, foi consagrada por Paulo Autran (1922-2007), que contracenava com Cassio Scapin. Os anos se passaram, o mito do célebre ator segue inabalável, e Scapin revela- se corajoso ao comandar a nova montagem. Sérgio Mamberti surge na pele do solitário judeu ortodoxo confrontado com um fato capaz de desestabilizar sua rigorosa rotina. Green conhece o jovem executivo Ross (papel de Ricardo Gelli) depois que os dois se envolvem em um pequeno acidente de trânsito. Considerado culpado, o rapaz deve prestar serviços à contrariada vítima. Em uma visita semanal, ele levará comida a esse idoso ranzinza, tentará engatar um papo com ele e testará sua tolerância. Em um misto de respeito e sensibilidade, Scapin surpreende como encenador por valorizar a mensagem do texto e reforçar um tom cômico que garante um olhar mais leve e delicado. Mamberti é o responsável pelas tiradas irônicas e também comove o espectador nas partes densas. Promissor nome, Gelli defende muito bem o personagem e, mesmo que alguns diálogos pareçam datados, garante a veracidade da trama. Estreou em 24/4/2015. Até 13/12/2015.
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  • Comédia dramática

    Amores Urbanos
    VejaSP
    2 avaliações
    Helena Ranaldi, Juan Alba, Daíse Amaral e Clóvis Torres interpretam os três contos da comédia dramática Amores Urbanos. De Marcelo Rubens Paiva, Reconfigurar fala de um casal antenado tecnologicamente, mas cuja vida sexual se mostra morna, e de um par com objetivos diferentes para o futuro. Jardim de Infância, com texto de Torres e direção de Clarisse Abujamra, trata da relação entre dois irmãos que se comunicam há anos com a mãe apenas pelas redes sociais. Quatro pessoas que acreditam se ver livres de problemas amorosos formam a trama de Grupo de Apoio para Pessoas Sentimentalmente Muito Bem Resolvidas, de Mário Bortolotto. O assunto amoroso, também ligado ao uso das redes sociais, tem apelo, mas nenhuma das cenas possui impacto suficiente para prender totalmente a atenção da plateia. Estreou em 7/8/2015. Até 1º/11/2015.
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  • Tragédia

    Otelo
    VejaSP
    3 avaliações
    Teatro é arte, mas também dá muito trabalho e, às vezes, pouco retorno. Então, não é raro ver atores em cena guiados pelo piloto automático e tão espontâneos quanto um robô. Concebida e dirigida por Debora Dubois, a encenação da tragédia de William Shakespeare sobre o ciúme chama atenção justamente pelo contrário. O elenco de nove atores se entrega a essa história com uma energia capaz de contagiar a plateia – e essa garra é perceptível na forma como cada um dá o texto da fluente tradução de Maria Silvia Betti. Na trama, o general Otelo (interpretado por Samuel de Assis) torna-se alvo da inveja de Iago (representado por Rafael Maia, principal destaque do grupo), preterido no cargo de tenente em favor de Miguel Cássio (o ator Cesar Figueiredo). Revoltado e sem escrúpulos, Iago constrói uma teia de intrigas que leva o personagem-título a acreditar que sua mulher, a doce Desdêmona (vivida por Samara Felippo, no lugar de Mel Lisboa), é uma adúltera e pode estar envolvida com Miguel Cássio. Concretizado através de 27.000 reais captados em um site financiamento coletivo, o espetáculo volta ao cartaz no Teatro Faap na quarta (20/01/2016) depois de duas bem-sucedidas temporadas na cidade. Com Ricardo Monastero, Glaucia da Fonseca, Yael Pecarovich, Antonio Ranieri e Marcio Guimarães. Estreou em 11/8/2015. Até 28/4/2016.
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  • Eduardo Martini e Suzy Rêgo protagonizam a comédia de Perito Monteiro. Uma esteticista recebe a visita de um homem capaz de mudar sua vida tão metódica. A paixão despertada pelo desconhecido faz com que ela entre em contato com conceitos esotéricos, livros de autoajuda e novas formas de religião. Estreou em 30/9/2015. Até 13/12/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO